O encontro de Trump com Kim Jong-un: quem perdeu foram os catastrofistas

O anúncio feito por Chung Eui-Yong, conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, deixou o mundo surpreendido. O ditador norte-coreano Kim Jong-un convidou Donald Trump para uma reunião sobre seu programa nuclear. E o americano aceitou. Os catastrofistas, que antes projetavam o apocalipse, agora se desdobram para tentar explicar a nova situação, da qual pode surgir um acordo de paz revolucionário.

Muitos questionam qual terá sido o vitorioso dessa etapa das negociações. Para não variar, a mídia já elegeu Trump como derrotado. Argumentam que, ao aceitar a reunião, o Presidente dos EUA estaria conferindo respeitabilidade ao ditador. Considerando a gravidade da situação na península coreana, teria ele alguma alternativa a não ser aceitar? E não seria ele criticado por essas mesmas pessoas se não o fizesse? Afinal, aqueles que o consideram vencido são os mesmos que clamavam por acordo e entendimento?

Trump só teria sofrido uma derrota diplomática se o convite tivesse partido dele. Foi Kim Jong-un que acenou com um encontro, e o fez somente depois de encontrar na Casa Branca um Presidente que lhe peitasse. No linguajar popular, a Coreia do Norte abriu suas pernas.

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É ainda cedo para dizer se chegará a bom termo. Vale lembrar que do outro lado da mesa de negociação está um psicopata juvenil que não pensou duas vezes antes de atirar o próprio tio para seus cães comerem. O encontro, entretanto, é um avanço extraordinário, ainda mais em relação a um contexto de tensão geopolítica que vinha recrudescendo continuamente.

Os que vislumbravam a hecatombe nuclear agora torcem desesperadamente para que a reunião dê errado. Preferem um desastre nuclear do que admitir que a política externa de Trump estava certa. Antes de qualquer acordo entre EUA, Coreia do Sul e Coreia do Norte, os maiores derrotados são os catastrofistas e mercadores do caos.

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