Ao contrário de Obama, Trump não se prostrou ante um ditador comunista

Já em seus últimos meses de governo, Barack Obama, no esforço de ainda parecer relevante, costurou uma aproximação com Cuba. Sob o aplauso da mídia dócil, o presidente americano embarcou para Havana, onde acabaria se encontrando com Raúl Castro. Ao fazê-lo, se prostrou ante um ditador caribenho. Foi o oposto da recente reunião de Donald Trump com Kim Jong-un, da Coreia do Norte.

Ao contrário de seu antecessor, que visitou a capital do inimigo, Trump não foi até Pyongyang. O local escolhido para a aproximação foi Singapura, país que é aliado dos Estados Unidos. Outra diferença fundamental foi o contexto em que possibilitou a reunião. O atual presidente americano não demonstrou temer Kim Jong-un e suas ameaças. Muito pelo contrário, o tratou como um garoto fazendo pirraça, lembrando a ele o tamanho do poderio bélico dos EUA. Diante de uma liderança ocidental firme, o norte-coreano foi obrigado a buscar uma abordagem pacifista. Trocou os testes balísticos pela promessa de desmontar seu programa nuclear.

Além da simbologia do ato de ir até Cuba se encontrar com Castro, Obama também concedeu vários benefícios ao Regime. Entre eles, a abertura da embaixada americana na ilha, a revisão da designação do regime cubano como financiador do terrorismo e a redução das restrições a viagens. Tudo isso de mão beijada, sem pedir quase nada em troca. Na época, a postura de Obama foi criticada por Berta Soler, líder do “Damas de Branco”, um dos principais grupos oposicionistas da ilha. Queremos que o governo dos EUA condicione o governo cubano e o que estamos vendo é que o cubano é quem condiciona, e publicamente, com o embargo, a base naval de Guantánamo, enquanto o americano dá concessões sem nada mudar”, disse Soler numa entrevista para a agência EFE.

Com a Coreia do Norte, a coisa foi muito diferente. O acordo assinado por Trump e Kim Jong-un é claro ao estabelecer uma série de compromissos mútuos, mas seu ponto central é a desnuclearização da Península da Coreia. No caso, não está se dando nada de mão beijada. E a mensagem de fundo é claríssima: ou o ditador interrompe sua corrida armamentista ou terá de lidar com as consequências.

Ao longo dos oito anos de Obama, os Estados Unidos perdeu protagonismo mundial. De polícia do mundo, tornou-se um país frágil e pautado pelo politicamente correto. Claudicantes e atrapalhados, os americanos viram a Rússia ganhar influência, o Estado Islâmico se tornar a maior ameaça terrorista global e a Coreia do Norte colocar em risco a segurança do Oriente. O caminho de Trump para recolocar o país em sua condição de liderança é árduo. A mudança de postura verificada no episódio da reunião com Kim Jong-un, entretanto, mostra que o caminho para recolocar o país na liderança do mundo livre já foi encontrado.

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