Luislinda Valois, o trabalho escravo e a nova Senzala

A ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, requisitou ao governo a acumulação de seus vencimentos atuais com a aposentadoria, o que viria a somar um montante de R$ 61 mil mensais. Tentando justificar sua proposição,  argumentou que “o trabalho executado sem a correspondente contrapartida, a que se denomina remuneração, sem sombra de dúvida, se assemelha a trabalho escravo”.

Há uma nova Casa-Grande no Brasil. Ela é ocupada pelo senhorio da burocracia, pela casta sindical e pela elite do funcionalismo público. Do outro lado, lá na nova Senzala, estão os pagadores de impostos, os verdadeiros escravos do país. Todos os dias eles são punidos pela ineficiência, pela corrupção e pela fúria arrecadatória do Estado.

Antes de ocupar um cargo na Administração de Michel Temer, Luislinda era desembargadora no Tribunal de Justiça da Bahia. Sua aposentadoria atual é um açoite superior a R$ 30 mil. Ela ganha muito mais do que a grande maioria da população brasileira, que precisa se virar com pouco mais de um salário mínimo. Posando de coitadinha, ela apenas escancarou sua condição de senhora de engenho contemporânea.

Michel Temer deveria demiti-la.

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