A pré-candidatura de Manuela D’Àvilla é uma não-notícia

Leitores do blog e ouvintes do meu programa de rádio pedem que eu comente sobre a pré-candidatura de Manuela D’Àvilla para Presidente da República. Para quê? Trata-se de uma não-notícia. O PCdoB, partido do qual ela é integrante, é um apenas um satélite do PT. Não há a menor chance de ganhar autonomia e lançar um nome por conta própria. Assim como nas eleições anteriores, quando apoiou Lula e depois Dilma, o partido comunista se contentará com o mesmo espaço subalterno em 2018.

As duas vezes em que Manuela se meteu a disputas no Executivo, acabou tendo resultados pífios. Na segunda vez em que concorreu à Prefeitura de Porto Alegre, foi derrotada com margem histórica pelo então candidato à reeleição José Fortunatti. Ela vem encolhendo desde então. Na última eleição, trocou a Câmara Federal pela Assembleia gaúcha, onde teria uma vitória mais fácil. 

A candidatura da comunista só seria factível se ela tivesse buscado posições de maior destaque no ambiente político, como ser bem sucedida em uma eleição para o Senado ou até mesmo ganhado um dos pleitos em Porto Alegre. Como Deputada Estadual, mesmo obtendo o maior número de votos entre todos os candidatos, acabou restringindo sua atuação a um ambiente regional.

Manuela não será candidata a Presidente em 2018. Ficará aonde está, com os votos cativos que a garantirão no Legislativo estadual até que decida sair da vida pública. O anúncio de sua pré-candidatura foi um factoide que só servirá para elucubrações sobre o nada, como é o tema deste texto.

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