A UNE é uma entidade irrelevante, cujo processo eleitoral é uma fraude desde a base

Desafio: Cite de cabeça o nome das três últimas pessoas que passaram pelo comando da UNE. Sem o Google será difícil. Eu mesmo tive que me socorrer nele antes de escrever este texto. E isso mostra a dimensão que ela ganhou na medida em que foi se tornando um mero aparelho partidário.

Qualquer um que conheça minimamente o movimento estudantil brasileiro sabe que ele se sustenta por meio de um processo eleitoral fajuto, no qual quem se mobiliza são aqueles orientados ideologicamente. É por isso que se não fosse pela divulgação da mídia, dificilmente você saberia que Marianna Dias, do PCdoB, foi eleita presidente da entidade.

Para o estudante de verdade, a posse e o mandato de Marianna não terão a menor importância. A suposta representação estudantil que ela alega carregar é uma farsa, pois foi eleita indiretamente por delegados que não representam ninguém de verdade.

Funciona mais ou menos assim: Um Centro Acadêmico qualquer fixa no mural da faculdade a informação que haverá reunião para a escolha de representantes, que serão eleitos proporcionalmente segundo o número de alunos daquela instituição. A reunião, geralmente marcada em horário de aula, não atrai ninguém, a não ser aqueles que já têm interesse político e já compõe o próprio Centro Acadêmico. De modo que a coisa nasce refratária a qualquer tipo de participação efetiva do público em geral. Quem se ilude com tal possibilidade é espantado com a duração dos debates, que se estendem por longas horas. Quem trabalha, estuda ou tem outros afazeres vai embora. Sobram os militantes, que escolhem seus companheiros.

Controlada por uma verdadeira casta de militantes estudantis, alguns deles com idade suficiente para constarem na lista de aposentados da Previdência Social,  a UNE não passa de um feudo disputado por siglas de esquerda. Tudo na base de rodas de viola, gritos de guerra e comícios de tom eleitoreiro. Aos alunos de todo o país, que nem sabem o que está se passando, resta pagar a mensalidade da carteirinha estudantil e financiar a gandaia antidemocrática.

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