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Temer também não conhece a “Curva de Laffer”

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Desde que assumiu a Presidência, Michel Temer tem tomado medidas impopulares no objetivo de contornar a grave depressão econômica legada pela administração do PT. No período, conseguiu aprovar a Reforma Trabalhista, a Lei das Terceirizações, a Emenda Constitucional do teto de gastos públicos, liberou recursos represados das contas inativas do FGTS e estabeleceu rigorosas metas fiscais. O resultado é patente: a inflação foi controlada, os números da balança comercial melhoraram e empregos voltaram a surgir.

Agora, para conseguir diminuir o déficit das contas e aumentar a arrecadação em queda, o Governo anunciou a elevação da alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis. Para a gasolina, o valor passará de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 o litro, o diesel subirá de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 nas refinarias, e o etanol irá de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor.

Os pagadores de impostos já estão sentindo o impacto da elevação dos tributos. Em postos de combustíveis há uma variação de preço entre R$ 4,10 e R$ R 4,35. A reação da sociedade foi imediata, com críticas praticamente em uníssono contra a medida.

É inegável que o esforço econômico do Governo Temer é meritório – e deve ser apoiado por aqueles que não se deixam seduzir pelas facilidades do populismo fiscal praticado até pouco tempo. Mesmo assim, é importante estabelecer limites. Os brasileiros estão tão quebrados quanto as contas públicas. O poder de compra caiu, o desemprego é abundante e aqueles que conseguem voltar ao mercado de trabalho precisam destinar parte de seu salário para a quitação de dívidas acumuladas ao longo dos últimos semestres. Aumentar impostos agora, mesmo tendo a responsabilidade fiscal como justificativa, é impensável.

O que se tem ai é um evidente desestímulo para a atividade econômica. O aumento de imposto é contraproducente pois encarece não apenas o produto original em que ele está inserido, mas também toda a cadeia de produção. Com a alta dos combustíveis, o preço do frete de caminhão também aumentará, o que gerará aumentos subsequentes e que se disseminarão para outros produtos que são transportados pelas rodovias do país. De modo que o cidadão não pagará mais só quando for abastecer o carro. O resultado mais provável não será a elevação das receitas, mas a retração do consumo, com a consequente diminuição da arrecadação.

Em entrevista concedida na Cúpula do Mercosul, Temer afirmou que a população vai compreender o aumento. Até agora, pela reação nas redes sociais, não parece ter sido assim. Na verdade, a incompressão dos brasileiros em relação à medida é proporcional a incompressão que a sua classe dirigente tem da “Curva de Laffer”, teoria que descreve a relação entre a progressão da taxação da economia e o volume de recursos governamentais dela obtidos.  A “Curva de Laffer” demonstra que a partir de determinado ponto, o aumento de impostos gera a diminuição da arrecadação.

https://www.youtube.com/watch?v=zxo_Ivy5RKw&t=201s

No Rio Grande do Sul, o Governador José Ivo Sartori também elevou o ICMS como forma de combater a crise financeira do Estado. O resultado não foi o esperado. A projeção original da Secretaria da Fazenda era de uma arrecadação de R$ 31,7 bilhões com o tributo. Acabou ficando em R$ 1,3 bilhão a menos.

Para diminuir o déficit é preciso aprofundar os cortes de custeio, bem como reduzir ainda mais o tamanho do Estado. Aumentar impostos é sempre a medida mais preguiçosa e menos eficaz praticada pelos gestores públicos. Não se pode equilibrar o orçamento do país desequilibrando o orçamento das pessoas.

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Eleições 2022

Eduardo Leite, pré-candidato, aparece em postagens oficiais do Governo RS nas redes sociais

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Adepto do discurso “longe das benesses do poder”, o ex-governador continua se beneficiando da máquina pública

Pré-candidato ao governo do estado desde o dia 13 de junho, Eduardo Leite já fez muita ginástica retórica para bradar que não usa as benesses do poder e que se afastou do governo para poder concorrer sem vantagens aparentes. Mesmo assim, o ex-governador parece que saiu do Piratini, mas o Piratini não saiu dele.

Eduardo Leite 2022

Leite aparece em postagem do Governo RS referente a obra pública…

 

leite na cadeia

…mas ele mesmo já tinha adiantado a divulgação na própria página, horas antes – Leite na cadeia. 

 

Eduardo Leite

Para finalizar, a visita virou card de pré-campanha, com frase de efeito.

 

Leite apareceu nesta terça em uma postagem oficial do Governo RS, sobre a ordem de início das obras na Cadeia Pública de Porto Alegre, antigo Presídio Central. As fotos foram publicadas no Facebook às 17h15, bem depois do destaque dado pelo próprio Leite na mesma rede, só que às 14h13. No dia anterior, apesar de não aparecer em postagens do governo, lá estava o pré-candidato na inauguração do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp). E vamos poupar o leitor dos aproveitamentos anteriores ao dia 13 de junho, para não deixar o artigo longo demais.

Vamos relembrar as palavras do próprio Eduardo (já comentadas aqui), sobre a forma de disputar esta eleição e sua peculiar definição de reeleição, tantas vezes renegada: “Foi também a renúncia que me deixou mais confortável para disputar um novo mandato. Fora do cargo, fora do poder e sem contaminar a máquina pública. Podemos ser um candidato a governador e não um governador candidato. O Brasil deu exemplos de que a reeleição no cargo muitas vezes não é um bom caminho, e tá aí o mensalão em uma oportunidade, o orçamento secreto em outra, que estão aí para provar. Mas o Rio Grande, mais uma vez, à exemplo de que é legítimo, é possível, benéfico, separar o governo e a eleição. O governador e o candidato. Sem usar instrumentos do poder para conquistar votos ou para conquistar alianças e apoios“. Agarrado na na máquina pública e de foto em foto, o ex-governador vai se beneficiando do prestígio emprestado pela entourage tucana que hoje comanda o Piratini. Tal qual outros políticos de outros governos e outros tons de esquerda e direita mas que, por incrível que pareça, não negavam a navegação nesta área cinza de nossas leis eleitorais.

 

 

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Política

Candeia: “O ministro Barroso é vaidoso e mentiroso”

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Em recente palestra que estava fazendo em Oxford, na Inglaterra, o ministro afirmou que graças a ele não houve um retrocesso no Brasil para que as eleições acontecessem com voto impresso e contagem manual.

Veja a seguir o trecho com a fala do parlamentar:

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Passo Fundo

Passo Fundo precisa agora de um Conselho Municipal de Habitação Popular?

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Proposta dos vereadores Luizinho Valendorf (PSDB) e Wilson Lill (PSB) quer reativar o Conselho Municipal de Habitação Popular. Na prática, sabemos o que vem pela frente…

 

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