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Jamais esteve nos planos do PT a entrega do poder

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Nunca foi segredo que Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, através de seus partidos – o PSDB e o PT, respectivamente – decidiram que aquilo que ambos chamavam de “regime democrático brasileiro” não passaria de uma troca temporária de coroa entre monarcas que governariam sobre o mesmo território. Embora muitos trabalhos já tenham dado luz ao que está sendo afirmado, o livro “O sapo e o príncipe”, do jornalista Paulo Markun, narra para um público geral a trajetória dos dois políticos até a Presidência da República, com muitos caminhos que se cruzaram ao longo de décadas de história. Então, a cada novo período eleitoral, eles encarariam personagens que se odeiam, que fariam oposição um ao outro e que teriam planos de governo distintos. No entanto, eles não passavam de gêmeas siamesas separadas por fatores circunstanciais. O caso deles é o mesmo ao de dois amigos que torcem para clubes diferentes, mas que acabam sempre abraçados para apoiar a mesma seleção. 

Fernando Henrique sempre foi um típico homem formal: saído dos redutos da USP, reconhecido como um dos maiores sociólogos brasileiros – mesmo não o sendo – e que transitava bem entre as instituições internacionais, gozando de prestígio entre políticos como Bill Clinton – este que, no seu tempo, foi uma estrela midiática muito maior que Obama. FHC nunca fez questão de parecer um populista, muito embora tenha feito reformas importantes que recolocaram o país no cenário internacional, sobretudo no campo econômico. É autor de livros, lê também muitos livros e levantou uma fundação que leva o seu nome, a Fundação FHC, para realmente promover estudos e debates – e não outro gabinete partidário.

FHC, agora imortal da Academia Brasileira de Letras.

Já Luiz Inácio, pelo contrário, sempre fez questão de ser retratado como um homem do povo – o nordestino baixo, mal nutrido e sem escolaridade – cuja ambição em ocupar cargos importantes (para os quais não tinha a mínima competência) sempre foi apontada como a maior de suas virtudes. Gabava-se de ser atrapalhado para formalidades à mesa, de beber muita cachaça e de ser amigo pessoal de ditadores como Hugo Chávez, Fidel Castro e Teodoro Obiang Nguema. Lula fazia questão de chamar de “amigo” Muamar Gaddafi, um genocida que acabou morto por conta dos excessos cometidos contra o seu próprio povo e que acumulou – segundo estimado – uma das maiores fortunas da história do mundo. Lula mal escreve bilhetes – e quando o faz são cheios de erros de ortografia – tem aversão a qualquer coisa escrita, embora não tenha medido esforços para levantar a fundação que também leva o seu nome, o Instituto Lula – este sim um palanque partidário que só serviu para pedir propina e negociar alianças políticas. 

Luiz Inácio, que se orgulha de ser preguiçoso e de beber uma boa pinga.

Os anos foram se passando. FHC cumpriu o que havia prometido: governou durante oito anos, vencendo Lula com unanimidade nas urnas. Nomeou um chinelo velho como seu sucessor – José Serra – para que assim Lula então tivesse a sua chance de governar: este foi considerado no seu tempo, mesmo que na base de manipulação de dados e de um momento econômico favorável (que nem mesmo a cúpula do PT era capaz de acreditar na sorte que tiveram), um dos maiores presidentes da história do país – mesmo que nunca realmente tenha sido (isso porque, nunca antes da história deste país, o povo foi escravizado com Bolsa Família e com financiamento de casas de baixíssima qualidade, pagas ao longo de 40 anos). José Serra se tornou conhecido no papel de Ministro da Saúde, momento no qual quebrou uma série de patentes a fim de baratear medicamentos (pelo menos essa é a versão oficial), mas com ainda menos carisma do que FHC e muito distante do prestígio que Lula já gozava – sobretudo entre as camadas mais populares e entre aquela leva de artistas que ainda hoje se dizem perseguidos durante o Regime Militar. É difícil pensar num substituto que pudesse fazer frente a Lula naquele período: como um concurseiro que está há anos na fila de espera, Luiz Inácio sabia, assim como o restante do Brasil, que a sua vez de presidir o país era uma questão de tempo.

Luiz Inácio enfim foi eleito Presidente da República por dois mandatos. Entretanto, ao contrário do que era esperado pelos tucanos, ele não cumpriu a sua parte: fez de Dilma Rousseff – uma ministra incapaz de articular uma frase inteira e de manter a linha de raciocínio por mais de dois minutos, nascida para ser uma incompetente em qualquer coisa sobre a qual destinasse seu pensamento e apodrecendo qualquer coisa para a qual apontasse o dedo indicador – sua sucessora. Ela também foi eleita por duas vezes Presidente do Brasil, provando o que para muitos já estava um tanto óbvio: o PT jamais foi um partido criado para se alternar “democraticamente” no poder com o PSDB – ou com qualquer outro partido que fosse.

Sempre é bom recordar que Dilma venceu Aécio Neves nas eleições de 2014 com margem apertada, colocando na boca do povo a possibilidade de fraude nas urnas. O Brasil estava com Aécio não por qualquer tipo de simpatia para com o mesmo, mas por estar cansado dos excessos do PT e das denúncias diárias de um esquema de corrupção que deu início a Lava Jato e outras tantas investigações. Dilma saiu vitoriosa por ter feito promessas de campanha que jamais seriam cumpridas – a esquerda é muito bem sucedida na tarefa de prometer aquilo que não pode ser dado. Pouco tempo depois o Congresso começou a ser pressionado por uma série de pedidos de Impeachment que passaram a ser protocolados. Em 2016, ela finalmente foi deposta. A partir de então, os indignados passaram a adotar a tese do “Golpe” para deslegitimar a posse de Michel Temer. 

Os tempos atuais mostram que a fome do PT pelo poder foi o que matou a velha oligarquia do sistema político brasileiro. Haddad, o nome de Lula para a volta do PT à liderança do país, tem feito todo tipo de manobra jurídica para se eleger.  O PSDB fez a pior quantidade de votos para Presidência da sua história. O MDB de Meirelles gastou uma fortuna para ficar entre os menos votados. Ciro Gomes foi passear no exterior, deixando Cid Gomes, o outro coronel da sua família, para que desse um afago para os petistas – que acabou se tornando uma chacota pública que circulou nas redes sociais. Marina fez menos votos que o Cabo Daciolo (cuja fala era sempre empostada, carregando uma bíblia entre os dedos), pois a única proposta que tinha era a de entregar o Brasil novamente para os índios dos tempos de Cabral. Boulos, líder do grupo MTST, que já ameaçou invadir a propriedade de Jair Bolsonaro, fez também menos votos que Daciolo, provando que a sua única vocação é a de fazer baderna e a de se esbaldar na liberdade de expressão – da qual se desfruta por viver numa democracia. 

O “cacique” Lula, cuja tribo tem verdadeira fome de poder , além de uma sede insaciável pela formação de uma pátria bolivariana. Gosta de pescar nos iates de empreiteiros e de trocar figurinhas com ditadores pelo mundo afora.

O Partido dos Trabalhadores usou todas as manobras jurídicas e políticas possíveis para que o seu eterno cacique, Luiz Inácio Lula da Silva, fosse solto e para que pudesse concorrer a Presidente da República. Ele agora não passa de um fantasma político, sendo a figura mais odiada do país, até mesmo por aqueles que já o carregaram entre os braços. Como nada surtiu efeito, lançaram Haddad – considerado o pior prefeito da história de São Paulo – para concorrer ao cargo, juntamente com Manuela D’Ávila – uma aborrecente que está envelhecendo, mas cuja mente custa amadurecer: ela não se cansa de dizer, em alto em e bom som, como se isso fosse sinônimo de virtude, que permanece fiel aos ideias comunistas (embora jamis seja vista sem os regalos da moda capitalista) . Haddad é chamado de “poste de Lula”, mas não passa de uma marionete que está tentando inaugurar no país uma prática até então somente vista no mundo do crime organizado, quando o chefe dá ordens do presídio – prática também nunca antes vista na história política deste país. 

Manuela D’Ávila, a aborrecente que não para de envelhecer, que se diz comunista, mas adora passar as férias fazendo compras em Nova Iorque. Ela procura moderar na maquiagem para não parecer que traiu o movimento feminista.

Duas situações muito recentes substanciam o caráter imperialista e/ou ditatorial do Partido dos Tralhadores – apenas para citar as duas mais recentes, isso porque não estamos considerando a formação do que foi considerado o maior esquema de corrupção da história do mundo e outras histórias. A primeira delas foi a polêmica entrevista concedida por José Dirceu – que viveu durante décadas como pseudônimo, com treinamento de guerrilha em Cuba e com uma ficha criminal que qualquer país sério o obrigaria a viver trancado numa jaula pelo resto da sua vida – concedida ao jornal El País, na qual disse em alto e bom som as seguintes palavras: “É questão de tempo para a gente tomar o poder“. A segunda delas foi uma tentativa desastrosa de impugnar a candidatura de Bolsonaro com base numa reportagem sem provas realizada pela Folha de São Paulo, que afirma que empresários pró-Bolsonaro compraram disparos anti-PT no Whatsapp. A denúncia é tão infundada que está sendo alvo de chacota até pela grande mídia, a mesma grande mídia que tem feito de tudo para acabar com os planos de Jair Bolsonaro governar o país. A petição é alvo de piadas no mundo jurídico. Haddad tem concedido uma entrevista atrás da outra pedindo até a prisão do candidato adversário – provando que o PT é o único agente capaz e legítimo de condenar uma pessoa sem nem uma única prova.  Esta é a verdadeira prova da hipocrisia dos esquerdistas: afirmaram – e continuam afirmando – que Lula foi preso sem provas, mas querem a todo custo a prisão de Bolsonaro baseado na reportagem de um jornal desacreditado e que ninguém mais dá a mínima atenção.

Todos esses artifícios que vêm sendo utilizado pelo PT (e por outros partidos de esquerda) mostram que nunca esteve no imaginário de Lula passar o bastão adiante. Sim, isso jamais passou pela sua cabeça – pelo menos é o que o conjunto de fatos nos levam a crer. Ele jamais quis sair do topo: sempre esteve nos seus planos voltar a gozar do prestígio com o qual entregou a faixa presidencial para a sua marionete, Dilma Rousseff, uma corrupta deposta, que também tem muita fome de poder, mas saiu derrotada ao tentar concorrer ao Senado pelo estado de Minas Gerais. Vale lembrar que ela só pode disputar estas eleições por uma manobra política realizada durante o processo de Impeachment que a depôs. Uma coisa é certa: o PT não desistiu de retornar aos tempos áureos, e irá para o tudo ou nada, até as últimas consequências.

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A morte do Jornal Nacional

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No tudo ou nada, Globo e William Bonner mostram que o jornalismo da emissora abriu mão de fatos para se engajar politicamente. Diante das manifestações de 7 de Setembro, a oposição está cada vez mais perdida

Desde que Jair Bolsonaro se elegeu Presidente, a expressão “Não dá mais para confiar no Jornal Nacional” ganhou coro sem precedentes. Em termos de críticas ao Governo, a pandemia colocou ainda mais lenha na fogueira, colocando no lixo toda a credibilidade daquilo que talvez tenha sido, por décadas, uma das fontes mais seguras de informação da população brasileira.

Veja, a seguir, o trecho de abertura do Jornal Nacional do dia 7 de setembro, na mesma data em que as manifestações ocorridas nas maiores cidades do Brasil foram taxadas de “pautas antidemocráticas”:

Esse vídeo por si só é uma amostra do que se tornou os grandes canais de informação. Não vá pensando que é apenas um problema nacional. As últimas eleições dos Estados Unidos canalizou uma série de pautas da guerra cultural que enfrentamos nos dias atuais: desinformação, mentiras, inversão de valores.

Para as pessoas que observaram o conteúdo daquilo que estava em jogo durante as manifestações, ficou claro que não era, assim como muitos profetizaram, um evento “pró-Bolsonaro”. Isso não significa que a população não queira mais sair às ruas em defesa do atual presidente, muito pelo contrário: muito diferente daquilo que a oposição procura fazer seu escasso grupo de apoiadores acreditar, Bolsonaro está mais popular do que nunca.

De qualquer forma, é importante destacar: as manifestações do dia 7 foram marcadas pelo cansaço do povo com as instituições que ele mesmo sustenta, sobretudo o STF e o Congresso Nacional. Aprofundar o tema apenas iria alongar um texto breve, mas é certo que já dá para se contar nos dedos o número de brasileiros que ainda acreditam na Justiça e no Legislativo. Institucionalmente falando, há um desânimo tomando conta, nos quatro cantos do Brasil.

Sobre o assunto, o vereador Rodinei Candeia assim pontuou na Câmara de Vereadores de Passo Fundo na Sessão Plenária do dia 8 de setembro:

“A manifestação de 7 de Setembro foi a maior mobilização que esta cidade já teve em matéria de veículos, caminhões, tratores. Foi de uma forma ordeira, sem ter tido qualquer tipo de problema. As pautas que foram colocadas: (1) que nós lutássemos e nos manifestássemos pelas garantias dos direitos constitucionais, principalmente pela liberdade de expressão; (2) e que os poderes da República respeitassem os seus limites constitucionais, em especial o STF, que tem desiquilibrado a harmonia entre os 3 Poderes que desbordam das possibilidades legais, em especial as tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as quais têm recebido referendo dos demais membros. Isso tem causado problemas graves de governabilidade, criando uma crise permanente, nas quais, do dia para a noite, jornalistas são presos, políticos são presos em flagrante por atos de ofício de um julgador. Não preciso dizer que não pode uma mesma pessoa ser a vítima, ser o autor, ser julgador, ser instrutor, numa espécie de superego da República se dando o direito de uma correição geral sobre o comportamento dos brasileiros, instituindo uma censura prévia. Este movimento gigantesco foi pacífico.”

Criticou ainda a postura da mídia sobre a cobertura da manifestação, sobrando que as pessoas ligadas ao agronegócio deixe de financiar publicidade na grande mídia. Veja, abaixo, uma imagem que representa o atual nível do jornalismo do principal órgão de imprensa nacional, a Rede Globo:

Uma representação da inversão de valores do atual jornalismo da grande mídia.

Jornal Nacional deixa de lado a vocação jornalística para ser mais um braço do ativismo político midiático: Bonner e sua turma agora só servem de companhia para dona de casa que lava a louça com a TV ligada, mas sem prestar atenção. O Brasil, por ora pacificado institucionalmente, talvez poderá deixar de lado problemas pessoais para voltar a direcionar seus esforços a demandas maiores. No final das contas, a oposição anda cada vez mais perdida, talvez agora mais crédula no velho ditado de que “Deus é brasileiro”.

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“Nós temos visto uma sucessão de atos do Supremo que colocam a democracia em jogo”

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Sobre as recentes prisões por “crime de opinião” pelo STF, Ada mencionou a necessidade de seguir a Constituição no que tange à harmonia dos poderes. Candeia disse: “Senhores, não é pouca coisa. Isto é de uma gravidade capital ao sistema democrático brasileiro”.

Na Sessão Plenária do dia 16 de agosto, críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal em relação à liberdade de expressão foi um dos pontos altos dos debates.

Ada Munaretto (PL) mencionou a necessidade de seguir a Constituição no que tange à harmonia dos poderes. Para a parlamentar, com a recente prisão de Roberto Jefferson, mostrou novamente a ditadura do STF tem propagado no país uma insegurança jurídica sem precedentes. “Ontem foi ele. Amanhã pode ser você”, alertou.

Rodinei Candeia (PSL), no mesmo sentido, disse: “Senhores, não é pouca coisa. Isto é de uma gravidade capital ao sistema democrático brasileiro”. E ainda: “Nós temos visto uma sucessão de atos do Supremo que colocam a democracia em jogo e que fazem perder a credibilidade do sistema judiciário brasileiro”.

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Estamos em meio a um processo internacional de estatização da propriedade privada

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Julgamento do Marco Temporal, em mãos do ministro Edson Fachin, coloca a propriedade privada em xeque no Brasil. Medidas semelhantes estão em curso em países como Argentina e Bolívia

Na Sessão Plenária do dia 11 de agosto de 2021, na Câmara de Vereadores de Passo Fundo, o vereador Rodinei Candeia (PSL) comentou acerca de sua participação no mesmo dia, no Sindicato Rural de Passo Fundo, de reunião que tratou sobre o julgamento do Marco Temporal no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações, agricultores e entidades organizam dois grandes protestos na região contra a derrubada do Marco Temporal no STF, as quais deverão acontecer no dia 23 de agosto, dois dias antes do julgamento, nos trevos de Passo Fundo e Getúlio Vargas.

Reunião no Sindicato Rural (Imagem: assessoria do vereador Rodinei Candeia)

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a julgar no próximo dia 25 de agosto o Recurso Extraordinário que poderá definir o futuro das demarcações das terras indígenas no Brasil. O Ministério Público Federal e ONGS indigenistas se movimentam para que o Supremo revogue o “marco temporal”. Trata-se de tese fixada pelo próprio STF no julgamento do caso Raposa/Serra do Sol, em Roraima. O entendimento firmado pela Corte era o de que só poderiam ser demarcadas áreas que estivessem ocupadas tradicionalmente pelos indígenas em 1988, ano de promulgação da Constituição Federal.

Na reunião ocorrida no dia 11, lideranças políticas, sindicais e agricultores de 17 municípios da região se reuniram no auditório do Sindicato Rural de Passo Fundo para definir ações a fim de reiterar a contrariedade à derrubada do Marco Temporal e defender o apoio à aprovação do Projeto de Lei 490 – em tramitação no Congresso Nacional e insere as condicionantes que o STF fixou para demarcações indígenas.

O julgamento teve como motivação recurso impetrado contra a reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina para deter invasão numa área ambiental do Estado, onde não havia ocupação indígena em 1988. O relator do caso, o ministro Fachin, concedeu liminar ao processo, proibindo a reintegração, alegando que, em função da pandemia, haveria interesse socioambiental. Ainda, Fachin suspendeu todos os processos judiciais que pudessem promover reintegração contra indígenas ou anular processos de demarcação em todo o País.

Veja, a seguir, o trecho com a fala do parlamentar:

Na Sessão Plenária desta segunda-feira (16), Candeia voltou a tratar do tema. De acordo com o parlamentar, só no Rio Grade do Sul, a decisão pode afetar mais de 10 mil famílias em áreas que estão sob ameaça de serem demarcadas. Mencionou que protocolou moção de apoio aos produtores rurais do Estado, para apoiar a segurança jurídica nestas áreas afetadas. “Áreas que são ocupadas por colonos há mais de 100 anos não podem simplesmente serem demarcadas por antropólogos que chegam, passam um risco no mapa e consideram como se fossem indígenas áreas que não estavam ocupadas por eles“, destacou, pedindo apoio aos demais colegas.

No vídeo abaixo está contemplada a fada de Rodinei:

Em recente texto escrito por Candeia, ele afirmou que, caso o entendimento do marco temporal seja derrubado, todas as áreas invadidas de modo fraudulento após 1988 poderão ser demarcadas; além disso, que os agricultores poderão perder suas propriedades:

“O que estamos vendo é praticamente a revogação da propriedade privada no Brasil através de uma expropriação da terra que será estatal e não dos indígenas. No Brasil hoje nós já temos 37% do Brasil com áreas indisponíveis, sejam elas por unidade de conservação assentamentos do Incra ou então por demarcação de indígenas. Isso pode não ter fim, onde qualquer área vai poder ser demarcada, mesmo aquelas que nunca na história tiveram qualquer relação com índios.”

Conforme seu entendimento, a decisão mais decente que deve ser tomada é pela manutenção do marco temporal, isso porque é a mínima garantia jurídica que os agricultores precisam para continuar trabalhando e vivendo de modo decente.

Ainda em 2019, o presidente Jair Messias Bolsonaro havia criticado a questão da demarcação de terras indígenas no Brasil:

Vale destacar que, ao contrário dos governos anteriores, nenhum hectare de terra foi entregue a povos indígenas, já em sensível diminuição desde o Governo Temer, como é possível conferir no gráfico abaixo:

A seguir, é possível conferir a entrevista completa com Rodinei Candeia, quando ainda atuava como procurador do Estado, gravada pela equipe da Lócus em 2017:

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