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Passo Fundo

Rodinei: “Há quatro pontos necessários para melhorar a saúde como um todo em Passo Fundo”

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Na Sessão Plenária desta quinta-feira (12), Rodinei Candeia enumerou os eixos de trabalho necessários para que o sistema de saúde de Passo Fundo tenha maior eficiência para o atendimento da população

Como muitas vezes os vereadores costumam afirmar na tribuna, o papel que representam não é apenas o de fiscalizar e o de propor leis, mas de buscar soluções para demandas sociais da cidade.

Na Sessão Plenária do dia 12 de agosto de 2021, Rodinei Candeia (PSL) destacou que, quando se dispôs a concorrer a vereador, relacionou quatro pontos necessários para melhorar a saúde como um todo em Passo Fundo, que são:

  • Adoção da gestão plena da saúde

Quando era procurador, Candeia apontou que lidou com muitos casos em que uma pessoa havida solicitado ajuda do município, do estado ou de outros órgãos, sem que nenhum assumia a responsabilidade.

  • Criação uma unidade de pronto atendimento

Para ele, dado o número de casos de emergência na cidade, seria possível comportar até mais de uma unidade de pronto atendimento.

  • Atendimento qualificado na Samu

Durante a vinda do General Mourão a Passo Fundo, as ambulâncias de atendimento tiveram que vir de Carazinho, pois Passo Fundo não tinha (ou não tem) serviço de ambulância com atendimento avançado, isto é, com médicos, enfermeiros e equipe especializada, o que pode não apenas dificultar o atendimento, mas colocar em risco a vida de alguém que está precisando ser atendida.

  • Sistema de informática

Isso permitiria que os médicos dispusessem de um prontuário com as informações dos pacientes, para facilitar não só o atendimento, como também o diagnóstico. O sistema não seria apenas voltado para os paciência, como também para a gestão do sistema de saúde municipal como um todo, em que estariam dispostos dados de faturamentos, verbas, recursos.

Embora reconheça de nenhuma dessas medidas seja de fácil implementação, indicou ao Poder Executivo as propostas, como também à secretária de saúde, Cristine Pilatti, que se mostrou favorável em vários pontos.  Na imagem abaixo, é possível conferir visita que o vereador e a secretária fizeram em Carazinho, município que dispõe de todas essas pretensões.

Veja, a seguir, o trecho da Sessão com a fala do parlamentar:

Covid-19

Posicionamento da FENEP sobre a vacinação em crianças gera iniciativa de apoio em Passo Fundo

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Centenas de assinaturas já foram coletadas, tanto de médicos quanto de membros da sociedade civil, em respeito às liberdades individuais em relação à exigência de vacinação de crianças de 5 a 11 anos

Recentemente, a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), presente em 15 estados e no Distrito Federal, emitiu uma nota de respeito à decisão das famílias que optarem por não vacinar as crianças na faixa etária dos 5 a 11 anos.

Mesmo se posicionando em favor da imunização da população, pontuou que “mesmo não concordando com a posição daquelas famílias que não desejam imunizar seus filhos – apesar da recomendação da Anvisa e do Ministério da Saúde – respeitamos a decisão, pois vivemos em uma democracia”. A nota completa pode ser conferida no link a seguir: https://www.fenep.org.br/single-de-noticia/nid/posicionamento-da-fenep-sobre-a-vacinacao-em-criancas/

Em Passo Fundo, o médico Guilherme Krahl lidera coleta de assinaturas da população em apoio à nota emitida pela FENEP, que respondeu a perguntas feitas pela equipe da Lócus. Veja a seguir:

1- Como surgiu esta iniciativa de apoio à FENEP?

Nós temos visto muitas iniciativas de profissionais, órgãos, entidades de classe coagindo as pessoas a se vacinar. Eu, como médico, vejo isso com muito perigo, isso porque é um direito individual de cada pessoa a opção de se submeter ou não a um tratamento; além disso, é vedado aos médicos querer decidir por elas, obrigando-as direta ou indiretamente.

A postura da FENEP foi de respeito à opção de cada um, sobretudo aos pais, do poder de decisão sobre a saúde dos seus filhos. Isso vai ao encontro daquilo que pensamos sobre a manutenção dos direitos fundamentais, principalmente das liberdades.

Quando a Federação se manifestou em apoio à decisão de cada um poder pensar diferente, isso foi muito bem-vindo. Nós não precisamos que todo mundo concorde com aquilo que pensamos, mas que as pessoas respeitem a nossa opinião.

2 – Como a classe médica tem encarado esta questão?

A classe médica, assim como a sociedade, está muito dividida em relação ao assunto. Há uma sobrecarga de informações, de dramas, isso na tentativa de sensibilizar as pessoas a terem receio ou não daquilo que essa pandemia pode trazer. Muitos médicos reagiram com pânico, achando que se pode ou que se deve fazer qualquer coisa. No entanto, muitos médicos receberam com preocupação as iniciativas de passar por cima dos direitos e liberdades individuais dos pacientes, sobretudo passar por cima do Código de Ética, que nos proíbe de tomar uma decisão pelo paciente.

Não há unanimidade. Há o que sempre houve na Medicina, que é a discussão. A ciência nunca vai ter dono, pois é mutável, aprendendo sempre: ela se testa e ela se recompõe, de forma que, muitas coisas que acreditávamos ser uma verdade inabalável, hoje o pensamento mudou.

3 – É seguro a vacinação de crianças contra covid ou os estudos são inconclusivos?

A questão da segurança da vacina não pode ser discutida neste momento. Nós não temos dados de médio ou longo prazo, nem de eficiência, nem de segurança. Está sendo utilizada uma tecnologia nova, de RNA mensageiro, que nunca foi testada e outras doenças para se fazer vacina. Não foi testada nem em animais ainda. Em vez de se testar em doenças que atingem uma pequena parte da humanidade,  eles estão utilizando na primeira pandemia que tiveram oportunidade. Nós não sabemos quais são ou quais serão as consequências, não temos como prever. O que sabemos apenas é que crianças e jovens são mais suscetíveis a reações adversas do que adultos. Tanto que a maioria das medicações, quando são desenvolvidas para adultos, vocês vão encontrar escrito nas caixas: “não recomendado para menores de 12 anos”. E por que isso é assim? Simples: porque não foram feitos testes em pessoas abaixo de 12 anos. Não vai ser com uma amostragem de mil ou duas mil é que vamos ter segurança de dizer que, numa população de 1 a 2 bilhões de crianças e jovens, vai ser a mesma coisa. Por isso, não há segurança. Não houve pesquisa prévia nesse período.

4 – Quem quer participar da iniciativa, como pode colaborar?

Muitas pessoas estão participando, tanto no grupo dos médicos, quanto no dos demais cidadãos. Nós separamos nestes dois grupos justamente para mostrar que dois aspectos fundamentais baseiam essa iniciativa: o ponto técnico, no qual médicos não estão confortáveis com a obrigatoriedade da vacina, isso por conta da falta de estudos de segurança relacionados aos efeitos da vacina; o outro ponto, que é o do cidadão, que quer continuar mantendo o seu direito de decisão, o seu direito como paciente e como responsável por sua saúde, como um ser livre para responder por si mesmo e por aqueles da sua família. O poder sobre a própria família é fundamental; além disso, nós não podemos abalar as liberdades civis das pessoas.

Há um grupo de WhatsApp no qual as assinaturas estão sendo coletadas. É possível acessar através do link a seguir: https://chat.whatsapp.com/FvdkdXQ1IKuEmBCyGO1fnz 

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Passo Fundo

Pagamento de diárias em Passo Fundo subiu 100% em 2021. Veja quem gastou mais

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pagamento de diárias

Entre Prefeitura e Câmara de Vereadores, foram pagos R$ 246 mil em diárias no ano de 2021, o dobro de 2020

Parece que um setor da economia apresentou uma retomada forte em 2021, apesar da pandemia. Trata-se do uso de diárias, aquele dinheiro que políticos, Cargos de Confiança e funcionários em geral recebem para viajar (além da passagem e estadia, quando usada).

Segundo dados da transparência da Prefeitura de Passo Fundo, foram gastos em diárias o valor de R$ 246.622,23 no ano de 2021, contra R$ 123.263,15 em 2020. Os dados foram compilados e somados pela Lócus, já que a Prefeitura fornece apenas a lista de pagamentos em um local e a especificação (justificativa da viagem) em outro, quando fornece.

valores de diárias

Decreto municipal – valores dos diferentes tipos de diárias em vigor. O documento completo, aqui.

Quem mais gastou

Os motoristas, via de regra, sempre estão nas primeiras posições do ranking, já que recebem diárias sempre que levam alguém (especialmente na área da saúde) para outra cidade, mas não podemos desconsiderar os gastos computados por secretários e vereadores. Abaixo, o TOP 30 dos anos de 2021 e 2020:

diárias passo fundo 2021

Em 2021, lideram o ranking das pessoas que mais receberam diárias os motoristas Alaer Miranda e Renan de Bortoli (R$ 21 e R$ 17 mil), seguidos pelo primeiro político da lista, o vereador Rafael Colussi, com R$ 13 mil. Em quarto lugar, o prefeito de Passo Fundo, Pedro Almeida, com R$ 11 mil. A lista completa tem 128 nomes, os quais receberam no total R$ 246.622,23.

 

pagamento de diárias 2020

No ano de 2020, os 8 primeiros são motoristas. Em nono lugar, Dorval de Barros (enfermeiro).

As tabelas de diárias ano a ano podem ser geradas neste link da transparência municipal. O cargo de cada beneficiário você acessa aqui, através de busca por nome.

Resumo: melhorou e depois piorou

No levantamento da Lócus realizado em setembro de 2019, até aquela data, o gasto com diárias era de R$ 201 mil; o ano encerrou com R$ 298 mil. Então o montante teve uma queda significativa em 2020, indo para R$ 123 mil e piorando em 2021, com R$ 246 mil, o dobro do ano anterior.

Resta saber o que 2022 representará aos pagadores de impostos no quesito “Diárias” no município de Passo Fundo.

PS. Há um pouco de antídoto para os discursos de quem defende o recebimento de diárias no texto de 2019, já citado aqui. Aplique em seus debates, sem dó.

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Passo Fundo

Programa “Meu Bebê, Meu Tesouro” é uma festa com dinheiro público. Você paga a conta!

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A nova fase do programa assistencialista da prefeitura inclui cabeleireira e maquiagem, além das conhecidas bolsas com produtos de higiene

O programa “Meu Bebê, Meu Tesouro” foi criado na administração Luciano Azevedo e visava fornecer um enxoval para as gestantes passo-fundenses, uma espécie de “pré-natal social”. Obviamente, a ação foi amplamente usada pela máquina do marketing da prefeitura, vendida como algo que chegou a interferir na mortalidade infantil do município. Um espetáculo.

Seu sucessor, Pedro Almeida, resolveu turbinar o programa (ou dar continuidade ao que estava programado por Luciano, não sabemos). Agora, as gestantes também ganham chá de bebê, cabelo – lavagem, escova e penteado -, maquiagem, fotos e uma bolsinha que inclui até diário do bebê. As últimas compras do programa custaram (ou custarão) ao pagador de impostos passo-fundense a quantia de R$ 383 mil.

Os gastos

O programa, em suas etapas mais recentes,  teve seus gastos espalhados em vários editais.

O 076/2019 custou R$ 9.540,00 (300 Bolsas de Bebê) e R$ 70.800,00  (300 kits de produtos).

Já o processo 026/2021 destinou R$ 126.000,00 para cabelo, fotos e maquiagem das gestantes.

Tem também o Chá de Bebê no edital 027/2021, ao custo de R$ 46.980,00 e uma outra compra de mais material de higiene, roupas e bolsas de R$ 129.810,00 no edital 071/2021.

Os dados são do Portal da Transparência.

A justificativa

A Prefeitura de Passo Fundo dá uma justificativa na documentação do edital 026/2021 para o gasto de R$ 126 mil em maquiagem, cabelo e fotos das gestantes. O Anexo 1 – Termo de Referência, explica:

A gestação é um período peculiar e de suscetibilidade para as mulheres que gera uma desgaste físico e mentalmente. Mesmo na gravidez saudável, alterações físicas e emocionais modificam a habilidade da gestante em suas funções e papéis usuais, e estes, associados aos sintomas psicopatológicos durante a gravidez têm consequências fisiológica para a mãe e para bebê. Ainda, o conceito de autoestima se refere a avaliação positiva ou negativa que a pessoa faz de si mesmo, constituindo-se, assim, em um aspecto central do eu, que desempenha papel fundamental no processo de construção da identidade. O fato de estar grávida pode ser visto como motivo de alegria e orgulho para algumas mulheres, principalmente quando há o desejo de engravidar. No entanto, devido as modificações ocorridas durante a gestação, muitas vezes ocorre certo desconforto entre as mulheres, principalmente, em relação à aparência. Nessa perspectiva, o período pré-natal é um momento de preparação tanto para o nascimento do bebê quanto para a maternidade, sendo, também, uma época de muito aprendizado. Assim, o Programa Meu Bebe Meu Tesouro quer proporcionar um novo tipo de trabalho que abrange a educação em saúde como dimensão do cuidado, buscando induzir e fortalecer na mulher sua autoconfiança e autoestima para viver a gestação, o parto e o puerpério. É necessário ultrapassar os limites do modelo clínico visando atender as necessidades físicas e sim, realizar o cuidado na sua integralidade, estimulando sua relação saudável com o meio e nas diferentes fases da vida.

meu bebê meu tesouro

Os gastos por serviço de manicure, cabelo, maquiagem e fotos: segundo a PMPF, investimento essencial para a saúde mental das gestantes.

O Chá de Bebê

 

Depois do trato no visual, a festa para entrega dos kits. O edital 27/2021  tem por objeto a “Contratação de empresa especializada para organização do evento ‘Chá de Bebê’ para as mães do Programa ‘Meu Bebê, Meu Tesouro’ da prefeitura de Passo Fundo, com o fornecimento dos materiais e da mão de obra necessários.” São doze eventos para 150 pessoas.

A documentação é detalhada: um cardápio com 13 itens entre salgadinhos e docinhos, além de chá de frutas, locação de espaço, sonorização e decoração. Tudo por quase R$ 47 mil.

Sobre o conteúdo das bolsas (com a gritante marca da Prefeitura, é óbvio), podemos dizer que é farto. Vai de produtos típicos para bebês como sabonete infantil, álcool, fraldas e até livros. Neste edital, em especial, as mamães vão ler para os filhinhos a obra do “Livro Capa Dura Pinóquio”. A lista completa dos itens (e o custo de cada um) você confere neste link.

Os vereadores precisam abrir o olho

Luciano Azevedo entregando bolsas durante a sua gestão. A luz do programa foi passada para o seu sucessor. Foto: redes sociais do ex-prefeito.

Se o Prefeito quer gastar uma fortuna em assistencialismo para gestantes (considere outros gastos não cobertos pelos editais) – e este programa está totalmente dentro da lei – para quem é contra, só resta lamentar. Não dá para negar que o “Meu Bebê, Meu Tesouro” garante votos de ouro no final do governo, com tantos núcleos familiares beneficiados com produtos que normalmente não teriam acesso. Afinal, o programa se preocupa com a saúde mental da gestante, dando trato em sua aparência neste período delicado, mas não ensina nada para os beneficiários sobre gastos públicos e o resultado no longo prazo de tais medidas.

Para o vereador que quiser se aventurar nos questionamentos, aí vão algumas dicas: qual é o perfil socioeconômico dos beneficiários? Das bolsas compradas na gestão Luciano Azevedo, quantas sobraram? Houve extravio de produtos por acondicionamento inadequado ou prazo de validade vencido? Se cabelo, manicure e fotos não forem suficientes para amenizar possíveis problemas psicológicos das pacientes, a rede pública oferece profissional? Qual é o tempo de espera? (ok, este último foi fruto de ironia).

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