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Passo Fundo

Eleições da Uampf são alvo de ação judicial

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No dia 15 de maio, em Passo Fundo, teve eleições para presidentes dos bairros em Passo Fundo. Uma ação judicial proposta por Sidnei Leomar Bonfante, na qual a UAMPAF (União das Associações de Moradores de Passo Fundo) é ré, queria a suspensão do processo eleitoral para eleições da DIREX e Conselho Fiscal da UAMPAF e Associações afiliadas.

A entidade é formada pela associação de moradores de bairros, que congrega as demandas relacionadas ao movimento comunitário em Passo Fundo. Conforme o art. 38 do Estatuto da Uampf, as eleições para Direx (diretoria executiva), Conselho fiscal da UAMPF e afiliadas (associações de bairros) são realizadas a cada dois anos, de forma unificada, nos anos pares e no primeiro trimestre do ano.

De acordo com as razões levantadas no processo, em razão da Pandemia de Covid-19, ficou estabelecido em Assembleia Geral Extraordinária a prorrogação dos mandatos vencidos em 2020 para 2022, com novas eleições em março de 2022 e início do processo eleitoral em dezembro de 2021. No entanto, somente em 10.02.2022 saiu edital convocando para as eleições da Uampaf e suas afiliadas, previstas para serem realizadas em 10.04.22 e 15.05.22.

Bonfante, autor do processo, na qualidade de presidente da chapa 02 -UNIÃO PARA TODOS, concorreu ao pleito eleitoral para UAMPF. Teve, entretanto, sua candidatura indeferida em 10.03.2002. No processo, alega que não foi notificado e nem oportunizado ampla defesa, conforme consta do artigo 8°, § 3° do Regimento Eleitoral. Ele afirma que tentou em inúmeras oportunidades solicitar informações sobre o pleito e que a Chapa 01 – “Manter o que é bom, mudar o que é preciso”, sua concorrente, da atual gestão, teve sua candidatura homologada. Portanto, concorreu como chapa única. Conforme trecho do processo:

“Dessa forma, em razão da flagrante ilegalidade e irregularidades que seu deu desde o início do pleito eleitoral, o qual foi obstaculizado ao Autor participar de forma democrática, não resta outra alternativa para o Autor senão socorrer-se ao Judiciário.”

Nos autos do processo ( Nº 5011587-40.2022.8.21.0021/RS), os seguintes pontos foram apontados como marcas da ilegalidade e irregularidade do pleito eleitoral:

  • Assembleia Geral Extraordinária deliberou que fossem prorrogados os mandatos até o ano subsequente, iniciando o pleito em dezembro de 2021 e posse até março de 2022. Não foi respeitado o deliberado, visto que o Edital data de 10.02.2022;
  • NÃO publicação do Edital na imprensa, em flagrante ilegalidade e afronta ao Princípio basilar da Publicidade, uma vez que não propiciou um processo eleitoral transparente e democrático, conforme expressamente consta no art.10 do Regimento Eleitoral: “As eleições serão convocadas dentro dos prazos estabelecidos no artigo 43 do Estatuto da UAMPAF através de Edital: I- Publicado na imprensa geral; sugerido: rádios, jornais, redes sócias, aplicativos de comunicação”; II- Afixado na sede da Entidade da UAMPAF, nas redes sociais da entidade; ou nas associações de bairro.
  •  O Autor ficou sabendo das eleições por meio de conversas trocadas com conhecidos e por publicação em rede social de campanha realizada por outro candidato o qual resto eleito com a sua chapa única.
  • NÃO houve publicidade do Edital (afixação) no mural da entidade.
  • NÃO houve nas redes sociais da Ré.
  • NÃO foram publicadas matérias, informações ou esclarecimentos acerca do processo Eleitoral.
  • Campanha eleitoral realizada por candidato na rede social antes do início do processo eleitoral. O Sr. Nilso Santana, que compunha a chapa 01 e eleito atual presidente, realizou campanha antes de iniciar o pleito, em flagrante ofensa ao art.9°, § segundo do Regimento: “A campanha eleitoral, se dará iniciada no dia seguinte após a homologação”.
  • Chapa 02 teve sua candidatura indeferida, sem oportunidade de contraditório e ampla defesa, em flagrante ilegalidade, em afronta ao artigo 8°, §§ 2º e 3° do Regimento Eleitoral: “§2° – A Comissão Eleitoral comunicará às chapas e candidatos o resultado do deferimento ou indeferimento do registro, indicando os motivos, conforme datas previstas no edital, esse conforme após o encerramento das inscrições; 3º – Da decisão caberá recurso a Comissão Eleitoral que terá 24 horas para se manifestar, com parecer da assessoria jurídica.”
  • NÃO fornecimento da relação dos eleitores. A comissão eleitoral em nenhum momento forneceu a relação dos eleitores aptos a votar, conforme expressamente consta no art.20 do Regimento Eleitoral: “O processo eleitoral deve ser organizado pela Comissão Eleitoral, de acordo com as normas estabelecidas neste Regimento Eleitoral e no Estatuto da UAMPF: (…) IV – lista dos representantes aptos a votar (Eleição da UAMPF).”

Decisão

Conforme presente nos autos do processo, a seguinte decisão foi publicada:

“O edital de convocações para as eleições requerida e de suas afiliadas foi acostado com a inicial (Evento 1, EDITAL6), já tendo findadas as eleições para a requerida (ocorreram em 10/04/2022), restando ainda pendentes as eleições para as afiliadas (15/05/2022).

“Para mandatos junto à requerida, o edital estabeleceu como prazo para inscrições e registro de chapas o período de 14/02/2022 a 28/02/2022, sendo disponibilizado o dia 07/03/2022 para impugnações aos pedidos de registros de chapas, 08/03/2022 para resposta de impugnações, 09/03/2022 para o deferimento ou não de impugnações e o dia 10/03/2022 para publicação das chapas homologadas.

“Conforme já referido, as eleições para mandatos de cargos da requerida foi realizadas no dia 10/04/2022.

“Diversamente da alegação de que não tenha sido oportunizado o contraditório e a ampla defesa, tem-se que o edital estabeleceu prazo para impugnação às chapas e também para resposta às impugnações, portanto, a tese sustentada na inicial não encontra amparo na prova documental acostada.

“Ademais, necessário registrar que o autor sequer alega que sua chapa (Chapa 2) tenha sido injustamente impedida de concorrer ao pleito, tampouco impugna as razões explicitadas para o indeferimento de sua chapa, as quais constaram de forma expressa do documento de análise e homologação das chapas (Evento 1, COMP7).

“De rigor, já que sua candidatura era para as eleições já realizadas (em 10/04/2022), o autor sequer demonstra interesse processual para o pedido de tutela de urgência que consiste em obstar a continuidade do pleito eleitoral para as afiliadas da ré, a ser realizado em 15/05/2022.

“As teses de irregularidades na divulgação para as eleições não é corroborada nos autos, sendo que o atraso havido para o início do processo eleitoral, havido em fevereiro/2022 (e não em dezembro/2021, como previsto), por si só, é insuficiente para caracterizar irregularidade hábil a causar prejuízo ao autor ou a qualquer interessado no pleito, ao menos em análise preliminar.

“Em razão do exposto, ausente demonstração de irregularidade hábil a causar prejuízo ao autor ou a outros interessado no processo eleitoral da ré e de suas afiliadas, portanto, ausente a probabilidade do direito alegado (art. 300, caput, do CPC) INDEFIRO a tutela de urgência postulada em caráter antecedente.”

Processo segue em curso

O processo está tramitando em fase recursal. As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público também. A equipe da Lócus segue acompanhando o caso e publicará as novidades.

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Passo Fundo

Passo Fundo precisa agora de um Conselho Municipal de Habitação Popular?

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Proposta dos vereadores Luizinho Valendorf (PSDB) e Wilson Lill (PSB) quer reativar o Conselho Municipal de Habitação Popular. Na prática, sabemos o que vem pela frente…

 

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Passo Fundo

Vereadores aprovam projeto de inclusão que vai onerar empresários e setor público

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Projeto de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT) estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município

As pautas de inclusão sempre aparecem travestidas de “movimento democrático”, no sentido de ampliar os direitos e garantias para a parcela da população. No entanto, é preciso estar atento: na maior parte das vezes, os projetos pouco modificam a realidade desses grupos, pois não passam de ativismo político travestido de políticas públicas. O projeto recentemente aprovado por unanimidade entre os parlamentares na Câmara de Vereadores de Passo Fundo é uma amostra disso.

O Projeto de Lei nº 105/2021, de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT), estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município.

De acordo com a justificativa, a proposta foi construída pela “necessidade de tornar a cidade mais inclusiva e atender aos direitos das pessoas com deficiência”. Nota-se, na própria justificativa do projeto, que os termos utilizados uníssonos nas pautas inclusivas, mas demasiadamente generalista. Quando se quer resolver tudo, na prática não ocorre – ou muito pouco.

O texto da matéria ainda determina para os estabelecimentos públicos e privados que não optarem pela impressão de senhas em braile deverão implantar a senha com aviso sonoro por voz ou identificar, além de disponibilizar um atendente exclusivo enquanto a pessoa com deficiência ou limitação visual estiver no recinto. Parece que os parlamentares desconhecem o comércio da própria cidade, possivelmente a maior parte sendo gerida pelo dono – ou por poucos funcionários. A obrigação, portanto, está fora da realidade.

Embora alguns tenham se posicionado contrário a uma possível oneração do setor empresarial, sobretudo numa economia em fase de recuperação, no voto os parlamentares acabam cedendo: pautas inclusivas ganham um sim até mesmo quando o vereador é, no fundo, contra.

Segundo previsto na redação do art. 3º, o descumprimento ao que dispõe a presente Lei pelos estabelecimentos sujeitará aos infratores às seguintes sanções: I – advertência, em caso de primeira notificação; II – multa de 100 (cem) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de segunda notificação; III – multa de 200 (duzentas) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de reincidência. As sanções pecuniárias decorrentes desta Lei serão aplicadas em favor de políticas públicas para as pessoas com deficiência.

Se o prefeito não vetar a proposta, a proposição entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias contados da data de sua publicação.

A discussão pode ser acompanhada no vídeo a seguir (11:53-28:25):

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Passo Fundo

A narrativa da fome: até quando a esquerda vai alimentar pautas com dados dissimulados

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Se por muito tempo a dinâmica de luta de classes foi o eixo do pensamento esquerdista, a forma agora aparece em diferentes contornos. Direitos de minorias, invasões urbanas e outras aparecem com frequência nas pautas. No entanto, uma delas tem aparecido com forma nos últimos tempos: a fome.

No artigo “O golpe petista da fome em Passo Fundo“, o articulista da Lócus Jesael Duarte da Silva mostrou como o discurso da fome vem ganhando espaço aqui mesmo em Passo Fundo. recentemente, foi criada a Frente Parlamentar de Combate à Fome na Câmara de Vereadores de Passo Fundo.

Contrastando a informação fornecida pelo vereador petista de que, no Brasil, 119 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, Rodinei Candeia (PL) buscou a fonte dessa narrativa, já que vem sendo reverberada pela imprensa de uma maneira geral. Veja:

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