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Passo Fundo

Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade coloca Passo Fundo em 21º no País

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A publicação no site do instituto que avaliou diversas cidades brasileiras colocou Passo Fundo em destaque, mas parte da história não foi contada.

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon é uma ONG especializada na questão do idoso no país, qualidade de vida, recomendações para políticas públicas e observação das condições do público de terceira idade no Brasil. Institutos de longevidade não são incomuns e existem em diversos países. O Mongeral Aegon recebe apoio do grupo de mesmo nome, uma empresa da área financeira (seguros e previdência). Daí vem o interesse e a motivação para investir em um estudo deste porte.

No dia 22 de agosto, uma postagem no site do instituto destacou Passo Fundo como a número 1 entre as cidades do Rio Grande do Sul para se “envelhecer com mais saúde”. Destaca ainda que ficamos à frente de grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. Diante de tal feito histórico, logo alguns meios de comunicação e o prefeito da cidade deram “repercussão” para o fato.

Claro que um índice colocando Passo Fundo em situação favorável e ainda na frente de grandes cidades gera uma curiosidade enorme para quem  conhece a cidade e  gosta de trabalhar com números. Vamos aos fatos: em uma breve visita ao site do instituto, podemos encontrar um documento no formato PDF com todos os dados sobre o índice, como foi realizado (método), as motivações do instituto e suas conexões com diversas entidades. No listão das cidades com melhor índice entre todo o país, Passo Fundo aparece na 21ª colocação, atrás de Porto Alegre (3º lugar) e São Paulo (19º). Ué?

A equipe do Locus Online entrou em contato telefônico com o Instituto e foi muito bem atendida. Natália Fernandes, da agência responsável pelo marketing do Instituto Mongeral Aegon recebeu as dúvidas e prometeu uma resposta, após contato com os responsáveis pelo levantamento dos dados. Em poucas horas depois do primeiro contato, veio a resposta.

De fato, Passo Fundo ocupa as posições que estão no documento em PDF. Acontece que o índice é composto por sete variáveis, são elas “Indicadores Gerais”, “Cuidados com a Saúde”, “Bem-estar”, “Finanças”, “Habitação”, “Educação e trabalho e “Cultura e engajamento”. As notas que formam o índice são oriundas dessas variáveis, com diferentes pesos. A postagem no site do instituto que coloca Passo Fundo em primeiro lugar mostra o resultado apenas na variável “Cuidados com a Saúde”.

Variáveis e o peso de cada uma, na composição do ranking. Imagem extraída do pdf com o estudo, na íntegra.

Não se sabe a motivação para o instituto realizar uma postagem mostrando o resultado de apenas parte do estudo de forma rankeada, ou mesmo a razão do Rio Grande do Sul ser o único estado que recebeu uma postagem deste tipo. Como nossos índices de longevidade são altos no país, talvez esta seja uma estratégia de marketing direcionado para os nosso público da melhor idade e seus respectivos gestores de aposentadorias, públicas ou privadas.

Site do instituto: artigos diversos sobre longevidade ou saúde e apenas um específico para o Rio Grande do Sul. Confira em http://institutomongeralaegon.org/saude

Baixe o pdf do estudo neste link. É uma leitura interessante para demonstrar a origem dos dados que formam os diversos índices, o ano de vigência de cada valor e a responsabilidade de cada esfera pública (municipal, estadual ou federal) em cada um deles, bem como a parte que representa o juízo de valor de algo realizado pela iniciativa privada. Até o clima é uma variável que penaliza o índice.

Portanto, não, Passo Fundo não é a “melhor cidade do Estado para envelhecer” segundo uma pesquisa divulgada. A melhor cidade é Porto Alegre, foi realizado um longo estudo neste tema de título “Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade” e ele rankeou (por método próprio) 150 cidades chamadas de “maiores” e outras 348 na categoria “menores”. Passo Fundo, no país, ocupa uma boa posição (21º entre 150 maiores) e é segunda dentro do RS, deixando para trás Caxias do Sul, na 30º posição.

Não vamos levar em conta também o fato de Passo Fundo estar (segundo o estudo) entre as cidades com mais de 200 mil habitantes. Se houvesse comparação com as cidades menores, Passo Fundo poderia estar em situação bem diferente.

 

Passo Fundo

Passo Fundo precisa agora de um Conselho Municipal de Habitação Popular?

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Proposta dos vereadores Luizinho Valendorf (PSDB) e Wilson Lill (PSB) quer reativar o Conselho Municipal de Habitação Popular. Na prática, sabemos o que vem pela frente…

 

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Passo Fundo

Vereadores aprovam projeto de inclusão que vai onerar empresários e setor público

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Projeto de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT) estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município

As pautas de inclusão sempre aparecem travestidas de “movimento democrático”, no sentido de ampliar os direitos e garantias para a parcela da população. No entanto, é preciso estar atento: na maior parte das vezes, os projetos pouco modificam a realidade desses grupos, pois não passam de ativismo político travestido de políticas públicas. O projeto recentemente aprovado por unanimidade entre os parlamentares na Câmara de Vereadores de Passo Fundo é uma amostra disso.

O Projeto de Lei nº 105/2021, de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT), estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município.

De acordo com a justificativa, a proposta foi construída pela “necessidade de tornar a cidade mais inclusiva e atender aos direitos das pessoas com deficiência”. Nota-se, na própria justificativa do projeto, que os termos utilizados uníssonos nas pautas inclusivas, mas demasiadamente generalista. Quando se quer resolver tudo, na prática não ocorre – ou muito pouco.

O texto da matéria ainda determina para os estabelecimentos públicos e privados que não optarem pela impressão de senhas em braile deverão implantar a senha com aviso sonoro por voz ou identificar, além de disponibilizar um atendente exclusivo enquanto a pessoa com deficiência ou limitação visual estiver no recinto. Parece que os parlamentares desconhecem o comércio da própria cidade, possivelmente a maior parte sendo gerida pelo dono – ou por poucos funcionários. A obrigação, portanto, está fora da realidade.

Embora alguns tenham se posicionado contrário a uma possível oneração do setor empresarial, sobretudo numa economia em fase de recuperação, no voto os parlamentares acabam cedendo: pautas inclusivas ganham um sim até mesmo quando o vereador é, no fundo, contra.

Segundo previsto na redação do art. 3º, o descumprimento ao que dispõe a presente Lei pelos estabelecimentos sujeitará aos infratores às seguintes sanções: I – advertência, em caso de primeira notificação; II – multa de 100 (cem) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de segunda notificação; III – multa de 200 (duzentas) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de reincidência. As sanções pecuniárias decorrentes desta Lei serão aplicadas em favor de políticas públicas para as pessoas com deficiência.

Se o prefeito não vetar a proposta, a proposição entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias contados da data de sua publicação.

A discussão pode ser acompanhada no vídeo a seguir (11:53-28:25):

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Passo Fundo

A narrativa da fome: até quando a esquerda vai alimentar pautas com dados dissimulados

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Se por muito tempo a dinâmica de luta de classes foi o eixo do pensamento esquerdista, a forma agora aparece em diferentes contornos. Direitos de minorias, invasões urbanas e outras aparecem com frequência nas pautas. No entanto, uma delas tem aparecido com forma nos últimos tempos: a fome.

No artigo “O golpe petista da fome em Passo Fundo“, o articulista da Lócus Jesael Duarte da Silva mostrou como o discurso da fome vem ganhando espaço aqui mesmo em Passo Fundo. recentemente, foi criada a Frente Parlamentar de Combate à Fome na Câmara de Vereadores de Passo Fundo.

Contrastando a informação fornecida pelo vereador petista de que, no Brasil, 119 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, Rodinei Candeia (PL) buscou a fonte dessa narrativa, já que vem sendo reverberada pela imprensa de uma maneira geral. Veja:

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