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Cultura

Exposição do Instituto Goethe tem imagem de Jesus Cristo decapitado

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Desde o último dia 22 de março, o Instituto Goethe de Porto Alegre realiza a exposição “Pixo/Grafite: Realidades Paralelas”, com “obras” de autoria dos “artistas” Rafael Augustaitiz e Amaro Abreu. O objetivo do evento é “expor face a face trabalhos que se fundamentam em diferentes concepções sobre o modo de intervenção no espaço urbano e arquitetônico”.

Segundo Laymert Garcia dos Santos, que é curador da Exposição, “o pixo de Rafael Augustaitiz é uma realidade paralela porque sua produção se apropria de São Paulo para criar uma cidade fantasma, invertida, refletida no espelho do demônio” (sic). Por sua vez, o trabalho de Amaro Abreu “filia-se à linhagem dos grafiteiros brasileiros que buscam inserir no cotidiano dos humanos não a cidade fantasmagórica, mas sim a existência diáfana de gnomos, monstros, híbridos”.

Entre as pinturas apresentadas está uma em que Jesus Cristo tem a cabeça decapitada em cima de uma bandeja. Em outra, um pentagrama com o número 666 aparece pendurado em uma parede.

É literalmente satanismo em estado de arte.

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Cultura

Das lições de Olavo de Carvalho: A importância da Literatura

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Por que a literatura é uma maneira de amadurecer a visão e compreensão da realidade? Em seu Curso Online de Filosofia, o professor Olavo não se cansava de lembrar que “a base da formação cultural é a extensa leitura atenta de literatura, pois esta é uma maneira de amadurecer a visão da realidade”

Os ensinamentos e as obras do professor Olavo de Carvalho, falecido em 24 janeiro desse ano, certamente ainda serão muito estudados. Seu legado deixa lições valiosas sobre a unidade do conhecimento humano e o autoconhecimento individual. Uma dessas lições que urge ser propagada diz respeito à importância de ampliar nosso imaginário, através da extensa absorção dos clássicos da literatura.

Tendo assumido a missão de restaurar o cultivo da alta cultura em nosso país (esfacelada por décadas de obscurantismo acadêmico), em seu Curso Online de Filosofia, o professor Olavo não se cansava de lembrar que “a base da formação cultural é a extensa leitura atenta de literatura, pois esta é uma maneira de amadurecer a visão da realidade”. Mas o que isso quer dizer?

É preciso entender que ler muitos livros não significa que o indivíduo incorporou o essencial à sua alma. A leitura atenta é aquela que leva o indivíduo a incorporar, no centro da sua existência, as sutilezas e as possibilidades de experiência humana, narradas exemplarmente nas obras literárias.

 

Qualquer pessoa que já tenha lido um bom romance teve a experiência de sair, por um momento, das formas convencionais de expressar a vida humana. Considere, por exemplo, sentimentos como o amor e o sofrimento. Se você ler O Albatroz, de José Geraldo Vieira, ou Moll Flanders, de Daniel Defoe, ou Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, ou Romeu e Julieta, de Shakespeare, inevitavelmente perceberá diferentes graus e maneiras de expressar aqueles sentimentos, com todas as suas contradições, nuances e sutilezas. Você irá absorver modos diferentes de atenuar experiências, de realçar detalhes, de descrever sensações e situações de formas tão sutis, complexas e profundas que, inevitavelmente, irão expandir o seu horizonte de consciência sobre a vida humana. Considere por um momento o que o hábito de ler  boa literatura pode fazer a um indivíduo ao longo dos anos.

Nós jamais conseguimos ver além do nosso horizonte de consciência. Se esse horizonte for limitado, é muito provável que, em algum momento, o indivíduo se sinta mal por não compreender a si mesmo, o que acontece ao seu redor, ou não compreender as pessoas para além do que elas lhe aparentam. Por isso, alertava o professor Olavo, buscar ampliar a nossa imaginação através da absorção da boa literatura é aumentar a nossa capacidade de perceber, expressar e comunicar a experiência humana.

Esta era uma lição insistentemente lembrada por Olavo como um dos passos básicos para a restauração da alta cultura no país. Atualmente, a julgar pelas várias iniciativas e projetos sobre literatura encabeçados por ex-alunos do professor e afins, é preciso admitir que mais passos estão sendo dados e muitas pessoas estão tendo essa experiência de absorção literária. Os cursos e grupos de estudos do canal Formação do Imaginário; as análises e mentorias literárias do Matheus Araújo; os ciclos de leitura sobre literatura brasileira do historiador Thomas Giulliano; as análises literárias de Gabriel Santana; os encontros do Clube do Livro de Paulo Briguet e Silvio Grimaldo; os cursos de leitura e escrita do crítico Rodrigo Gurgel; as análises e leituras do canal Os Naufrágos, de Curitiba; a Sociedade do Livro, do grupo Brasil Paralelo; as análises e cursos do escritor João Filho; as análises e leituras no canal da tradutora Juliana Amato. Isso é uma breve lista de exemplos de iniciativas e trabalhos sérios que levam adiante o estudo e a leitura atenta da literatura como forma de ampliação do imaginário.

Todos esses projetos e trabalhos acabam atraindo muitas pessoas a seguir um caminho que não visa apenas certificados ou diplomas, mas um caminho que desperta algo mais valoroso e permanente: o verdadeiro apreço por expandir o conhecimento e buscar a verdade, por mais desafiador que isso seja. Para quem, felizmente, pode presenciar, essa foi uma lição que o professor Olavo não ensinou apenas com palavras e aulas gravadas, mas com a força da sua própria pessoa.

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Cultura

Por que está cada vez mais difícil e desinteressante estudar latim?

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Com a adoção do método de Paulo Freire nas escolas, nossa inteligência não caiu em constante e sutil queda, mas despencou ladeira abaixo, como um corpo arremessado de um penhasco

Eu estava conversando recentemente com o Cidney Surdi Jr., que além de ser meu colega na Lócus, é um amigo de longa data, sobre o estudo do latim. Tanto ele quanto eu nos arriscamos a estudar a língua do Lácio, embora certamente ele tenha o feito com maior empenho aos longos destes anos, sobretudo por ter cursado a disciplina no Departamento de Letras da UFPR, instituição onde ele se formou e fez mestrado em Filosofia.

Eu me interessei pelo latim quando comecei a acompanhar as aulas do Curso Online de Filosofia do professor Olavo de Carvalho, que lamentavelmente nos deixou no dia de ontem (25). Ele foi o responsável por resgatar um método que há anos estava esquecido nas estantes dos sebos, porque há muitos anos não era republicado. Trata-se da Gramática Latina, de Napoleão Mendes de Almeida.

Já vi muitas pessoas tentarem por conta própria estudar latim utilizando este trabalho. No entanto, poucos acabam avançando as páginas, na sua maioria desistindo já nas primeiras lições. Uns dizem que o estudo é chato, outros que não estavam entendendo nada, outros que acusaram o método de estar lhes fritando o cérebro. Eu mesmo, lá no início, abandonei o estudo em duas oportunidades. Por que isso acontece com a maioria das pessoas?

Bem, talvez a coisa mais importante do método do professor Napoleão não seja ensinar o latim propriamente dito. Mas deixar às claras, como um olhar sincero ao espelho, o que se tornou o sistema de ensino brasileiro. Bem, sobre este ponto, fica muito difícil resumir o cenário. Com o Cidney mesmo eu realizei alguns estudos sobre o tema. No entanto, o resumo da ópera é o seguinte: o ensino brasileiro já vinha decaindo a partir da década de 60; com a adoção do método de Paulo Freire nas escolas, nossa inteligência não caiu em constante e sutil queda, mas despencou ladeira abaixo, como um corpo arremessado de um penhasco.

Vou tentar explicar um pouco melhor por que a Gramática Latina nos dá esse tapa na cara. Na primeira lição da obra, assim está escrito: “Numa oração nós podemos encontrar seis elementos: o sujeito, o vocativo, o adjunto adnominal restritivo, o objeto indireto, o adjunto adverbial e o objeto direto”. A partir daí, embora gradualmente, o estudo só avança. Enfim, por que nós encontramos dificuldades já nas primeiras lições?

Quando o professor Napoleão concebeu essa obra, muito certamente a população que havia frequentado a escola tinha uma sólida base gramatical. Dizer isso, no entanto, não basta. Vou além…

Essencialmente, as gramáticas de língua portuguesa são divididas em três partes: (1ª) a fonologia, que é o estudo dos fonemas, letras e pontos de articulação, isto é, é o ramo da linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma; (2ª) a morfologia, que é estudo da composição dos vocábulos, das classes de palavras e das classes gramaticais; por fim, (3ª) a sintaxe, que estuda da relação entre palavras de uma oração e relação entre as orações de um período.

Essa terminologia utilizada pela Gramática Latina, logo no início, parte do que seria o estudo final de uma gramática de língua portuguesa, que é a análise sintática. Como a maioria de nós jamais se debruçou com seriedade sobre o estudo da língua portuguesa, é tarefa impossível o estudo do latim.

Vejamos um exemplo. Leia a frase a seguir: “O deputado recebeu dois homens. O primeiro estava de terno”. Pergunto: a palavra “primeiro”, enquanto classe de palavras, o que é? É um numeral. Mas ela está se comportando como um numeral da frase? Não, pois ela está exercendo a função de “sujeito”, de acordo com a análise sintática.

O que eu quero dizer é que não basta saber classificar as palavras. Cada palavra, quando inserida num contexto, pode estar exercendo uma função diferente daquela que usualmente ocorre.

É possível, nesta sintética abordagem, ter uma noção do problema que um brasileiro qualquer enfrenta ao tentar estudar latim? Ele precisa conhecer muita coisa anteriormente para poder avançar nas lições, por isso a tarefa acaba sendo demasiadamente desgastante.

Uma sugestão: é preciso que todos voltemos muitos passos para trás e nos debrucemos alguns anos sobre a língua portuguesa. Isto, todavia, não se faz com a leitura de gramáticas, mas com muitas obras de literatura. Sabe o velho Machado de Assis que está abandonado nas estantes da sua sala? Pois comece por ele. Quando surgir dúvidas, consulte dicionários e, pouco a pouco, vá se interessando por um estudo mais aprofundado de gramática. Depois de muitos anos, com sorte, você estará apto para vencer as primeiras lições do fabuloso método do professor Napoleão Mendes de Almeida.

Mas se dizem por aí que o latim é língua morta, por que é que eu devo perder todo esse tempo estudando isto? Bem, este tema merece um artigo específico para melhor explicá-lo; contudo, darei uma palinha: “Latim não serve para você falar, mas para aumentar a sua inteligência”. É para isto? Sim, apenas para isto!

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Cinema

Não olhe jamais para os lados.  Um conto jamais visto na Netflix.

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Talvez seja oportuno assistir a “Não Olhe Para Cima”, filme novo com Leonardo Di Caprio e Jennifer Lawrence, disponível na Netflix, antes de ler este texto.

Ao que parece, os telescópios em 2019 não encontraram nenhum asteroide vindo em direção da Terra.  Ainda bem, porque microscópios identificaram um vírus.  Desde o começo sabíamos que não dizimaria a vida na Terra; desde o começo relatos de sobreviventes, mesmo que ainda não tivéssemos a real percentagem, em poucos dias vimos que a letalidade era seguramente menor que 5%.

Escolhemos mesmo assim viver o filme, a imprensa amou!  Sentiram-se os donos do espetáculo, conseguiram a atenção e editaram aquilo que deveria ser conhecido (daquele momento em diante) como ciência. Somente seus especialistas e convidados eram os entendidos sobre o novo coronavírus.  Apelaram! O governo teve de enviar aviões intercontinentais para regatar alguns brasileiros que poderiam se infectar na China, de onde veio esse vírus.

Cenas fortes de ruas completamente vazias eram televisionadas diuturnamente com enormes caminhões despejando líquidos nelas.  Logo após a Itália começou a apresentar a peste e de lá imagens de caixões empilhados nas igrejas eram divulgadas ao mundo.

Optamos, graças à coragem dos governos do Rio de Janeiro e São Paulo, em continuarmos a fazer o nosso melhor: pular carnaval!  Como aquele médico disse na Globo, “nada a se preocupar”.  Mas Bolsonaro levou centenas de milhares às ruas, quando os governadores 2 dias depois fecharam o Brasil com o amparo de 11 jogadores de preto.

Não era um meteoro, nem mesmo uma guerra com soldados. Mas nos fizeram acreditar que devíamos nos trancar sob quatro paredes para “achatar” a curva, acreditamos que era por duas semanas de março. Em Passo Fundo, por exemplo, o então prefeito Luciano Azevedo pedia “só mais 15 dias de paciência”, renovados quinzenalmente. Vimos o sol em outubro para votar: isso podia, era seguro, diziam.

Enquanto isso aqueles negacionistas, nos quais me incluo, começaram a estudar, ler e aprender. Remédios baratos e seguros foram apontados como a possibilidade de tratamento, obviamente como um ônibus espacial velho com a solução barata e, a seu tempo, eles foram desprezados, afinal, até aquele ponto, com uma situação favorável, apenas a China tinha lucrado com máscaras, aventais e respiradores, além, é claro, de alguns consórcios de compras.  A indústria farmacêutica não queria vender testes para a doença ser depois tratada com medicamentos já sem patente.

Bolsonaro, Trump, Osmar Terra, Nise Yamaguchi, Ricardo Zimmermann, entre outros capitães e soldados como eu, como tantos ficaram muito bem no papel do louco que falava palavrões ao tentar cumprir sua missão.  Não a ciência era mais charmosa… Renata Vasconcelos, Amanda Klein, William Bonner e, claro, Maju Coutinho com seus especialistas de plantão (que só faltavam perguntar: é pro Fantástico?) saberiam muito mais dessa ciência com eficácia comprovada. Sim, classes de recomendação e níveis de evidência foram temporariamente substituídos por com eficácia ou sem eficácia comprovada.

Ali, como um cientista deslumbrado com a fama, traidores pularam fora do esforço de manter a nação e passaram a atormentar, como Mandetta, aquele do “só procure atendimento se tiver falta de ar” ou o Morno, desculpe, Moro, que resolveu preservar biografia no meio da pandemia, tentando salvar sua imagem em vez de vidas.

E veio 21 e aí, assim como as lindas naves de drone das empresas Bash, vieram as vacinas potentes de micropartículas de mRNA da Pfizer Bio’nTech, entre outras, a preços exorbitantes. Uma corrida feita por governos, que para garantir o contrato tiveram de comprar muito mais doses que usariam, sem poder reclamar da eficácia ou segurança nestes casos, afinal o foguete era lindo!

Mas o meteoro era malvado e mudou de nome. Agora era Delta e matava muito mais. As potentes naves da Pfizer, digo vacinas, dariam conta, né?  Passaportes vacinais foram criados e direitos fundamentais ignorados, como a liberdade de ir e vir, o direito ao emprego e ao lazer. Aqueles que se esqueciam e olhavam para cima, digo, que não traziam as máscaras, poderiam ser agredidos por seguranças e até mesmo pela polícia.  Deveríamos seguir as regras, usar máscaras, falar mal do tratamento precoce, se vacinar, odiar o genocida Bolsonaro, jamais olhando para o lado e percebendo que a fome, o desemprego, a obesidade, o stress, a educação, tudo desandava, olhando sempre pra frente, na telinha da Globo.  Como diziam, “a economia a gente vê depois”.

O depois chegou. A economia piorou, a inflação voltou, a gasolina subiu – por culpa do genocida, claro! A CPI muito bem conduzida pelos assessores da Merryl Streep, digo, pelos ilustríssimos senadores, confirmou.

Não olhe para o lado. Não veja que lá na terra do Biden a inflação chegando a 7,5%. Em alguns países, milhares de pessoas detidas por reclamar dos combustíveis. Olhe para frente, veja o esquálido César Tralli.

E o meteoro ignorou a revisão por pares – o que tampouco no filme ou na realidade foi feita. A vacina dobrou-se a Omicron, ignorou uma, duas, três, até quatro doses.  Dinheiro posto fora, caos criado, para onde embarcarão todos aqueles cientistas?!? Ondes se criopreservarão até a próxima eleição?

Mas a Globo teima. Não olhe para o lado, olhe para a telinha. Vejam: começou o Big Brother!

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