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Passo Fundo

Bolsonaro divide opiniões entre os vereadores

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A discussão sobre a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) marcou acirrado debate entre os vereadores de Passo Fundo na Sessão Plenária de 01/08/2018. O vídeo da Sessão completa pode ser acessado a seguir:

O debate começou com o vereador Tchequinho (01:02:00) comentando a entrevista de Jair Bolsonaro ao programa Roda Viva, da TV Cultura. O PSB não possui candidato à Presidência, por isso o vereador costuma defende-lo na tribuna. Disse que os jornalistas não estavam agindo como profissionais, mas como verdadeiros adversários políticos do candidato.

Muitas perguntas dirigidas a Jair Bolsonaro são referentes ao Regime Militar de 1964. Tchequinho disse que, em 20 anos, os militares mataram cerca de 400 pessoas, muito abaixo dos índices de violência atuais. Para o vereador, não há nem como comparar a violência da época aos tempos de hoje.

Alex Necker (01:18:20), por outro lado, disse que Bolsonaro não tem propostas, não tem plano para nada, a não ser para falar de armas e violência: “Só sabe falar de preconceito e ódio”, apontou. Necker destacou ser um erro distribuir armas para a população, pois quem precisa ter armas são os órgãos de segurança pública, e não a sociedade civil.

Tchequinho fez uso do aparte (01:31:50) para responder a Alex Necker: “O vereador Alex disse que Bolsonaro não sabe responder sobre saúde, educação. Mas outra coisa que o candidato não responde é processo por corrupção em quase 30 anos como deputado federal”.

Luiz Miguel Scheis (01:42:00) disse que até Levy Fidelix tem mais tem mais fundamento do que o Bolsonaro, porque o candidato prega violência, armamento, além de ser o voto da revolta da população. Chamou ainda de homofóbico e que não gosta das minorias: “Somente uma meia dúzia de abobados o aplaudem”, destacou. “Bolsonaro é um débil mental”, reiterou.

O presidente da Câmara, Pedro Danelli, em tom mais moderador (01:56:50), disse que o próximo Presidente da República deve ter projetos para as diversas áreas tão necessárias para o Brasil, o que parece não ter Jair Bolsonaro, conforme sua fala.

Tchequinho (02:09:35) fez novamente uso do aparte para rebater Luiz Miguel. Respondeu que os demais candidatos estão envolvidos em processos de corrupção, sendo que Bolsonaro é uma exceção. Para ele, trata-se de uma questão de discernimento. Reforçou ainda que o crime se combate com armas, e não distribuindo flores para bandidos. “Luiz Miguel tem vergonha de falar do seu candidato, o Ciro Gomes, que é um baita de um corrupto”, apontou.

Toson (02:11:50) disse ter acompanhado os debates na Rede Viva e que o único candidato não interrompido foi Alckmin, que está mais ao Centro. Por uma questão de valores, seu voto será de Bolsonaro, mas longe de considera-lo o candidato ideal para o Brasil.

Gleison (02:21:00) disse que o Bolsonaro não é o candidato do partido, nem mesmo o seu candidato, embora compreenda o posicionamento de Tchequinho, este que fez novo uso do aparte (02:26:30) respondendo estar ciente do posicionamento do partido, mas que ele irá votar com 60% da população de Passo Fundo em Bolsonaro.

Mateus Wesp (02:27:27) disse estarmos há poucos dias das eleições e que nomes são menos importantes do que as ideias e soluções para o Brasil. O vereador, defensor do parlamentarismo, destacou que o sistema de governo do Brasil deve ser alterado. “Não devemos discutir pessoas, mas ideias”, apontou, encerrando o tema na Sessão.

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