Coincidência? RBS defende prefeitura de Passo Fundo após denúncia da Lócus

O Portal Lócus vem denunciando há tempos o gasto excessivo com as bicicletas compartilhadas em Passo Fundo. De acordo com a reportagem de Jesael Duarte da Silva, um dos articulistas, a Prefeitura já consumiu mais de um milhão de reais desde 2016.

 

Desde 2016, a Mobhis já recebeu R$ 1.000.194,66 (um milhão, cento e noventa e quatro reais e sessenta e seis centavos) dos cofres públicos e tem outros 30 mil para receber.

 

 

Segundo a reportagem publicada pelo Jornal do Almoço (imagem abaixo), são 28 mil usuários utilizando as bicicletas. Os dados são, no mínimo, duvidosos. Isso porque o fato de haver 28 mil inscritos não significa que os mesmos sejam usuários. Para uma população com pouco mais de 200 mil habitantes, o dado parece irreal, até mesmo porque, como já denunciado por vereadores como Rufa e Márcio Patussi, o serviço gera um gasto excessivo aos gastos públicos. Ainda, em pronunciamento na tribuna em setembro de 2018, Rufa denunciou não só os gastos com a Mobhis, como também a falta de cuidado e irregularidades, como a falta de bicicletas nas estações durante os finais de semana.

 

 

 

 

 

A Lócus também denunciou o contrato das bicicletas em “Passo Fundo entra na onda das bicicletas “compartilhadas, públicas e gratuitas” em julho de 2016. O próprio vereador Rufa mereceu nota em julho deste ano, quando já falava na tribuna sobre estes mesmos gastos. 

Curioso é que a reportagem da RBS fazendo propaganda do serviço prestado pela Prefeitura ocorreu após a denuncia da Lócus apontar que o contrato já passava de R$ 1 milhão em gastos. O serviço é alvo de reclamações constantes, sobretudo pelo número deficiente de bicicletas disponíveis e pelo péssimo estado em que elas se encontram. Pergunta-se: como 28 mil usuários cadastrados podem estar compartilhando apenas 100 bicicletas?

 

 

 

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