Entre em contato

Cultura

Marighella: mais que um filme ruim, um problema cultural

Publicado

on

Mesmo para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de assistir ao famigerado filme de Wagner Moura, estranha-se o volume de comentários publicações nos últimos dias. Ocorre que toda essa atenção midiática escancara um problema que já não é de hoje: o monopólio da cultura pela esquerda. E a produção sobre Marighella é o exemplo perfeito disso.
 
Não é nenhum segredo que Marighella foi um terrorista de esquerda, escritor do “Manual da Guerrilha Urbana”, responsável por abomináveis assassinatos. Ninguém a se idolatrar, portanto. Mesmo assim, no filme, sua vida é romantizada, onde o enquadramento que lhe é dado é de um herói lutando pela liberdade e “toda aquela opressão” do Regime Militar. Não bastasse, o protagonista é interpretado por um ator negro (o músico Seu Jorge), apesar de Marighella ter sido um homem de pele branca.
 
Com esse pacote completo do progressismo, tudo que Wagner Moura queria era cair nas graças da comunidade internacional, denunciar sutilmente a “ditadura” que ele entende estar ocorrendo no Brasil e atacar Bolsonaro – e, por que não, faturar um bom dinheiro nesse processo (captou 10 milhões de reais pela Lei Rouanet).
 
O elenco fez um verdadeiro fiasco na divulgação do filme no Festival de Berlim, transformando o evento em reunião de Diretório Acadêmico. Não adiantou: foi ignorado em todas as categorias.
 
Considerando que o filme entrega o pacote ideológico favorito da esquerda e mesmo assim não foi consagrado nas indicações, a conclusão é uma só: o filme é ruim (e isso que já vi filmes ruins receberem indicações importantes exclusivamente por conta da temática de esquerda). Mas o que é mais estarrecedor nisso tudo é o quanto a hegemonia cultural da esquerda segue dominante. O filme foi recebido por quase toda a mídia com tom apaziguador, sem sequer mencionar os escárnios de sua produção.
 
Wagner Moura justifica que o enfoque romantizado do personagem se deve ao contexto da época. A pergunta que fica é a seguinte: e se, com esse mesmo fundamento, fosse feito um filme sobre o Coronel Brilhante Ustra? Afinal, muitos podem dizer que o militar apenas cumpria seu papel institucional – justificável, portanto, pelo contexto da época. Ocorreu uma breve amostra do que seria a reação da mídia e da comunidade cinematográfica nacional com o tratamento dado ao documentário sobre Olavo de Carvalho: boicotado por artistas em festivais, proibido de ser apresentado em universidades, ignorado sumariamente pela mídia.
 
Marighella faz lado a inúmeros filmes relatando o “heroísmo” de guerrilheiros do período militar brasileiro. Contudo, ainda não se viu um cineasta com a coragem para filmar (e, por que não, romantizar) o outro lado dessa história tão deturpada. Aos que apreciam a sétima arte, só resta esperar.

Continue Lendo
Comentários

Cultura

Quem é que se importa com a sexualidade dos super-heróis?

Publicado

on

Há muito as HQ’s perdem espaço com propostas superficiais, como a lacração por inclusão e discussão de gênero. Tornam seu enredo cansativo e irritante, demonstrando a hipocrisia tanto da editora quanto dos críticos.

Para os aficionados por histórias em quadrinhos (HQ’s), o nome Joe Kent é bastante conhecido. Para aqueles que não acompanham esse universo tão de perto, Joe Kent é nada mais nada menos que filho de Kal El (o Clark Kent – Superman). Dois fatos relevantes sobre Joe: (a) ele herdou a capa vermelha, ou seja, agora nas HQ’s ele é o Superman; (b) em novembro, assumirá um relacionamento bissexual.

É certo que, para a maioria das pessoas, isso não significa nada. A opção sexual é um direito de qualquer pessoa – até mesmo dos personagens de ficção. De qualquer forma, o que decepciona é a reiterada necessidade da “lacração” – como dizemos – das editoras de HQ’s, procurando publicidade engajada sobre polêmicas e não no valor intelectual do produto. Não parece razoável pensar que, noutros tempos, os fãs adquiriam as histórias para ver Clark Kent beijar Lois Lane, tampouco para saber detalhes do casamento de Tony Stark. Também não parece razoável pensar que a atual geração de jovens busque gibis do Homem-Aranha para saber se ficará com a Mary Jane – parece mais provável que queiram vê-lo derrotar o Venon, o Duende Verrde, o Abutre, etc.

Romances nas HQ’s nunca (ou muito raramente) fizeram sucesso, a não ser que deles algo importante para o universo dos quadrinhos acontecesse. Poucos se interessaram pela paixão de Talia por Bruce, mas todos gostam de acompanhar o que o filho do Cavaleiro das Trevas com ela, o jovem Damian Wayne, apronta como novo Robin (inclusive matando Dick Grayson, o Robin original).

É de se pensar que, talvez, a criatividade esteja em baixa nesse universo de super-heróis, por isso que as editoras acabem apostando em temática social, inclusão e outras formas de lacrar. Qual é o sentido, afinal, de trazer à tona, justamente nestes tempos, debates sobre a opção sexual dos personagens? Há muito as HQ’s perdem espaço com propostas superficiais, como a lacração por inclusão e discussão de gênero. Tornam seu enredo cansativo e irritante, demonstrando a hipocrisia tanto da editora quanto dos críticos.

Ignoram que o retorno de He-Man na Netflix, o qual desde seu trailer chamou a atenção pela semelhança com o foco original da série, pela pancadaria, sangue, efeitos e pela trilha sonora nada convencional para os jovens de hoje, mas que causou arrepios nos fãs quarentões da série com a música “Holding out for a hero”, de Bonnie Tyler. O sucesso está no que sempre agradou. Tentar mudar o foco remete ao fracasso instantâneo, como visto no remake de She-Ra, com temática juvenil, lacração e superficialidade.

Leitores, fãs ou casuais procuram no novo Superman o que viam nos seus pais, alguém que lute pela justiça, promova os valores certos, não importando o que faz nos períodos de folga. Talvez uma boa dica para a DC Comics é manter Joe na luta contra inimigos do mundo, ameaças nucleares, tóxicas, extraterrestres, socar e chutar inimigos fazendo-os sangrar, aliando-se aos bons. Seria horrível vê-lo perseguindo quem postou algo ofensivo sobre seu namorado no Twitter.

É embaraçoso ver jovens idolatrando o Pantera Negra por ser um herói negro. Um herói do país fictício Wakanda, localizado numa posição geográfica onde, na realidade, tribos ainda são perseguidas e escravizadas na África Central. Um herói vindo da realeza com sangue azul que representa os pobres negros favelados? Um herói de uma nação nada inclusiva, que somente permitiu ao Buck (Soldado Invernal) morar numa casa isolada por ser estrangeiro e branco? Orgulho para os negros por ter sido criada na cabeça de dois quadrinistas brancos – Kirby e Stan Lee?
Mais inclusiva então é Asgard, a terra nórdica do Thor, que nos filmes tem pessoas de todas etnias, mesmo historicamente sendo uma terrra do panteão escandinavo, onde só deveriam ter habitantes brancos na maioria loiros.

E que tal a terra das amazonas da Diana, a Mulher Maravilha, onde se isolaram dos homens? É de se imaginar, na próxima temporada, sendo escolhida dentre as novas guerreiras uma transexual, que ganhará nas provas graças à testosterona que acompanhou-a durante a juventude, como já temos exemplos nos dias atuais.

Pior ainda a cena feminista – e talvez a única dispensável – no filme “Vingadores Ultimato”, a ceninha do “time das meninas”, na qual ridiculamente, durante alguns minutos, apenas heroínas se intercalaram para enfrentar o Thanos, algo impensável numa guerra, ao abandonar as linhas onde todos os heróis lutam em conjunto para provar algo politicamente correto – mesmo que signifique o fim do universo.

Não, ninguém quer esse tipo de discussões. O público quer é ver o Batman surpreendendo o Coringa, o Thor chegando em Wakanda e clamando pelo Thanos, a Capitã Marvel entrando na atmosfera e destruindo toda a nau capitania da invasão, a Arlequina com o sorriso macabro estrangulando o vilão com as pernas. Melhor é que o filho do Clark se preocupe em evitar a criptonita, chegar voando para salvar os inocentes – isto já está de bom tamanho.

Continue Lendo

Cultura

Você sabe o que seu filho faz no celular?

Publicado

on

O TikTok não é apenas um aplicativo divertido que obteve sucesso e alcance imediato. É uma nova linguagem que está reformulando as mídias digitais, cujos efeitos começam a ser estudados.

De acordo com a edição de 2021 do The State of Mobile Report, relatório sobre os hábitos de uso do celular divulgado pela empresa App Annie, o aplicativo mais baixado e utilizado no mundo foi o TikTok, ultrapassando os afamados Facebook, Instagram e Twitter. No momento da redação deste texto, o aplicativo conta com 1,5 bilhões de usuários ativos. O Brasil aparece como o país que mais teve downloads do aplicativo em 2020.

O TikTok surgiu em 2017, quando a empresa chinesa Beijing Bytedance Technology comprou o aplicativo Musical.ly, o renomeou e aprimorou a sua utilização. Trata-se de um aplicativo de mídia social para criação, interação e compartilhamento de vídeos curtos, com duração de 15 a 60 segundos. Ali, encontram-se coisas as mais variadas possíveis – dublagens, danças e clipes, caretas e exibicionismo, tendências diárias, exposição e divulgação de trabalhos, artistas e famosos. Além disso, devido ao grande alcance, empresas e negócios já adotaram o aplicativo como uma das formas para comunicação rápida, propagandas e campanhas de marketing.

A missão, segundo o próprio aplicativo, é ser “o principal destino para vídeo móvel no formato curto, inspirar a criatividade e trazer alegria”. O grande diferencial está na experiência altamente customizada: os vídeos são direcionados de acordo com o que o usuário vai clicando, assistindo ou produzindo e compartilhando – é o algoritmo digital trabalhando ferozmente.

Quase 70% dos usuários ativos desse aplicativo têm entre 16 a 24 anos; 17% têm entre 13 e 16 anos (nos EUA, 35% têm menos de 19 anos, número também muito provável no Brasil). 90% acessam diariamente. Em geral, os usuários gastam uma média de 1 a 3 horas por dia usando o aplicativo. Isso significa que os usuários ativos ficam expostos de 120 a 240 vídeos curtos por dia, 840 a 1.200 por semana – quando não estão envolvidos produzindo ou criando os próprios vídeos.

Isso representa uma verdadeira inundação de informações em doses frenéticas e de poucos segundos. Não se trata apenas de um aplicativo divertido que obteve sucesso e alcance imediato, mas de uma nova linguagem que está reformulando as mídias digitais, cujos efeitos começam a ser explorados e estudados. (Devido ao imediato sucesso do TikTok, as demais redes como Instagram e Youtube já aderiram a esse formato de compartilhamento de vídeos).

Ainda que o aplicativo engaje seus usuários – em sua maioria jovens – tanto no consumo como na criação de vídeos, já é possível antecipar que, considerando as pesquisas sobre os impactos das tecnologias digitais na concentração humana, são até previsíveis os efeitos imediatos dessa inundação de vídeos curtos, seja na atenção prolongada, na concentração focada, ou na habilidade de leitura dos usuários.

Quantos desses efeitos já não são visíveis em salas de aula? Quantos desses efeitos já não são sentidos por professores que precisam manter o foco dos alunos, seja em explicações mais demoradas ou texto e redações? Quantos desses efeitos já não são percebidos por pais que cobram atenção dos filhos ao realizar a tarefa de casa? A boa educação, bem sabemos, requer atenção e constância. Distrações sempre existiram e existirão. A cada nova geração, maiores serão os desafios não só dos pais e professores, mas sobretudo dos próprios alunos que, a todo momento com celular na mão, são chamados a tentação de assistir “só a mais um vídeo”.

Continue Lendo

Cultura

Geração TikTok: muita tecnologia, pouca concentração

Publicado

on

Os usuários ativos ficam expostos de 120 a 240 vídeos curtos por dia, 840 a 1.200 por semana – quando não estão envolvidos produzindo ou criando os próprios vídeos. O TikTok foi feito para viciar.

Que toda tecnologia influencia de alguma forma na nossa maneira de perceber o mundo, é fato conhecido. Antes do advento da escrita, por exemplo, a memória certamente era uma habilidade intensamente requisitada, de modo que as redes neurais responsáveis por essa função estavam em constante treino. Nesse contexto, ao percebermos a presença habitual dos smartphones mediando praticamente todas as experiências e ações diárias das pessoas, não será difícil reconhecer que é altamente provável que essa tecnologia cause alterações cognitivas nos indivíduos que a usem compulsivamente.

De acordo com a edição de 2021 do The State of Mobile Report, relatório sobre os hábitos de uso do celular divulgado pela empresa App Annie, o aplicativo mais baixado e utilizado no mundo foi o Tik-Tok, ultrapassando os afamados Facebook, Instagram e Twitter. No momento da redação deste texto, o aplicativo conta com 1,4 bilhões de usuários ativos. O Brasil aparece como o país que mais teve downloads do aplicativo em 2020.

O Tik-Tok surgiu em 2017, quando a empresa chinesa Beijing Bytedance Technology comprou o aplicativo Musical.ly, o renomeou e aprimorou a sua utilização. Trata-se de um aplicativo de mídia social para criação, interação e compartilhamento de vídeos curtos, com duração de 15 a 60 segundos. Ali, encontram-se coisas as mais variadas possíveis – dublagens, danças e clipes, caretas e exibicionismo, tendências diárias, exposição e divulgação de trabalhos, artistas e famosos. Além disso, devido ao grande alcance, empresas e negócios já adotaram o aplicativo como uma das formas para comunicação rápida, propagandas e campanhas de marketing. A missão, segundo o próprio aplicativo, é ser “o principal destino para vídeo móvel no formato curto, inspirar a criatividade e trazer alegria”. O grande diferencial está na experiência altamente customizada: os vídeos são direcionados de acordo com o que o usuário vai clicando, assistindo ou produzindo e compartilhando – é o algoritmo digital trabalhando ferozmente.

Quase 70% dos usuários ativos desse aplicativo têm entre 16 a 24 anos; 17% têm entre 13 e 16 anos (nos EUA, 35% têm menos de 19 anos, número também muito provável no Brasil). 90% acessam diariamente. Em geral, os usuários gastam uma média de 1 a 3 horas por dia usando o aplicativo. Isso significa que os usuários ativos ficam expostos de 120 a 240 vídeos curtos por dia, 840 a 1.200 por semana – quando não estão envolvidos produzindo ou criando os próprios vídeos. É uma verdadeira inundação de informações em doses frenéticas e de poucos segundos. Não se trata apenas de um aplicativo divertido que obteve sucesso e alcance imediato, mas de uma nova linguagem que está reformulando as mídias digitais, cujos efeitos começam a ser explorados e estudados. (Devido ao imediato sucesso do TikTok, demais redes como Instagram e Youtube já aderiram a esse formato de compartilhamento de vídeos). No entanto, já é possível antecipar que, considerando as pesquisas sobre os impactos das tecnologias digitais na concentração humana, são visíveis os efeitos imediatos dessa inundação de vídeos curtos na atenção prolongada, na concentração focada e na habilidade de leitura dos usuários – em sua maioria, jovens.

CONCENTRAÇÃO FRAGMENTADA

Recentemente, em um artigo publicado na revista digital Frontiers in Public Health, “Sobre a psicologia do uso do TikTok”, pesquisadores da Alemanha, China e EUA, concluíram que o grande alcance e o alto engajamento no uso do TikTok é resultado de uma aperfeiçoada análise psicológica das mídias:

“As empresas de mídias sociais criaram serviços altamente imersivos, com o objetivo de captar a atenção dos usuários o máximo possível. Como resultado da permanência prolongada dos usuários, as empresas de mídia social obtêm insights profundos sobre as características psicológicas dos usuários”.

Neste sentido, o TikTok pode ser considerado o produto mais representativo e avançado das mídias sociais, obtido a partir do comportamento diário dos usuários na internet e nos smartphones. Quanto mais você usa, mais eles conhecem você, mais você receberá o que lhe atrai, mais você ficará engajado. No fim, você acaba despendendo mais tempo do que o pretendido – e desligar não será uma opção considerada. O TikTok foi feito para viciar.

O uso compulsivo de um aplicativo como esse não está essencialmente ligado ao conteúdo distribuído. As informações veiculadas podem ser engraçadas, inúteis, criativas ou importantes – seu efeito não está essencialmente aí. Todo o conteúdo criado e distribuído no TikTok poderia, muito bem, ser distribuído em outras plataformas. A diferença está na forma com que é feito nesse aplicativo – vídeos rápidos, em fluxo contínuo e de alto engajamento. A concentração é requisitada em doses de spiccato, de 15 a 60 segundos, igual a uma mordida, dentro de uma timeline personalizada e de rolagem infinita. A atenção do usuário é mantida em uma constante sensação de novidade e curiosidade sobre o que aparecerá.

O TikTok não foi feito para o usuário ter longos períodos de concentração. Trata-se do paradoxo da atenção: o aplicativo prende a atenção para quebrá-la. Agora, você consegue imaginar o que um hábito como esse pode causar em um indivíduo de 13 a 17 anos, que dedica 2 a 4 horas diárias a este tipo de concentração fragmentada?

Em um estudo publicado em 2019, na Nature Communications, pesquisadores alemães e dinamarqueses concluíram que o tempo de atenção média dos usuários de redes sociais está diminuindo coletivamente devido à rapidez das informações distribuídas e consumidas. Outras pesquisas neurológicas já demonstraram que muitas práticas e ações frequentes, dentro de determinados ambientes, podem alterar as redes neurais do cérebro, criando hábitos rígidos e comportamentos difíceis de serem alterados – para o bem ou para o mal. Se um indivíduo tem o hábito diário de desafiar sua resistência física, com o tempo seu cérebro irá se habituar a resistência com maior facilidade; seus gatilhos mentais o levarão a ter maior facilidade em ser uma pessoa resiliente. O mesmo processo pode acontecer com um indivíduo que tem o hábito compulsivo e diário de estar conectado às mídias sociais por horas ou de assistir continuamente muitos vídeos rápidos, como no TikTok – sua capacidade de concentração e atenção prolongada irá diminuir, pois sua mente estará sendo treinada diariamente a ter curtos períodos de concentração. As consequências podem ser vistas na impaciência dos usuários diante de atividades mais prolongadas como ler um livro, ler textos longos na internet, assistir um filme inteiro, assistir a uma palestra ou, especialmente entre os jovens, assistir atentamente a uma aula de 50 minutos.

Em 2010, Steve Jobs revelou a um jornalista do New York Times que seus filhos nunca haviam usado iPad, sua própria invenção. Em 2018, Bill Gates admitiu que tinha severas regras de tempo para os filhos usarem tecnologia. Chris Anderson, antigo editor da prestigiada revista de tecnologia Wired, afirmou que nunca permitiu seus cinco filhos usarem aparelhos com tela em seus quartos. Evan Williams, um dos sócios-fundadores do Twitter, sempre evitou dar um iPad ou celular aos seus filhos pequenos. Se os próprios envolvidos na criação da tecnologia admitem os prejuízos pelo uso compulsivo, não ser ingênuo diante da mídia de algoritmos é o primeiro passo para recuperar a capacidade de concentração profunda, que tanto fez bem à humanidade. E se você leu até aqui, parabéns e obrigado.

Continue Lendo

Assine nossa newsletter

* indicates required

Mais Acessados

Copyright © 2021. Lócus Online.