Vereador usa dados de ONG financiada por George Soros em post feminista no Facebook

Vereador de Passo Fundo

O famigerado Fórum Brasileiro de Segurança Pública é bem conhecido da direita brasileira e já defendeu até a desmilitarização da PM.

A violência é um dos maiores problemas brasileiros e está no foco das discussões políticas em nosso país, parte pela evidente tragédia dos mais de 60 mil homicídios ao ano e tantos outros crimes que destroem vidas e patrimônio, todos os dias.

Dentro desse quadro, a violência contra as mulheres é um flagelo com agravante: a abordagem para a resolução do problema é fonte para grupos ideológicos colocarem na mesa todo o tipo de teoria, criando até mesmo a figura do homem, macho e assassino, ensinado a matar mulheres por direito ou participante de uma rica cultura do [insira aqui o seu crime]. Curiosamente, soluções que defendem punição severa (como castração química para estupradores e pedófilos) são rechaçadas por grupos de ideologia igual ou similar.

Uma armadilha surge quando grupos que usam a bandeira do combate à violência contra a mulher usam dados duvidosos para lacrar na mídia. Gatilhos mentais são acionados e milhares de militantes ou “civis” da causa transformam qualquer crítica em defesa da violência contra a mulher. O debate exige paciência e sabedoria, já que a mesma armadilha que está pronta para inverter a sua crítica também faz pessoas com certo conhecimento de política entrarem na onda para agitar bandeiras totalmente alheias a causas que tradicionalmente defendem. Esse é o caso do vereador Betinho Toson (PSD), conhecido por defender ideias mais à direita na tribuna e na própria plataforma, mas que acaba de escorregar no Facebook ao replicar dados do Instituto Maria da Penha (Relógios da Violência) que usam como fonte informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Com um trocadilho derivado do dito popular, a publicação de 8/8/2018 no Facebook tem um imagem com a frase “em briga de marido e mulher se mete a colher sim” e alguns números impactantes, com o tradicional truque temporal da divisão de eventos em um período pela unidade de medida, como “a cada 2 segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal”.  Esta forma de exibir dados é controversa: imaginem que apenas um avião caia no Brasil durante o período de um ano, com 365 passageiros. A estatística seria vendida assim: “No Brasil, uma pessoa sofre um acidente de avião a cada 24 horas”, ao invés de focar no acidente e nas causas, passaríamos quem sabe o ano inteiro com medo de entrar num avião ou condenando todas as aeronaves do país.

Se a forma de exibir é controversa, o próprio dado já é duvidoso. Como definir o que é agressão verbal e como monitorar milhões de mulheres em todo o país? Obviamente, por amostragem. Este dado peculiar é fruto de uma pesquisa Datafolha, encomendada pelo FBSP, e realizada em 130 cidades brasileiras.

O FBSP já fez campanha pela desmilitarização da PM (clássica luta de setores da esquerda) e recebe apoio de George Soros, financiador bilionário  de causas canhotas mundo afora que já gastou mais de 32 bilhões de dólares investindo em ONGs e parceiros, deste 1979. Você já leu sobre esse “velhinho diabólico” aqui na Lócus, em “A DESINFORMAÇÃO DA IMPRENSA DE ESQUERDA MUNDIAL E O JULGAMENTO DE LULA” e “O globalismo e o caso Marielle”, só para citar alguns textos.

Outras grandes fontes de informação sobre violência, FBSP e as questões ideológicas desta guerra cultural no país são Bene Barbosa, o Movimento Viva Brasil e o Procurador carioca Marcelo Rocha Monteiro. Abaixo, um clássico de Monteiro sobre dados de segurança pública, em vídeo no Youtube.

É preciso ter cuidado nas escolhas quando o assunto é comunicação política, especialmente no caso daquelas pessoas com mandato e reconhecida orientação ideológica. Seja de caso pensado, seja deslize da assessoria, a postagem denota erro ou virada de rumo.

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