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Passo Fundo

Cerimônia de “autorização de edital” do aeroporto de Passo Fundo é deboche com o pagador de impostos

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Dezenas de políticos e assessores foram celebrar na UPF um discurso do governador, bancados por seu dinheiro.

Passo Fundo recebeu uma quantidade considerável de políticos na última sexta, 22 de junho. A “carreata” de partidários das mais diversas correntes rumou para o auditório da biblioteca da Universidade de Passo Fundo. Ouviu, principalmente do governador Sartori, que estava autorizado o edital para a “ampliação e modernização do aeroporto de Passo Fundo”. O portal de notícias do Governo RS deu cobertura para o evento neste link.

Não é a pedra fundamental da obra e nem mesmo a assinatura do edital com a empresa vencedora. Trata-se apenas da marcação de uma etapa burocrática. Em termos práticos, a celebração do nada em período pré-eleitoral, na qual políticos (no cargo ou pretendendo chegar lá) dão as caras na imprensa, nas redes sociais dos governos e dos colegas partidários. É uma sinergia de marketing. A imagem do grupo em si supera o objetivo original da reunião, motivo este que já não era grande coisa.

Em dezembro do ano passado, um evento no Palácio Piratini também atraiu políticos para a outra assinatura, a do “termo de compromisso”. Na época, a Lócus Online destacou o fato no post “O que diz o texto do termo de compromisso para o aeroporto de Passo Fundo” e vaticinou:

Termo assinado, resta ao Governo do Estado licitar as obras e tudo “acontecer” em 660 dias (prorrogáveis). Pela frente, a população de Passo Fundo e cidades vizinhas terão todo um processo altamente burocrático, um ano eleitoral e as chuvas de dois invernos antes de assistir ao primeiro voo no reformado aeroporto.

Dos 660 dias “prorrogáveis” definidos na época, 198 já foram gastos até o momento. Estratégico no uso das palavras, o governo do Estado diz agora ter uma expectativa de que a obra comece ainda neste segundo semestre de 2018. Em caso de erro, não era promessa, era wishful thinking.

A versão dos fatos no site da Prefeitura de Passo Fundo e a ênfase no suposto “esforço coletivo”. Todos querem a paternidade do empreendimento que você vai pagar. Disponível neste link.

A questão da obra do aeroporto de Passo Fundo é acompanhada de perto pela Lócus. Você pode iniciar a leitura em “Passo Fundo e a interminável novela do Aeroporto Lauro Kortz” e compartilhar conosco a indignação ao saber que a nossa prefeitura gastou quase R$ 40 mil em comerciais de TV para dizer que “está reunindo esforços para trazer o aeroporto”, fato denunciado em “O Aeroporto de Passo Fundo faz decolar o marketing político“.

Muito dinheiro ainda será gasto com cerimônias até que o primeiro avião pouse no “novo” aeroporto da cidade. Até lá, resta ao pagador de impostos a procura por políticos que não coadunem com este tipo de atitude eleitoreira e ofereçam resultados concretos e discretos na (finalmente) entrega das obras. Não fazem nada além da obrigação.

Passo Fundo

Passo Fundo precisa agora de um Conselho Municipal de Habitação Popular?

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Proposta dos vereadores Luizinho Valendorf (PSDB) e Wilson Lill (PSB) quer reativar o Conselho Municipal de Habitação Popular. Na prática, sabemos o que vem pela frente…

 

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Passo Fundo

Vereadores aprovam projeto de inclusão que vai onerar empresários e setor público

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Projeto de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT) estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município

As pautas de inclusão sempre aparecem travestidas de “movimento democrático”, no sentido de ampliar os direitos e garantias para a parcela da população. No entanto, é preciso estar atento: na maior parte das vezes, os projetos pouco modificam a realidade desses grupos, pois não passam de ativismo político travestido de políticas públicas. O projeto recentemente aprovado por unanimidade entre os parlamentares na Câmara de Vereadores de Passo Fundo é uma amostra disso.

O Projeto de Lei nº 105/2021, de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT), estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município.

De acordo com a justificativa, a proposta foi construída pela “necessidade de tornar a cidade mais inclusiva e atender aos direitos das pessoas com deficiência”. Nota-se, na própria justificativa do projeto, que os termos utilizados uníssonos nas pautas inclusivas, mas demasiadamente generalista. Quando se quer resolver tudo, na prática não ocorre – ou muito pouco.

O texto da matéria ainda determina para os estabelecimentos públicos e privados que não optarem pela impressão de senhas em braile deverão implantar a senha com aviso sonoro por voz ou identificar, além de disponibilizar um atendente exclusivo enquanto a pessoa com deficiência ou limitação visual estiver no recinto. Parece que os parlamentares desconhecem o comércio da própria cidade, possivelmente a maior parte sendo gerida pelo dono – ou por poucos funcionários. A obrigação, portanto, está fora da realidade.

Embora alguns tenham se posicionado contrário a uma possível oneração do setor empresarial, sobretudo numa economia em fase de recuperação, no voto os parlamentares acabam cedendo: pautas inclusivas ganham um sim até mesmo quando o vereador é, no fundo, contra.

Segundo previsto na redação do art. 3º, o descumprimento ao que dispõe a presente Lei pelos estabelecimentos sujeitará aos infratores às seguintes sanções: I – advertência, em caso de primeira notificação; II – multa de 100 (cem) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de segunda notificação; III – multa de 200 (duzentas) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de reincidência. As sanções pecuniárias decorrentes desta Lei serão aplicadas em favor de políticas públicas para as pessoas com deficiência.

Se o prefeito não vetar a proposta, a proposição entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias contados da data de sua publicação.

A discussão pode ser acompanhada no vídeo a seguir (11:53-28:25):

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Passo Fundo

A narrativa da fome: até quando a esquerda vai alimentar pautas com dados dissimulados

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Se por muito tempo a dinâmica de luta de classes foi o eixo do pensamento esquerdista, a forma agora aparece em diferentes contornos. Direitos de minorias, invasões urbanas e outras aparecem com frequência nas pautas. No entanto, uma delas tem aparecido com forma nos últimos tempos: a fome.

No artigo “O golpe petista da fome em Passo Fundo“, o articulista da Lócus Jesael Duarte da Silva mostrou como o discurso da fome vem ganhando espaço aqui mesmo em Passo Fundo. recentemente, foi criada a Frente Parlamentar de Combate à Fome na Câmara de Vereadores de Passo Fundo.

Contrastando a informação fornecida pelo vereador petista de que, no Brasil, 119 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, Rodinei Candeia (PL) buscou a fonte dessa narrativa, já que vem sendo reverberada pela imprensa de uma maneira geral. Veja:

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