Entre em contato
Dê Olho na Câmara Dê Olho na Câmara

Passo Fundo

Vereadores criticam comportamentos inadequados nas ruas de Passo Fundo

Publicado

on

Paulo Neckle usou a Tribuna para criticar as badernas que têm se tornado rotina à noite em Passo Fundo, sobretudo no trecho da Rua Independência com a Rua Capitão Eleutério. A fala do vereador ocorreu na Sessão Plenária do dia 24/09/2018, na Câmara de Vereadores. Relatou haver brigas, trancamento da rua, atos de fins libidinosos e outros. Para Neckle, a situação é incontrolável. Comportamentos dessa natureza não prejudicam somente a cidade, mas principalmente os moradores da região.  

Os vereadores Márcio Patussi e Gabriel Toson também usaram a Tribuna para criticar o problema enfrentado no município.

Márcio Patussi comentou que sujeira, brigas e arruaças têm sido frequentemente vistas pelas ruas da cidade, longe de ser um comportamento adequado e socialmente esperado. Para o vereador, a Brigada Militar tem cumprido suas funções e os agentes de seguranças têm realizado operações Balada Segura não só pelas questões de seguranças, mas pelo convívio desarmônico que tem virado rotina em muitas regiões da cidade. Cobrou ainda dos vereadores da base do governo que façam um esforço para que as operações nesse período sejam mais frequentes por conta do calor, período em que as atividades noturnas se intensificam. 

O vereador comentou que há cerca de dois anos sugeriu que a Prefeitura fizesse rotinas de limpeza nas madrugadas, isso porque “as pessoas de bem têm que se deparar com situações lamentáveis”, conforme apontou, não só quanto à sujeira, mas também quanto ao comportamento de muitos jovens e adolescentes nos locais públicos. Para ele, até a participação do Conselho Tutelar poderia colaborar. 

Disse ainda que a sujeira está generalizada na cidade porque a Prefeitura não consegue dar conta. Para tal, as rotinas de fiscalização devem ser intensivadas em respeitos às pessoas de bem que costumam frequentar locais públicos com os seus familiares. 

Logo depois, Roberto Gabriel Toson deu seguimento à fala de Patussi. Relatou que a Rua Independência tem sido um grande problema para cidade, para o qual virou “terra de ninguém”. Denunciou ainda o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o comportamento inadequado e até o uso de drogas no local. 

O Município tem somado esforços para minimizar o problema. O PL 52.2015 de autoria do vereador Renato Tiecher, conforme já comentado em outras Sessões, partiu de uma solicitação da Brigada Militar para que pudesse fiscalizar o problema com o consumo de bebidas alcoólicas nas ruas. Dua leis foram sancionadas pelo prefeito Luciano Azevedo. A primeira, Lei Ordinária n° 5240/2017, que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nos locais públicos em Passo Fundo; em segundo, o Decreto n° 67/2017, que regulamentou a Lei anterior.

Embora o município disponha de amparo legal para fiscalização, Toson criticou a falta de cumprimento das leis anteriormente citadas. O vereador reconhece que o efetivo da Brigada e dos agentes de trânsito está abaixo do ideal, no entanto isso não pode ser motivo para permitir que os comportamentos inadequados continuem tirando a paz das ruas de Passo Fundo. 

 

Veja o trecho no qual os vereadores Patussi e Toson abordam o tema:

Continue Lendo

Passo Fundo

Passo Fundo precisa agora de um Conselho Municipal de Habitação Popular?

Publicado

on

Proposta dos vereadores Luizinho Valendorf (PSDB) e Wilson Lill (PSB) quer reativar o Conselho Municipal de Habitação Popular. Na prática, sabemos o que vem pela frente…

 

Continue Lendo

Passo Fundo

Vereadores aprovam projeto de inclusão que vai onerar empresários e setor público

Publicado

on

Projeto de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT) estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município

As pautas de inclusão sempre aparecem travestidas de “movimento democrático”, no sentido de ampliar os direitos e garantias para a parcela da população. No entanto, é preciso estar atento: na maior parte das vezes, os projetos pouco modificam a realidade desses grupos, pois não passam de ativismo político travestido de políticas públicas. O projeto recentemente aprovado por unanimidade entre os parlamentares na Câmara de Vereadores de Passo Fundo é uma amostra disso.

O Projeto de Lei nº 105/2021, de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT), estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município.

De acordo com a justificativa, a proposta foi construída pela “necessidade de tornar a cidade mais inclusiva e atender aos direitos das pessoas com deficiência”. Nota-se, na própria justificativa do projeto, que os termos utilizados uníssonos nas pautas inclusivas, mas demasiadamente generalista. Quando se quer resolver tudo, na prática não ocorre – ou muito pouco.

O texto da matéria ainda determina para os estabelecimentos públicos e privados que não optarem pela impressão de senhas em braile deverão implantar a senha com aviso sonoro por voz ou identificar, além de disponibilizar um atendente exclusivo enquanto a pessoa com deficiência ou limitação visual estiver no recinto. Parece que os parlamentares desconhecem o comércio da própria cidade, possivelmente a maior parte sendo gerida pelo dono – ou por poucos funcionários. A obrigação, portanto, está fora da realidade.

Embora alguns tenham se posicionado contrário a uma possível oneração do setor empresarial, sobretudo numa economia em fase de recuperação, no voto os parlamentares acabam cedendo: pautas inclusivas ganham um sim até mesmo quando o vereador é, no fundo, contra.

Segundo previsto na redação do art. 3º, o descumprimento ao que dispõe a presente Lei pelos estabelecimentos sujeitará aos infratores às seguintes sanções: I – advertência, em caso de primeira notificação; II – multa de 100 (cem) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de segunda notificação; III – multa de 200 (duzentas) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de reincidência. As sanções pecuniárias decorrentes desta Lei serão aplicadas em favor de políticas públicas para as pessoas com deficiência.

Se o prefeito não vetar a proposta, a proposição entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias contados da data de sua publicação.

A discussão pode ser acompanhada no vídeo a seguir (11:53-28:25):

Continue Lendo

Passo Fundo

A narrativa da fome: até quando a esquerda vai alimentar pautas com dados dissimulados

Publicado

on

Se por muito tempo a dinâmica de luta de classes foi o eixo do pensamento esquerdista, a forma agora aparece em diferentes contornos. Direitos de minorias, invasões urbanas e outras aparecem com frequência nas pautas. No entanto, uma delas tem aparecido com forma nos últimos tempos: a fome.

No artigo “O golpe petista da fome em Passo Fundo“, o articulista da Lócus Jesael Duarte da Silva mostrou como o discurso da fome vem ganhando espaço aqui mesmo em Passo Fundo. recentemente, foi criada a Frente Parlamentar de Combate à Fome na Câmara de Vereadores de Passo Fundo.

Contrastando a informação fornecida pelo vereador petista de que, no Brasil, 119 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, Rodinei Candeia (PL) buscou a fonte dessa narrativa, já que vem sendo reverberada pela imprensa de uma maneira geral. Veja:

Continue Lendo

Assine nossa newsletter

* indicates required

Mais Acessados

Copyright © 2021. Lócus Online.