A nomeação de um porta-voz do governo Bolsonaro é urgente

Em uma das últimas edições do programa Legião do ano passado, comentamos sobre a composição ministerial e sobre o “mais importante dos ministros”, aquele que não foi nomeado: um porta-voz.

Não há dúvidas de que Bolsonaro reflete os anseios populares e isso se provou nas urnas em pleito histórico. Contudo, sua postura verborrágica e seu “sincericídio” não serão perdoados pela imprensa tradicional, que entrou em uma verdadeira cruzada contra o Presidente desde seu anúncio de corte dos privilégios das verbas publicitárias do governo aos grandes conglomerados.

O constante conflito de ideias expressadas por ministros proeminentes da equipe também vem sendo alvo de atenção. Joga-se uma fala contra outra, cria-se um clima de desautorizações de lá e de cá, como se estivessem no maior clima de guerra e nenhum trabalho concreto estivesse sendo conduzido.

Algo precisa ser dito: nunca houve tanta atenção para o que ministros dizem ou desdizem. A mídia tradicional inaugurou um verdadeiro Big Brother ministerial, onde só importam as falas que podem render algum tipo de polêmica, desentendimento ou interpretação duvidosa. E as falas do Presidente? Essas são interpretadas na mais absoluta literalidade, sem qualquer raciocínio para entender e explicar o que está realmente sendo transmitido à população.

Esses papos de dólar em queda, bolsa em momento atrativo, busca por reformas e tantos outros acontecimentos positivos já nos primeiros dias de governo são irrelevantes.

As gambiarras dos primeiros pronunciamentos e a informalidade autêntica foram elementos cruciais para o sucesso da campanha. Todavia, o cenário mudou e esse método não se sustenta nesta etapa do jogo. Está-se agora na “primeira divisão”, cara-a-cara com (e contra) profissionais impiedosos e inescrupulosos, que continuarão se aproveitando do menor deslize.

Mais do que nunca é o momento para o Governo nomear um porta-voz contundente e preparado que, como faz Sarah Sanders nos EUA, coloque essa turma em seu devido lugar. Sem isso, a cruzada da imprensa contra Bolsonaro tem sérias chances de se intensificar a ponto de prosperar ao longo dos próximos meses.

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