Entre em contato
Câmara Câmara

Passo Fundo

A Câmara de Vereadores de Passo Fundo está torrando nosso dinheiro em comerciais de TV

Publicado

on

Inserções da Câmara na programação da RBS estão chamando atenção pelo conteúdo e gerando dúvidas sobre a necessidade desse gasto

Assim como a Prefeitura de Passo Fundo, a Câmara de Vereadores gasta muito dinheiro com a comunicação e publicidade na cidade. Além de possuir uma estrutura terceirizada para a manutenção da TV Câmara, mantém um contrato para serviços de publicidade com a agência Referência Comunicação e Marketing, de Passo Fundo, com um gasto definido em R$ 300 mil por ano.

Ainda existe o plano antigo para a implantação de um canal de TV para a Câmara, como exploramos no artigo A Câmara de Vereadores tenta, desde 2013, ter um canal de TV aberta em Passo Fundo. Você sabe o que isto significa? de outubro de 2016.

Quem costuma assistir à RBS, especialmente na hora do almoço, já deve ter testemunhado inserções da Câmara no intervalo comercial em um dos horários mais caros da emissora. Um espaço que, segundo a tabela da RBS, fica por nada mais nada menos do que R$ 1750,00 segundo a tabela abaixo (valores de outubro de 2018):

Tabela de preços da RBS. O Jornal do Almoço é oferecido como “Praça TV 1a Edição”.Tudo para dizer que a “Casa do Povo” está firme e atuante na defesa da população, com cenas de pessoas felizes passeando pela cidade e frequentando as sessões da Casa. Uma peça de ficção, já que a lotação do auditório, exceto em casos polêmicos, junta poucos interessados e o público por lá é formado nos dias normais por assessores e partidários dos vereadores.

Mesmo no mundo online, o conteúdo da Câmara não parece ser muito atraente. Os vídeos no canal oficial do Youtube costumam amargar menos de 20 visualizações durante semanas. Tanto a falta de cultura do acompanhamento das sessões na própria Câmara quanto o baixo interesse online mostram que o gasto elevado com publicidade e anúncios de TV não estão surtindo efeito. É um exagero que precisa ser revisto. É o tipo de prática que anula o já tradicional discurso que exalta a economia da casa legislativa, quando parte do orçamento destinado à manutenção dos 21 vereadores é devolvida para a Prefeitura.

O contrato entre a Câmara de Vereadores de Passo Fundo e a agência de publicidade encerra em 28 de março de 2019. Pelo bem do interesse público, a Casa deveria vir a público com uma maior transparência deste gasto, exibindo planilhas de exibição e execução em rádio e TV das peças criadas, os custos de produção e demais informações para que, juntamente com a população, decida o melhor destino para as verbas publicitárias, bem como o seu valor correto. Afinal, Câmara de Vereadores é um produto sem concorrência.

Passo Fundo

Passo Fundo precisa agora de um Conselho Municipal de Habitação Popular?

Publicado

on

Proposta dos vereadores Luizinho Valendorf (PSDB) e Wilson Lill (PSB) quer reativar o Conselho Municipal de Habitação Popular. Na prática, sabemos o que vem pela frente…

 

Continue Lendo

Passo Fundo

Vereadores aprovam projeto de inclusão que vai onerar empresários e setor público

Publicado

on

Projeto de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT) estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município

As pautas de inclusão sempre aparecem travestidas de “movimento democrático”, no sentido de ampliar os direitos e garantias para a parcela da população. No entanto, é preciso estar atento: na maior parte das vezes, os projetos pouco modificam a realidade desses grupos, pois não passam de ativismo político travestido de políticas públicas. O projeto recentemente aprovado por unanimidade entre os parlamentares na Câmara de Vereadores de Passo Fundo é uma amostra disso.

O Projeto de Lei nº 105/2021, de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT), estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município.

De acordo com a justificativa, a proposta foi construída pela “necessidade de tornar a cidade mais inclusiva e atender aos direitos das pessoas com deficiência”. Nota-se, na própria justificativa do projeto, que os termos utilizados uníssonos nas pautas inclusivas, mas demasiadamente generalista. Quando se quer resolver tudo, na prática não ocorre – ou muito pouco.

O texto da matéria ainda determina para os estabelecimentos públicos e privados que não optarem pela impressão de senhas em braile deverão implantar a senha com aviso sonoro por voz ou identificar, além de disponibilizar um atendente exclusivo enquanto a pessoa com deficiência ou limitação visual estiver no recinto. Parece que os parlamentares desconhecem o comércio da própria cidade, possivelmente a maior parte sendo gerida pelo dono – ou por poucos funcionários. A obrigação, portanto, está fora da realidade.

Embora alguns tenham se posicionado contrário a uma possível oneração do setor empresarial, sobretudo numa economia em fase de recuperação, no voto os parlamentares acabam cedendo: pautas inclusivas ganham um sim até mesmo quando o vereador é, no fundo, contra.

Segundo previsto na redação do art. 3º, o descumprimento ao que dispõe a presente Lei pelos estabelecimentos sujeitará aos infratores às seguintes sanções: I – advertência, em caso de primeira notificação; II – multa de 100 (cem) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de segunda notificação; III – multa de 200 (duzentas) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de reincidência. As sanções pecuniárias decorrentes desta Lei serão aplicadas em favor de políticas públicas para as pessoas com deficiência.

Se o prefeito não vetar a proposta, a proposição entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias contados da data de sua publicação.

A discussão pode ser acompanhada no vídeo a seguir (11:53-28:25):

Continue Lendo

Passo Fundo

A narrativa da fome: até quando a esquerda vai alimentar pautas com dados dissimulados

Publicado

on

Se por muito tempo a dinâmica de luta de classes foi o eixo do pensamento esquerdista, a forma agora aparece em diferentes contornos. Direitos de minorias, invasões urbanas e outras aparecem com frequência nas pautas. No entanto, uma delas tem aparecido com forma nos últimos tempos: a fome.

No artigo “O golpe petista da fome em Passo Fundo“, o articulista da Lócus Jesael Duarte da Silva mostrou como o discurso da fome vem ganhando espaço aqui mesmo em Passo Fundo. recentemente, foi criada a Frente Parlamentar de Combate à Fome na Câmara de Vereadores de Passo Fundo.

Contrastando a informação fornecida pelo vereador petista de que, no Brasil, 119 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, Rodinei Candeia (PL) buscou a fonte dessa narrativa, já que vem sendo reverberada pela imprensa de uma maneira geral. Veja:

Continue Lendo

Assine nossa newsletter

* indicates required

Mais Acessados

Copyright © 2021. Lócus Online.