Estão servindo comida estragada nas escolas de Passo Fundo? Entenda a polêmica

Na Sessão Plenária do dia 10/04/2019, na Câmara de Vereadores de Passo Fundo, a situação da merenda escolas das escolas municipais marcou a discussão entre os parlamentares. Acompanhe os principais pontos levantados abaixo.

Eloí Costa (MDB)

O vereador Eloí levantou a discussão por conta das críticas que a atual gestão municipal de Luciano Azevedo vem recebendo. Informou que esteve visitando 3 escolas e que não recebeu nenhuma reclamação, seja por parte da direção, seja por parte dos alunos. Para Eloí, a crítica não tem qualquer fundamento. 

Rufa (PP)

O vereador Rufa, direcionando sua fala a Eloí, informou que esteve em 35 escolas no ano passado e a situação era bem diferente: algumas recebiam os melhores alimentos, enquanto outras estavam estragadas. Disse que neste ano irá visitar novamente todas as escolas para se certificar. Numa das escolas, a diretora não permitiu que o vereador fiscalizasse por conta da situação. Em 2018, Rufa encaminhou seu relatório ao Ministério Público. 

Eloí Costa (MDB)

De volta à tribuna, Eloí reforçou o que havia falado anteriormente. Mesmo assim, disse que jamais admitiria que comida estragada fosse servida para os alunos. Para isso, será preciso fazer nova fiscalização para se certificar do real estado dos alimentos que estão sendo servidos. 

O vereador Pedro Danelli (PPS), fazendo uso do aparte, comentou que irá entrar em contato com a Secretaria da Educação para se certificar sobre os produtos entregues. 

Para Eloí, Passo Fundo é uma boa cidade e muitas das críticas existem apenas para manchar o legado da atual gestão municipal. 

Alex Necker (PCdoB)

Alex Necker, líder do governo na Câmara de Vereadores, explicou que a licitação para a compra dos alimentos segue orientação de nutricionista que especifica o que é necessário para a dieta das crianças. Quando um alimento é recebido com problema, é imediatamente informado ao setor responsável (setor de nutrição da Secretaria). O vereador ainda informou que nenhum alimento recebido com problemas é servido nas escolas. 

Fazendo uso do aparte, Saul Spinelli (PSB) enfatizou que, se os alimentos forem entregues com problemas, no exato momento da entrega devem ser devolvidos. O Conselho de Alimentação Escolar, que também é integrado pela sociedade civil, colabora com a fiscalização. 

Rufa (PP)

Fazendo uso do aparte durante a fala do vereador Luiz Miguel Scheis (PDT), Rufa declarou que muitas diretoras não denunciam a situação das merendas escolares por medo de perseguição: “As diretoras têm medo de denunciar porque são perseguidas pelos cargos delas”, apontou. 

Ronaldo Rosa (SD)

Ronaldo relatou que faz visitas semanalmente nas escolas e que sempre questiona a situação das merendas escolares. O vereador disse que sempre recebe elogios: “Nenhuma, até hoje, reclamou da merenda escolar”, destacou. 

Denunciou que uma diretora está respondendo a sindicância por ter servido comida estragada de propósito para atacar a gestão de Luciano Azevedo. Para ele, isso não pode ser levado para uma questão política. 

Fazendo uso do aparte, Saul Spinelli declarou: “Diretor que recebe comida estragada e não denuncia é mais responsável do que aquele que entregou”. 

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