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Eduardo Leite troca figurinhas com o comunista Flávio Dino no Quebrando o Tabu

Eduardo Leite

Governadores gaúcho e maranhense participaram do projeto “Fura Bolha”, do site esquerdista com o Plataforma Democrática – Fundação FHC + Centro Edelstein

O governador Eduardo Leite participou no último dia 3 de fevereiro de um episódio do programa “Fura Bolha”, no qual políticos supostamente antagônicos trocam ideias e respondem perguntas elaboradas pela produção.

O “Fura Bolha” é do conhecida plataforma esquerdista Quebrando o Tabu, em parceria com a iniciativa Plataforma Democrática (Leia-se Fernando Henrique Cardoso) e Centro Edelstein de Pesquisas Sociais.

A série de entrevistas já colocou frente a frente Randolfe Rodrigues (REDE) contra Joice Hasselmann (PSL), Janaina Paschoal contra Marcelo Freixo e Sâmia Bonfim (PSOL) contra Kim Kataguiri do MBL em episódios passados (entre outros). Neste episódio, os esquerdistas Eduardo e Flávio brincam com suas contradições praticamente jogando em casa.

Com 41 minutos de bate-papo, o episódio é apresentado no Youtube com o texto “Com visões de mundo e de política bastante diferentes, os governadores Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, e Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, toparam conversar sobre os temas mais variados em mais um episódio do Fura Bolha. Os dois trocaram ideias sobre educação sexual nas escolas, avaliaram a gestão do presidente Jair Bolsonaro e mostraram que é possível duas pessoas com opiniões diferentes conversarem entre si de maneira respeitosa.
O projeto Fura Bolha é uma série de bate-papos entre pessoas conhecidas na sociedade brasileira por pensarem diferente. O resultado tem sido um diálogo saudável e essencial para a democracia. Uma iniciativa do Plataforma Democrática (Fundação FHC + Centro Edelstein) e Quebrando o Tabu.”

Tudo começa com a apresentação do perfil ideológico de cada um, dentro de muita cordialidade, elogios mútuos e sorrisos. Nosso governador reforçou sua social-democracia e Dino lembrou sobre o preconceito que o comunismo sofre no mundo, já que comunismo tem a ver com comunhão (sic).

Destaques:

“Defina o primeiro ano do governo Bolsonaro em uma palavra. Por quê?”

Sobre o primeiro ano do governo Bolsonaro, Dino escolheu a palavra “equívoco” e que até agora não conseguiu achar um rumo certo, além de ser na política um governo desagregador. Leite elogiou a economia, a ministra da agricultura e o ministro da infraestrutura e ainda discutiu com mais veemência a questão do crescimento, negada pelo comunista. Leite preferiu não escolher uma palavra para definir o primeiro ano do governo.

Pergunta para Eduardo Leite: “No segundo turno de 2018 você apoiou Bolsonaro. Tomou essa decisão por cálculo político ou por convicção? Mantém apoio ou se arrepende?”

Leite respondeu que não se arrepende, que a eleição no segundo turno era plebiscitária e todos sabem que seu voto original era do candidato tucano Geraldo Alckmin. Entre as duas opções (apesar de ter uma boa relação com o candidato Haddad e com a Manuela, mas divergente no espectro ideológico) , como o grande problema do Brasil era o econômico, a melhor opção era Bolsonaro.

O programa acabou revelando uma afirmação seríssima: Flávio Dino interpela amigavelmente Leite ao final para “complementar” a resposta chamando Bolsonaro de Nazista:

“Mas eu queria declarar um voto que não houve, mas com muita convicção: se o segundo turno tivesse sido Alckmin e Bolsonaro, eu votaria no Alckmin. E faria campanha para o Alckmin. Porque exatamente… Eu não transijo com nazista, com uma posição extremista de direita.”.

O Fura-bolha encerra com declarações apaixonadas sobre democracia, “ouvir o outro” e diálogo. Eduardo Leite e Flávio Dino, dois primos ideológicos com muito em comum e que quase não simularam diferenças. Mais um episódio da série de aparições de Eduardo Leite no cenário nacional, talvez (por vontade própria ou do partido) alçar voos maiores depois de deixar o governo gaúcho.

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