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Perdemos ou ganhamos as eleições municipais na nossa cidade?

Passo Fundo novamente será comandada pela esquerda, isso porque o movimento de direita e conservador da cidade não aproveitou a oportunidade de mostrar sua voz

Passo Fundo não terá um governo de direita e conservador na próxima legislatura. Nem mesmo a Câmara de Vereadores terá a renovação necessária para mudar a cara da capital do Planalto Médio. Embora tenha havido significativa renovação, com apenas 7 dos atuais 21 vereadores reeleitos, poucos são aqueles verdadeiramente comprometidos com esses valores. A oportunidade concedida pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, preparando o terreno já em 2018 para o recrudescimento de grupos e pessoas que coadunam suas ideias, não foi aproveitada pelos passo-fundenses.

Dos candidatos a prefeito, apenas agrônomo Cláudio Dóro (PSC) postava-se como um político de direita, embora algumas de suas propostas, como a concessão de auxílio emergencial municipal tenha deixado a muitos desconfiados: ficou num honroso terceiro lugar. Marcio Patussi (PDT) é pupilo de Airton Dipp, e até o símbolo do PT colou no peito nas eleições de 2012; foi a aposta de muitos a fim de evitar outros quatros anos da atual gestão, ficando em segundo lugar. O músico Pedro Almeida (PSB) é considerado o “poste” do atual prefeito Luciano Azevedo: num partido explicitamente socialista, não fará diferente do seu antecessor e mentor. Os demais candidatos tiveram votações pouco expressivas.

Novamente Passo Fundo irá lidar com uma avalanche de projetos assistencialistas eleitoreiros, sem qualquer eficácia na melhoria das condições de vida das pessoas, aumento de impostos travestidos de “justiça social” (a votação do IPTU mostrou o nível intelectual da Casa), aumento no valor das passagens, distribuição de secretarias e cargos para partidos e filiados, e assim por diante.

É imprescindível, portanto, que um movimento de direita e conservador em Passo Fundo seja fomentado, com aporte financeiro de grupos de empresários, com a formação sólida de lideranças políticas, com palestras e informações de qualidade, com discussões que possam trazer verdadeiras soluções para as velhas demandas da cidade. Passo Fundo não pode mais esperar as eleições para “escolher” candidato, mas precisa trabalhar imediatamente para formar essas pessoas para as próximas eleições. Em linhas gerais, não só em Passo Fundo, como Brasil afora, a vitória da direita e do movimento conservador passou longe de corresponder às expectativas.

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