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Estaduais/RS

Proibido beijar a noiva? As regras sociais do governo gaúcho estão virando piada

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Governo Eduardo Leite alerta casais “pensando em marcar casamento” sobre o que pode e o que não pode nos eventos sociais

Segundo a burocracia estatal gaúcha em tempos de pandemia, casamentos estão abaixo das regras para “Eventos Infantis, Sociais e de Entretenimento”, CNAE 82,90, 91, 92, 93, com classificação de risco alto.

O aviso ameaçador para quem está pensando em celebrar o arriscado casamento foi publicado nas redes sociais do Governo RS. No site do sistema 3As de monitoramento, os protocolos gerais obrigatórios exigem usar máscara, bem ajustada e cobrindo boca e nariz e manter preferencialmente 2 metros de distância de outras pessoas e nunca menos que 1 metro. Beijar a noiva está fora de questão? Parece que sim.

casamento

A postagem no Facebook você acessa aqui.

Não-vacinados também estão proibidos de casar, ou melhor, de festejar o casamento. Segundo a Portaria SES 391/2021, é obrigatório “Apresentação de Comprovante de Vacinação Oficial (CONECTE SUS) de acordo com calendário de vacinação estadual para público e trabalhadores (Informe Técnico CEVS/SES nº 16/2021);”.

As exigências, na íntegra, você confere neste link.

Para não casar de forma ilegal, a noiva terá a maquiagem borrada por uma máscara, não poderá beijar o noivo e nem mesmo receber abraços dos padrinhos, amigos e parentes. Em meio a uma pandemia que vira do avesso a vida social, regras confusas assim (e que pouca gente respeitará) só servem para gerar ainda mais descrédito na população ou pior: obediência cega em detalhes cada vez mais específicos daqueles que amam o governo em todas as suas façanhas.

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Governo do RS vai gastar R$ 2 milhões em passarelas de anfíbios

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A vereadora Ada Munaretto (PL) denunciou o caso na Sessão Plenária do dia 3 de novembro na Câmara de Vereadores de Passo Fundo

É certo que um gestor público deve tomar decisões acerca de onde investir os escassos recursos estatais, pois as demandas não param. No entanto, é curiosa a menção feita pela vereadora Ada Munaretto (PL) na Sessão Plenária do dia 3 de novembro:

 

Em matéria divulgada no site do Daer ( Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, vinculado à Secretaria de Logística e Transportes), a informação pode ser confirmada. De acordo com a reportagem, a construção de seis passagens de fauna na Rota do Sol (ERS-486), em Itati, foram iniciadas no dia 4 deste mês. As estruturas subterrâneas serão implantadas no trecho da Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa, provocando alterações no tráfego por um período de 20 dias.

“A ação é resultado de estudos realizados pela autarquia entre outubro de 2017 e março de 2018 que revelaram os dados de acidentalidade e atropelamentos de animais silvestres no trecho. O levantamento, determinado por uma ação civil pública, apontou que três espécies de anfíbios existentes no local integram o grupo de animais ameaçados de extinção listados pelo Decreto Estadual 51.797 de 2014. É o caso da perereca-castanhola (Itapotihyla langsdorffii), perereca-risadinha (Ololygon rizibilis) e perereca-macaca (Phyllomedusa distincta).”

De acordo com o biólogo Luiz Carlos de Lima Leite, da Superintendência de Meio Ambiente, as obras vão colaborar para a redução dos índices de mortalidade dos anfíbios, que correspondem a 90% das ocorrências. O diretor de Operação Rodoviária, Sandro Wagner dos Santos, explica que os trabalhos serão realizados com a maior celeridade possível e solicita a compreensão dos motoristas ao trafegarem no trecho durante o mês de novembro. Os serviços coordenados pelo Daer serão executados pela empresa Invicta Engenharia e integram o Programa de Monitoramento de Fauna, vinculado ao licenciamento ambiental da Rota do Sol.

Ao todo, cerca de R$ 2 milhões estão sendo investidos nas ações de proteção à fauna na rodovia, conforme informado pelo diretor-geral do Daer, Luciano Faustino.

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Estaduais/RS

Com diárias de R$ 2.300,00, Eduardo Leite leva comitiva de assessores para a Escócia

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eduardo leite leva

Governador e equipe foram participar da COP 26, Conferência Anual da ONU sobre o Clima

Nosso governador e pré-pré-candidato a Presidência da República foi voar as tranças na Escócia, onde participa da COP26 – conferência da ONU que discute questões climáticas.

É normal ver delegações de governos nacionais nesses eventos, mas o Rio Grande está lá como Estado mesmo, na categoria chamada de “Governos Subnacionais”, para (palavras do governador) mostrar as ações do Rio Grande do Sul no enfrentamento das questões climáticas.

Cada acompanhante da empreitada climática tem direito a 2, 4 ou 8 diárias especiais de 360 euros, o equivalente a R$ 2.331,56 no câmbio de hoje. Os deslocamentos principais são para o período de 1 a 6 de novembro de 2021. Abaixo, os lançamentos no Diário Oficial do Estado com os nomes de alguns integrantes da comitiva e suas funções ou razões para acompanhar o governador:

DO de 26/10/2021

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições, nos termos do inciso I, artigo 2º do Decreto nº 40.879/01 e tendo em vista o que consta no Processo nº 21/0811-0001438-1, AUTORIZA o afastamento da Servidora SUZY RESENDE SCARTON, Id. Func. 4547799/01, lotada na Secretaria da Comunicação, para, no período de 01-11-2021 até 06-11-2021, viajar a Escócia, a fim de assessorar jornalisticamente o Senhor Governador na Missão Glasgow – Clima COP26, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens, com direito ao pagamento de 1,0 (uma) diária regulamentar e 4,0 (quatro) diárias especiais no valor de € 360,00/dia, passagens aérea de ida e volta e despesas com descolamento terrestre.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições, nos termos do inciso I, artigo 2º do Decreto nº 40.879/01 e tendo em vista o que consta no Processo nº 21/0811-0001439-0, AUTORIZA o afastamento do Servidor MAURÍCIO BOZZI TONETTO, Id. Func. 4406702/02, lotado na Secretaria da Comunicação, para, no período de 01-11-2021 até 06-11-2021, viajar a Escócia, a fim de assessorar jornalisticamente o Senhor Governador na Missão Glasgow – Clima COP26, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens, com direito ao pagamento de 1,0 (uma) diária regulamentar, 4,0 (quatro) diárias especiais no valor de € 360,00/dia, passagens aérea de ida e volta e despesas com descolamento terrestre.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições, nos termos do inciso I, artigo 2º do Decreto nº 40.879/01 e tendo em vista o que consta no Processo nº 21/0801-0002516-4, AUTORIZA o afastamento do Secretário Chefe da Casa Civil ARTUR DE LEMOS JÚNIOR, Id. Func. 3049698/07, para, no período de 01-11-2021 até 06-11-2021, viajar a Escócia, a fim de Acompanhar o Governador do Estado na Comitiva Missão Glasgow – Clima COP26, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens, com direito ao pagamento de 1,0 (uma) diária regulamentar e 4,0 (quatro) diárias especiais no valor de € 360,00/dia, passagens aérea de ida e volta, despesas com descolamento terrestre, ressarcimento do seguro viagem e de Testes do COVID-19.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições, nos termos do inciso I, artigo 2º do Decreto nº 40.879/01 e tendo em vista o que consta no Processo nº 21/0804-0000518-5, AUTORIZA o afastamento do Major EUCLIDES MARIA DA SILVA NETO, Id. Func. 2331772, lotado na Casa Militar da Governadoria, para, no período de 01-11-2021 até 06-11-2021, viajar a Escócia, a fim de Acompanhar o Governador do Estado na Comitiva Missão Glasgow – Clima COP26, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens, com direito ao pagamento de 1,0 (uma) diária regulamentar e 2,0 (duas) diárias especiais no valor de € 360,00/dia, passagens aérea de ida e volta, despesas com descolamento terrestre, ressarcimento do seguro viagem e de Testes do COVID-19.

DO de 3/11/2021:

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições, nos termos do inciso I, artigo 2º do Decreto nº 40.879/01 e tendo em vista o que consta no Processo nº 21/0567-0001134-0, AUTORIZA o afastamento da Servidora ISA CARLA OSTERKAMP, Id. Func. 4594916/01, lotada na Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM, vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, para, no período de 02-11-2021 até 11-11-2021, viajar a Glasgow e Edimburgo/Escócia, a fim de participar da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens, com direito ao pagamento de 8,0 (oito) diárias especiais no valor de € 360,00/dia, 1,0 (uma) diária regulamentar, passagens aéreas de ida e volta e despesas com descolamento terrestre.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições, nos termos do inciso I, artigo 2º do Decreto nº 40.879/01 e tendo em vista o que consta no Processo nº 21/0567-0001132-3, AUTORIZA o afastamento da Presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental MARJORIE KAUFFMANN, Id. Func. 2961040/02, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, para, no período de 02-11-2021 até 11-11-2021, viajar a Glasgow e Edimburgo/Escócia, a fim de participar da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens, com direito ao pagamento de 8,0 (oito) diárias especiais no valor de € 360,00/dia, 1,0 (uma) diária regulamentar, passagens aéreas de ida e volta e despesas com descolamento terrestre.

leite highlander

Só pode haver um: nossos tucanos brincam de highlanders na Escócia ao custo do pagador de impostos, que perde a cabeça para fechar as contas do mês. O desempenho dos dois contará pontos nas prévias? Vamos aguardar os raios.

 

Sim, Dória também foi. Mas isso é coisa para os paulistas cuidarem.

São pelo menos R$ 70 mil em “diárias especiais”, sem contar passagens e estadias. Como nesses casos sempre há “algo mais” e procurar as informações na Transparência é sempre difícil para eventos recentes ou em andamento, o gasto para Leite apresentar suas façanhas na ONU poderá bater fácil os R$ 250 mil. Ao final do penúltimo ano de governo, promessa da não-tentativa de reeleição e abertamente pré-candidato ao Planalto em 2022, Leite quer mesmo é aparecer, às custas dos impostos pagos pelos gaúchos.

 

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Estaduais/RS

Eduardo Leite, absorventes e a memeficação da política

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absorventes

Governador adota o discurso do ataque à “Pobreza Menstrual” e cria programa para alunos da rede estadual de ensino. Como isso começou?

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada 10 pessoas que menstruam no mundo deixam de ir à escola durante o período menstrual. No Brasil, uma em cada quatro faltam à escola quando menstruam.

Talvez você já tenha recebido esta informação através da mídia nos últimos meses, quando a questão que ganhou o nome de “pobreza menstrual” começou a ficar popular na arena política brasileira. No Rio Grande do Sul, essas poucas linhas foram capazes de orientar uma política pública com ordenamento de despesas milionárias e muito show de marketing político.

Você já parou para pensar sobre a origem destes números? A ONU fez uma pesquisa no mundo todo e outra no Brasil? A presença das alunas foi monitorada nas escolas? Onde? Por quem? Quantas?

Existe uma publicação da UNESCO de título “Puberty Education & Menstrual Hygiene Management”, ou “Educação na puberdade e gerenciamento da higiene menstrual”, de 2014, mencionando o número “1 em 10” para meninas na África subsaariana. Até então, o foco do estudo estava na análise geral da pobreza e falta de infraestrutura em determinadas populações. São várias as publicações que levantaram números neste sentido.

Pobreza Menstrual no Google Trends: a expressão nasceu em 2019 e não aparece em pesquisas no site antes deste período. Do “nada”, começa a explodir em 2021.

Em maio de 2021, o relatório Pobreza Menstrual no Brasil, desigualdades e violações de direitos, elaborado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), vasculhou os dados de diversas fontes – especialmente do IBGE – e adicionou interpretações ideológicas ao problema da falta de acesso a absorventes por uma parcela da população. Há – no mínimo – uma linguagem diferenciada para questões de gênero, com o indefectível “pessoas que menstruam” e similares, substituindo “meninas ou mulheres” em diversos parágrafos.

Já o “no Brasil, uma em cada quatro” tem uma origem curiosa e bem mais econômica no apuro científico. Trata-se de uma enquete realizada pela empresa de pesquisa de mercado Toluna, por encomenda da bilionária Procter & Gamble, através da sua divisão que fabrica absorventes (Always). Eles fizeram um questionário com 1.124 mulheres e pronto: uma em cada quatro. É o Brasil.

A pobreza menstrual investigada pela Always / Toluna. Marketing Social.

 

Esta única ação de marketing social de uma mega empresa ajudou a aglutinar movimentos que pretendem tirar uma casquinha do problema – que é sério – para colar suas próprias causas identitárias. A pobreza é conhecida em todo mundo, inclusive no Brasil. Todos os dias pessoas deixam de comer, se locomover ou ter higiene adequada por não ter dinheiro. O problema de meninas e mulheres sem acesso a absorventes está inserido em outro maior, com respectivos canais de assistência social que devem ser melhorados a cada dia. As questões que saem da economia e fazem parte da educação e cultura igualmente possuem canais nas três esferas de governo para o correto tratamento.

Veja também: A indústria da assistência social em Passo Fundo.

E o Leite?

Há uma evidente memeficação das causas políticas para chamar a atenção e nosso governador (pré-candidato nas horas vagas) não perde tempo. Lançou o programa Todo Jovem na Escola, que ofertará bolsas financeiras, celulares e absorventes. Essa curiosa mistura foi apresentada em evento especial no Palácio Piratini, cujos detalhes estão no site do Governo RS.

eduardo leite pobreza menstrual

Um card promovendo o programa Todo Jovem na Escola, chamando custeio (material de higiene) de investimento e fazendo um chamado ao “direito humano e de saúde pública”. 

Absorventes e celulares no lançamento do programa no Palácio. Marcas estrategicamente cobertas? 

Antes dele, políticos de diversos partidos incluíram a “pobreza menstrual” em projetos de lei, recomendações e ações, com destaque para uma tentativa nacional (PL 4968/2019) que rapidamente gerou uma narrativa “Bolsonaro veta distribuição de absorventes aos pobres”, a qual durou semanas.

zenaide

Senadora Zenaide (PROS-RN), provando que a memeficação de causas viralizou: Lá do Rio Grande do Norte, a preocupação com o tema. Em seu site: “Zenaide defendeu a aprovação do projeto como forma de combater a pobreza menstrual, problema que se agrava com o aumento do número de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza. No Brasil, uma em cada quatro meninas já faltaram aulas por não ter acesso a absorventes, de acordo com pesquisa Toluna/Always, divulgada em maio. De acordo com a ONU, a pobreza menstrual atinge uma em cada dez mulheres no mundo“.  A publicação é de agosto de 2021.

Em tempo: inserida na discussão do termo “Pobreza Menstrual” está a situação das mulheres encarceradas no sistema prisional brasileiro. Se o Estado não fornece o básico para a a população carcerária em produtos de higiene, é questão para fiscalização (se previsto) ou mudança legal urgente. Um problema vergonhoso, mas é outro problema. Em sinergia, só dá força ao oportunismo ideológico.

Sobre a dignidade da pessoa humana, das meninas e mulheres que sofrem com a falta de qualquer produto, da higiene ao medicamento, da alimentação até a assistência médica: cabe aos governos melhorar (muitas vezes apenas deixando de atrapalhar) os municípios, estados e o país, para que cada vez mais pessoas saiam da pobreza, no geral. Pinçar um problema entre outros para “lacrar” no marketing político é de uma pobreza incrível.

 

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