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RBS TV escolhe a desonra ao silenciar sobre Lula no RS

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Nossa maior rede de TV opta por não informar a população sobre a caravana petista no Estado.

Desde o início da semana, um enorme aparato montado pelo Partido dos Trabalhadores faz um passeio por cidades gaúchas promovendo atos com a presença do ex-presidente Lula, um político condenado na justiça que luta de todas as formas para evitar uma prisão iminente. Entre a guerra de narrativas e a desonra, a RBS escolheu a desonra e perderá a guerra para a internet.

As redes sociais e os aplicativos de mensagem se tornaram a única fonte de informação confiável para milhares de gaúchos, especialmente aqueles residentes nas cidades escolhidas para o roteiro. Evento após evento, uma onda de protestos de grupos contrários aos atos petistas é amplificada, com agricultores levando tratores para as ruas das cidades e pessoas comuns gritando contra os ônibus caracterizados com a identidade visual da ação.

Causa estranheza a posição da RBS. A TV, mesmo com estrutura de suporte local na maioria das cidades, optou por não noticiar a chegada do ex-presidente, nem listar os acompanhantes e lideranças locais endossando o ato político. Em uma das ocasiões, Lula taxou os agricultores que protestavam de “ingratos e caloteiros”. A RBS do Galpão Crioulo e do Campo e Lavoura não deu a mínima.  Não exibiu imagens nem mesmo alimentou a “nave mãe” Rede Globo com os acontecimentos do Rio Grande.

Emissoras do grupo RBS no Rio Grande do Sul: silêncio total sobre o Lula.

O jornal da noite (RBS Notícias) já não conta mais com conteúdo das cidades do interior, em um movimento para conter custos em detrimento da informação do interior para o interior. Quando algo importante acontece, essas filiais remetem material para a exibição na edição estadual, em Porto Alegre. O Jornal do Almoço segue com sua grade que inclui blocos locais, mas também manteve o silêncio sobre a caravana.

Ironicamente, as TVs abertas estão movendo uma batalha contra os meios alternativos de comunicação, catequizando a audiência sobre assuntos como fakenews e robôs das redes sociais. Enquanto isso, pervertem a noção de valor notícia e filtram acontecimentos no noticiário.

A mídia tradicional sangra, mas cai levando dinheiro dos nossos impostos em uma bilionária campanha para doação de kits de TV digital e orientação para a conversão do sistema. Em tempo: Um esforço caríssimo que não tem contrapartida em qualidade: emissoras do interior, como a RBS Passo Fundo, ainda produzem conteúdo em vídeo com padrões antigos, seis anos depois da instalação do sistema de TV Digital na cidade.

A nova realidade na divulgação de informações: pessoas comuns compartilhando imagens ao vivo dos acontecimentos, consumidas, compartilhadas e modificadas com humor por uma legião de desconhecidos. A TV está em pânico.

Como se não bastasse a escolha de assuntos proibidos, o sistema Globo-RBS está dedicando uma enorme parcela da sua grade de programação para a morte (ainda não solucionada) da vereadora do PSOL Marielle Franco (veja aqui e aqui). Seja no discurso ou pela enorme quantidade de funcionários da casa comprometidos com a ideologia representada pelo mesmo partido, a credibilidade dos telejornais segue um caminho para aceitação apenas daqueles que ainda teimam em chamar a empresa de “golpista de direita”.

Globo e RBS apostam na criação e manutenção de uma verdade particular. Nós escolhemos a guerra e a verdade.

 

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