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Eleições 2018: quem abraçará a esquerda para tentar governar o Rio Grande do Sul? Eleições 2018: quem abraçará a esquerda para tentar governar o Rio Grande do Sul?

Estaduais/RS

Eleições 2018: quem abraçará a esquerda para tentar governar o Rio Grande do Sul?

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Num mundo perfeito, candidatos colocariam propostas e aliados na disputa, com interesses em uníssono. Na prática, o processo é uma zorra.

O processo eleitoral de 2018 está chegando e as forças políticas realizam os primeiros ensaios e “namoros” para futuras coligações. Os principais líderes ainda estão no sofá da sala, sem pegar na mão do pretendente. Mas esta fase deverá passar muito em breve. Muito provavelmente, os eleitores mais conscientes terão surpresas desagradáveis (outra vez).

Em 2014, os candidatos ao governo foram os seguintes:

  • Ana Amélia Lemos (PP / PRB / PSDB / SD)
  • Vieira da Cunha (PDT / PSC / DEM / PV / PEN)
  • Tarso Genro (PT / PTC / PC do B / PROS / PPL / PTB / PR)
  • José Ivo Sartori (PMDB / PSD / PPS / PSB / PHS / PT do B / PSL / PSDC) 
  • Roberto Robaina (PSOL / PSTU)
  • Humberto Carvalho (PCB)
  • Estivalete (PRTB)

Votação para Governador no primeiro e no segundo turno no Rio Grande do Sul nas eleições de 2014: vitória de José Ivo Sartori.

O pleito deste ano oferece nomes já confirmados como o do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP) e Mateus Bandeira (NOVO). São candidatos situados mais à direita nos discursos, seja nas ações enérgicas nos problemas que afetam a vida do brasileiro, como segurança ou na luta pela manutenção de um Estado mínimo.

A questão econômica deverá tomar conta do debate eleitoral. Isso porque o Estado que está na pindaíba econômica, atrasando salários e cortando gastos. Enquanto isso, tenta flertar com uma diminuição da máquina através do fechamento de fundações e venda de estatais, além da extenuante renegociação de dívidas com o governo federal.

De qualquer maneira, é preciso ver o todo. Um novo governador (ou um novo governo Sartori, se este concorrer) traz um conjunto de cabeças com orçamentos e canetas na mão, interferindo em diversos aspectos da nossa vida diária. Estas ligações são criadas logo nas definições das coligações e partidos entram em maior ou menor peso. Na vitória, colocam mais ou menos pessoas em diversos cargos.

A tentativa de vitória “a qualquer custo” pode levar candidatos de direita a parcerias estranhas, geralmente apresentadas aos eleitores como um conjunto de esforços para um “estado melhor”, uma composição e sinal de maturidade com decisões acima desse negócio de “esquerda ou direita”. Alguns filiados – os primeiros a descobrirem os novos amigos em tempos de eleição – torcem o nariz. O eleitorado, por sua vez, vota com o pé atrás.

Se os candidatos da direita são apenas dois até agora e o NOVO não pretende fazer coligações por determinação do partido, sobram as atenções para o PP de Luis Carlos Heinze, que talvez não conte com a parceria do PSDB, já que existe a possibilidade do mesmo lançar a candidatura do ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite. Dentro do partido, o PP perderá a presença em palanque do Marcel van Hattem. O deputado partiu de mala e cuia para o Partido Novo, onde tentará uma vaga na Câmara em Brasília.

Eduardo Leite: o ex-prefeito de Pelotas considera FHC uma pessoa bem conectada aos sentimentos das ruas. Resta saber o bairro.

De coringa nesta história ainda entra o PSL em sua novíssima versão bolsonarista. Há quem fuja, mas há quem abrace. O “efeito Bolsonaro” nas eleições estaduais será realmente uma novidade no cenário, com garantia de fortes emoções.

Por último, o eleitor: a peça mais importante das eleições já não é mais a mesma. Anos de informação abundante em canais alternativos e a força da internet criaram um aglomerado de think tanks à brasileira, estrelas da política de hangout e líderes com muito carisma, despontando muitas vezes em suas áreas de atuação profissional (professores, jornalistas, policiais) cativando segmentos e fixando definições. Entre elas, a de que não basta bater em PT para ser de direita e que o roubo ou a corrupção não são os únicos males em um político.

Moral da história: cuidado com o abraço do afogado.

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Gio Krug: “Condenado a 204 anos vira chefe de seção em Governo Leite”

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O vereador Gio Krug (PSD), oriundo da Brigada Militar, ironizou a recente nomeação, pelo governador Eduardo Leite, de Lacir Moares Ramos, conhecido por “Folharada”, para trabalhar na Secretaria de Justiça, Sistema Penal e Socioeducativo como chefe de seção (CC8). Ramos é condenado a 204 anos prisão e sua nomeação saiu no DO/RS de 8 de outubro.

A pena do novo chefe vai até 2152, por ter cometido crimes capitulação nos arts. 121 (homicídio), 157 (roubo), 155 (furto), 288 (formação de quadrilha) e 12 (tráfico de drogas).

Veja, a seguir, o trecho com a fala do parlamentar:

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Covid-19

Ada: “Passaporte sanitário nada mais é do que o cerceamento da nossa liberdade”

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Na Sessão Plenária desta quarta-feira (06), na Câmara de Vereadores, a parlamentar se manifestou acerca da implementação do passaporte sanitário no estado do Rio Grande do Sul

Dado o número de doses de vacinas contra o Covid aplicadas no Brasil, é certo que a grande maioria dos brasileiros optou por tomar a vacina. No entanto, acerca da implementação e exigência de passaporte sanitário a fim de frequentar determinados locais, o tema divide opiniões, até mesmo entre aqueles que se submeteram ao esquema vacinal.

É claro que receber vídeos de locais do mundo em que populares estão se rebelando contra o passaporte sanitário, sobretudo em cidades da Itália e França, pode gerar alguma desconfiança (olhemos, por exemplo, a forma como a questão das queimadas na Amazônia reverberou mundo afora). É um sinal, todavia, de que nem todo mundo irá aceitar passivamente semelhante imposição, o que é para muitos visto não apenas como um ato de cerceamento de liberdades, mas a imposição de uma ditadura sanitária mundial.

No Rio Grande do Sul, o assunto não passaria despercebido. O governo do Estado criou uma regra de transição às atividades que deverão exigir comprovante de vacinação e testagem para operar. Ao invés de adotar imediatamente as novas regras, os empreendimentos poderão permanecer utilizando os protocolos anteriores – respeitando todas as regras – até o dia 17 de outubro. Ao optarem pela regra de transição, os estabelecimentos devem seguir integralmente os protocolos estabelecidos pelo Decreto 56.071, de 3 de setembro de 2021, não podendo ampliar a taxa de ocupação ou outras flexibilizações previstas pelos novos protocolos.

A alternativa, que consta no Decreto 56.120, valerá para locais de eventos sociais, infantis e de entretenimento, como casas noturnas; competições esportivas; feiras e exposições corporativas e similares; shows, cinemas, teatros, casas de espetáculos e similares; parques temáticos e de diversão e similares, consideradas atividades de alto risco de contaminação por coronavírus.

Ada Munaretto (PL) ocupou a tribuna na Sessão Plenária do dia 6 de outubro, na Câmara de Vereadores de Passo Fundo, para se manifestar acerca do tema. Para a parlamentar, o assunto requer uma reflexão acerca da liberdade: “Nós não aceitamos, sob hipótese alguma, esse dito ‘passaporte sanitário’, que nada mais é do que o cerceamento da nossa liberdade”.

Veja, a seguir, o trecho em que a parlamentar se manifesta na tribuna:

Não ao passaporte sanitário

No portal e-Cidadania do Senado Federal é possível que qualquer cidadão crie uma proposta de legislação. Se 20.000 assinaturas apoiando a proposta foram reunidas, a ideia se tornará uma Sugestão Legislativa e será debatida pelos Senadores.

Há em andamento a proposta de Eduardo Santos para impedir a implementação do passaporte sanitário. Até o momento (07/10, 22h06), apenas 2.087 votos estavam contabilizados em apoio à proposta.

São Paulo

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL), autora do pedido de Impeachment contra Dilma Rousseff, apresentou no dia 1º deste mês um projeto de lei que proíbe a exigência de comprovante de vacinação contra Covid-19 – o chamado “passaporte sanitário” – para acesso a locais públicos ou privados no estado de São Paulo.

O PL 668/2021, que foi publicado no dia 2 no Diário Oficial do estado, também veda a exigência do comprovante como requisito para a realização de atendimento médico ou ambulatorial nos serviços de saúde públicos ou privados; para ingresso nas escolas públicas ou privadas; e para o desempenho das funções de servidores públicos.

Na justificativa da proposta, a deputada argumenta que nenhum subscritor do PL é contrário à vacinação, porém os parlamentares consideram que ninguém pode ser submetido a um procedimento contra sua vontade. O projeto de lei é assinado em conjunto com outros deputados, como o Coronel Telhada (PP), Delegado Olim (PP), Leticia Aguiar (PSL) e Major Mecca (PSL).

Câmara dos Deputados

Em março deste ano, o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) havia proposto o Projeto de Lei 959/21, que altera a Lei de Vigilância Epidemiológica para criar o Passaporte Digital de Imunização – documento disponível em meio eletrônico que ateste a vacinação do portador contra doenças infecciosas. O objetivo seria o de aumentar o controle sanitário sobre locais com aglomeração de pessoas. O texto, no entanto, foi arquivado a pedido do autor.

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Estaduais/RS

Eduardo Leite faz do 20 de Setembro espaço para luta racial

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lenço branco

Evento especial no Palácio Piratini teve música e declamação de poesias com temas sobre o negro na história gaúcha

“Um 20 de Setembro muito especial e marcante, com a força da mulher negra gaúcha representada pela patrona Liliana Cardoso”. Assim foi apresentado o último post no Facebook do governador Eduardo Leite, sobre o encerramento das reduzidas festividades farroupilhas em época de pandemia, no Palácio Piratini.

Liliana Cardoso foi escolhida Patrona dos Festejos Farroupilhas deste ano e, em paralelo, promoveu durante o evento o seu livro entitulado “A Matriz da Cultura Negra no Gauchismo”.

 

eduardo leite

Em outro post, Leite luta por uma “sociedade mais justa e igual”, ainda no contexto das festividades farroupilhas.

 

Para não perder a viagem, comentários que remetem ao cenário nacional

Divulgando fotos da extinção da Chama Crioula, o governador adicionou:

Encerramos os #FestejosFarroupilhas 2021 com um importante e simbólico desfile, sem público e com número de participantes reduzido. Mas estes cavalarianos, homens e mulheres, representaram o orgulho que todos nós, gaúchos, sentimos pela nossa história.

Se há quase 200 anos o RS se levantava contra as injustiças, travando uma guerra em torno dos ideais farroupilhas, nos tempos atuais, o enfrentamento é outro. A coragem e a ousadia é justamente nos opormos à cultura da guerra, do enfrentamento que nos divide.

Que a chama da união da Semana Farroupilha permaneça acesa em cada um de nós e que as nossas façanhas possam sem construídas em torno da paz, do equilíbrio, da sensatez.

Desde o início da Semana Farroupilha, o governador tem aproveitado para “colar” suas ações governamentais, sempre divulgadas como certeiras e de sucesso, ao tema da revolução. No final, não foi diferente: até as pedras sabem o endereço de entrega de qualquer mensagem sobre “guerra e enfrentamento”.

 

Acima: governador Eduardo Leite e a Secretária de Cultura do RS Beatriz Araújo recebendo o livro “A Matriz da Cultura Negra no Gauchismo” das mãos da autora Liliana Cardoso.  Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini.

Aqui, outra visão sobre a cultura gaúcha em post da mesma secretária, em 2017, quando defendia a reabertura da Queermuseu, em Porto Alegre.

 

O governo Leite praticamente fundiu o movimento tradicionalista gaúcho com o movimento negro nesta edição da Semana Farroupilha. Nas comemorações finais e pela ótica do segundo, fez considerações sobre o papel do negro no Rio Grande do Sul, revisionismo do infame caso dos Lanceiros Negros durante a revolução e muito discurso que remete a luta de classes, com desejo permanente de representatividade. Pode ser apenas o acaso, mas também um capitulo da escalada de Eduardo Leite para se firmar entre minorias, rumo a outro palácio, o do Planalto.

Alceu Collares

PS. Apesar da limitada cobertura dos eventos com transmissão da TVE e postagens nas redes sociais do governador e do Governo RS, parece que não há, no contexto da celebração do papel do negro no RS neste evento, qualquer menção ao ex-governador Alceu Collares, primeiro governador negro do RS (1991-1995). Uma lástima.

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