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É de Goiás a nova Secretária de Educação do Rio Grande do Sul, escolhida pelo governador Eduardo Leite

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Professora, Raquel Teixeira foi responsável pela mesma pasta no estado de Goiás, além de pertencer ao Conselho de Gestão da Educação de São Paulo

O governador Eduardo Leite fez uma pequena reforma em seu secretariado anunciada nesta terça, 9 de março. Faisal Karam deixa a pasta e volta para a Assembleia Legislativa como deputado estadual. Em seu lugar, a professora de Goiás Raquel Teixeira. O site do Governo RS informa o currículo:

A professora Raquel Teixeira tem uma extensa carreira de serviços prestados na área da educação. Natural de Goiânia, é PhD em Linguística pela University of California, Berkeley, é graduada em Letras e mestre em Letras e Linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Também tem especialização em Etnolinguística pela Universidade Federal de Goiás e pós-doutorado em Língua e Cultura pela Escola de Altos Estudos de Paris. É membro fundadora e integrante do Comitê Técnico do Todos pela Educação, integrante da Academia Feminina de Letras de Goiás e integra o Conselho de Gestão de Educação de São Paulo. Nos últimos 20 anos, foi secretária de Educação, secretária de Ciência e Tecnologia, secretária de Cultura e secretária de Esporte em Goiás, além de conselheira do Conselho Nacional de Educação e deputada federal por oito anos. Durante a gestão como secretária de Educação, Goiás foi o único Estado que bateu todas as metas do Ideb e ficou três vezes em primeiro lugar no Ideb do Ensino Médio em sete edições. O secretário Faisal Karam assumirá como deputado estadual.

Tem mais

Raquel Teixeira é filiada ao PSDB desde 1999. Foi deputada federal pelo partido entre 2003 e 2011, além de ter concorrido ao cargo de vice-governadora de Goiás em 2018. Sua chapa pura com o tucano Zé Eliton ficou em terceiro lugar, com 13,73% dos votos (407.507) em uma eleição que deu vitória para Ronaldo Caiado no primeiro turno (59,73%).

Problemas com o Núcleo de Combate a Corrupção do Ministério Público Federal de Goiás

Em 2011, o MPF/GO ofereceu denúncia à Justiça contra a então ex-secretária de educação Raquel Teixeira. Ela teria comprado gêneros alimentícios sem licitação, usando verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Em maio de 2020, Raquel Teixeira foi multada em R$ 7 mil por irregularidades nos contratos temporários da Educação.

Em julho de 2020, o MP-GO pediu o bloqueio de bens da ex-secretária por ato de improbidade administrativa, por suposta contratação irregular de servidora até o ano de 2018. O pedido de bloqueio é do valor de R$ 501 mil.

Raquel Teixeira e o empoderamento feminino

Em evento ocorrido na cidade de Itumbiara em março de 2018, a secretária falou sobre empoderamento feminino, na qualidade de secretária de Educação, Cultura e Esporte. Do site oficial do Estado de Goiás, retiramos o destaque nas falas de Raquel para o público:

Raquel Teixeira abordou a trajetória de mulheres de grande importância para a história mundial, como as escritoras Betty Friedan, Simone de Beauvoir e Chimamanda Ngozi. Também falou sobre a pesquisadora ganhadora de dois Prêmios Nobel (química em 1911 e física em 1903) Marie Curie e a filósofa Judith Butler. As experiências das brasileiras Nísia Floresta, Luiza Trajano, do Movimento Mulheres do Brasil, e da cientista goiana Celina Turchi foram destaques.

A nova secretária tem problemas no currículo e considerações peculiares na área ideológica (para dizer o mínimo). Mais uma pedra no sapato daqueles que fizeram carreira na “luta” contra ideologia de gênero em tempos passados, defenderam (e defendem) Eduardo Leite com unhas e dentes e hoje precisam conviver com colegas dinâmicos. Presencial, remota ou híbrida, a educação gaúcha precisará de atenção redobrada por parte de pais e comunidade pelos próximos dois anos.

Raquel Teixeira dando RT em tweet de Luciano Huck sobre Eduardo Leite, em 21 de fevereiro. Deve ser coincidência. Confira aqui

PS. Fica a curiosidade: com tantos nomes qualificados na educação gaúcha, qual é a razão para o governador buscar profissionais – colegas de partido – em outros lugares do Brasil? Seria uma “nacionalização” no seu entorno, com vistas ao Planalto em 2022?

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