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Eduardo Leite: um político refém das próprias mentiras contadas na campanha eleitoral

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Além das dificuldades naturais do estado do Rio Grande do Sul, o Governador enfrenta um eterno esqueleto no armário, com descrédito por parte da população

O Rio Grande do Sul hoje vive uma das maiores crises de sua história e não consegue pagar o funcionalismo em dia. Por outro lado, o candidato Eduardo Leite deu a entender na campanha eleitoral que teria como resolver, bastaria “tirar a bunda da cadeira”.

O “tirar a bunda da cadeira” chegou a virar frase motivacional  de parte da equipe de campanha do candidato, que estampou camisetas com a frase, dita em um dos debates na TV Bandeirantes.

A arte da velha política também consiste em falar sem dizer, para depois dizer que não falou. O candidato tucano foi agressivo, irônico e até grosseiro em debates com o concorrente Sartori, vendendo para o eleitor a ideia de facilidade para a resolução dos problemas e a incapacidade e anacronismo do concorrente. As pessoas acreditaram e o candidato da promessa de “colocar em dia os salários no primeiro ano de governo”, venceu.

Sim. Eduardo leite prometeu diversas vezes em campanha que resolveria o problema dos salários no primeiro ano de governo. Não apenas declarou diversas vezes no programa eleitoral mas também nos debates televisivos, como no realizado pela RBS TV quase no final da campanha.

Nós compilamos algumas dessas falas no vídeo abaixo. Leite promete claramente para senhoras que resolveria o problema. Não há dúvida: Leite mentiu.

 

https://www.facebook.com/locusonline/videos/541908253259261/

 

Uma cópia deste vídeo foi postada na página de Mateus Bandeira, que disputou com Leite as eleições no primeiro turno em 2018 pelo Partido Novo e fez 200.888 votos, ficando em quinto lugar. Até a elaboração deste texto, o post contava com 2.400 reações, 370 comentários, 3.000 compartilhamentos e 76 mil visualizações.

Leite também fala sem dizer que tem uma visão pessoal favorável a vários assuntos polêmicos em nossa sociedade, como liberação das drogas. Não consegue dizer nem sim nem não, mas que a sociedade “precisa discutir”. No processo, tem em alta conta seu grande nome do partido – Fernando Henrique Cardoso – ex-presidente que há muito quebra o tabu sobre o tema.

Adotando um quase vitimismo, queixou-de muito de fakenews durante a campanha eleitoral e de acusações infundadas. De fato, Leite foi atacado em sua vida pessoal e honra com fotos de baixo nível nas redes. Mas a percepção popular sobre a sua ideologia era em certos círculos negativa, tanto que ele chegou a se reunir com pastores em um restaurante para “repor a verdade” sobre assuntos como (ideologia de) gênero e drogas.

Acima: Leite e os pastores. Seria de bom tom para os religiosos uma revisão das políticas deste governo em diversos setores, fica a dica.

 

Salários de outubro: pagamento até 13 de dezembro.

Sendo praticamente impossível honrar a promessa, infelizmente podemos dizer que sim, que Eduardo Leite mentiu na campanha eleitoral sobre pagar os salários em dia no primeiro ano de governo. Só um milagre colocará o dinheiro no bolso dos professores e policiais a tempo para que o governo entre em 2020 com a situação em dia.

Veja também: Cartilha da Reforma: leitura obrigatória para todos os cidadãos gaúchos e O Rio Grande do sul, mais uma vez, será governado pela esquerda.

O eleitorado é vítima de um sistema político que protege demais os candidatos nas eleições, não permite o debate livre “cara a cara” entre adversários e engessa debates de TV com perguntinhas enlatadas e regras pré-combinadas com os partidos. Sem falar na imprensa, que passou décadas sem conseguir falar abertamente sobre candidatos. Este cenário, somado ao fator “malandragem” dos nossos representantes, favorece o estelionato eleitoral branco, sem punições imediatas e erros que um bom banho de marketing quase sempre resolve, quatro anos depois.

O governo do Estado precisa sair da crise moral para enfrentar a financeira, com transparência e isolamento das questões eleitorais de 2020. Do contrário, nosso destino será a falência total.

 

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Quem dá suporte ao governador na vacinação de crianças sem prescrição médica no RS?

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vacinação de crianças

A decisão foi divulgada como “pactuada” com a Comissão Intergestores Bipartite (CIB), fazendo coro com outros estados que adotaram a mesma medida

Há um claro embate entre o Governo Federal e os estados na questão sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra o COVID. A briga se concentrou nos últimos dias na provável exigência de prescrição médica para a aplicação, defendida com veemência pelo ministro da saúde Marcelo Queiroga. A prática é vista como obstáculo para a vacinação pelos defensores estaduais das vacinas. 

Até o STF entrou na discussão, pedindo esclarecimentos do Governo sobre a exigência de prescrição médica e autorização dos pais para a vacinação, além da realização de consulta pública sobre o tema.

Vacinação de Crianças no Rio Grande do Sul

No dia 27 de dezembro, as redes sociais do Governo RS divulgaram a seguinte nota:

A @saude_rs determinou que a vacinação contra a Covid-19 será feita em todas as crianças de 5 a 11 anos que forem levadas pelos pais ou responsáveis aos pontos de vacinação do (SUS), sem exigência de prescrição médica.

A decisão foi pactuada pelos integrantes da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e segue a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relativa ao uso da vacina Comirnaty, produzida pelo consórcio Pfizer-BioNTech, para imunização de crianças.

O anúncio ocorreu após diversas oitivas com entidades de classe e sociedades de profissionais, comitê científico e equipe técnica da SES.

Para a aplicação do imunizante, será exigido um documento de identificação oficial da criança para fins de registro. Todos os pontos de vacinação deverão observar os grupos etários e o esquema vacinal aplicável no momento da administração. A SES estima que o público entre 5 e 11 anos no Estado seja de 964.273 pessoas.

O link para a notícia completa está no site da Secretaria de Saúde.

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) é uma daquelas entidades formadas aos moldes de “conselhos”, com membros vindos de diversos órgãos. Todos os estados possuem uma CIB e elas foram criadas, na maioria, nos anos 90, por determinações legais do Ministério da Saúde. É difícil para o cidadão “comum” entender as atribuições e até os motivos da existência. Os textos que explicam isso tudo são carregados de termos técnicos;  muito resumidamente, é um local para tomada de decisões na área de saúde, na relação entre os governos federal e estadual.

Leia o Regimento Interno da CIB/RS, aqui.

A presidente da CIB/RS é a Secretária de Saúde Arita Bergmann. São vários membros, mas a maioria vem da própria Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul – COSEMS-RS, presidido atualmente pelo secretário de saúde de Canoas, Maicon de Barros Lemos.

 

 

Só em 2021, foram emitidas mais de 500 resoluções sobre assuntos diversos de saúde e gestão de recursos pela CIB. A que avaliou a questão da vacinação de crianças (506/21) foi publicada no site da Secretaria de Saúde em forma de PDF imagem, praticamente um “Xerox”de um impresso. É o tipo de coisa que dificulta a leitura e pesquisa.

vacinação em crianças

Resolução da CIB: para vacinar, basta a criança estar acompanhada do pai ou responsável. O “respaldo do respaldo” vem do Comitê Científico e Grupo Técnico de Saúde de apoio a COVID-19, Centro de Operações de Emergência (COE) do RS, Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), Sociedade Brasileira de Imunologia, Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Pediatria.

A incrível capilarização das informações

O endosso das ações de saúde – incluindo a decisão de vacinar crianças sem prescrição médica – é realizado em camadas inacessíveis ao cidadão comum, restando ao mesmo confiar no que foi divulgado pelo governo nos canais oficiais. Resoluções apenas com a assinatura da secretária de saúde comunicando decisões e a falta de divulgação “do que foi pensado antes”, quem foi contra e a favor nas reuniões, suas pautas e quem realmente discute a matéria (é sabido que em alguns conselhos similares há integrantes que apenas assinam o nome) ameaçam a democracia em tempos de pandemia e grande divisão nacional.

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Tchequinho: “Governador é racista e homofóbico”

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Para o parlamentar: “Mais homofóbico do que esse governador não existe no Brasil”

Acompanhando o pronunciamento do vereador Nharam Carvalho (DEM), Tchequinho (PSC) também utilizou a tribuna para criticar a recente postagem de Eduardo Leite sobre a nomeação da desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira para presidência do Tribunal de Justiça do estado do Rio Grande do Sul, no biênio 2022/2023. Ela será a primeira mulher a assumir o cargo na história da corte.

Veja, a seguir, o trecho com a fala do parlamentar:

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Nharam: “Governador é preconceituoso, discriminador e racista”

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Vereador criticou recente postagem do governador Eduardo Leite referente à nomeação de Iris Nogueira como presidente do TJRS

Na Sessão Plenária do dia 07 de dezembro de 2021, o vereador Nharam Carvalho criticou a recente postagem do governador Eduardo Leite em que faz referência à nomeação da desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira para presidência do Tribunal de Justiça do estado do Rio Grande do Sul, no biênio 2022/2023. Ela será a primeira mulher a assumir o cargo na história da corte.

Quanto à nomeação, é certo que se faça menção. No entanto, estranha a utilização dos termos típicos de um militante. Veja:

Para Nharam, a postagem do governador é um ato de discriminação: “Precisa dizer que a pessoa que está sendo nomeada é negra e mulher? Precisa ele falar isso? Não precisa. Nós estamos vendo que é uma pessoa negra. A capacidade está levando ela ao cargo, e não pelo falo de ela ser negra ou ser mulher”.

Além de infeliz comentário, segundo Nharam, o governador está mostrando com todas as letras que é preconceituoso, é discriminador e é racista. Veja:

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