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Segundo Bolsonaro, ações adotadas em municípios como Passo Fundo são histéricas

Em meio a crise que beira entre desinformação e histeria, sendo que grande parte acaba sendo utilizada por grupos que são contrários ao atual governo, Bolsonaro grava entrevista para explicar o assunto.

Veja a mensagem de Bolsonaro na íntegra

Tempos do vídeo: 26:05 até 26:36 e 27:23 até 28:16

Em entrevista para o programa do Ratinho, publicada no youtube em 20 de março deste ano, Bolsonaro deixa claro que não compete aos governadores e prefeitos o decreto de interdição de shoppings, aeroportos, estradas ou igrejas.

“Para dar uma satisfação para o seu eleitorado, toma providências absurdas como te falei agora há pouco, fechando shoppings. Tem gente que quer fechar até igrejas.” [..] Até porque a garantia de culto [..] é garantido pela Constituição, não pode um prefeito ou governador achar que não vai mais ter culto.”

 

Mas foi exatamente o que fez o prefeito de Passo Fundo Luciano Azevedo em 20 de Março, conforme decreto DECRETO 032/2020 e demais aditivos:

 

 

Página 2 do decreto 032/2020

 

A incompetência da prefeitura de Passo Fundo sobre o caso em alguns exemplos

1) Carro de som

No momento em que esse artigo é escrito, um carro de som anda pela cidade com recomendações de isolamento social, dicas de higiene como passar alcool gel e com a mensagem final “Prefeitura de Passo Fundo, cuidar da cidade é cuidar das pessoas”. Não por coincidência um slogan político municipal.

2) Imagens postadas em redes sociais com informações sem fonte

Nenhum estudo encontrado apresenta o número de pessoas que serão “salvas” pela medida ficar em casa, tendo em vista que nenhuma pesquisa até agora apresenta de forma precisa a taxa de mortalidade ou a taxa de contágio. Os números foram completamente inventados.

Acima: Imagem publicada em rede social com informações sem fonte 

3) Decreto CTRL+C e CTRL+V

Para demonstrar a total incapacidade da tomada de decisão e execução da prefeitura de Passo Fundo, vejam o artigo 10:

Art. 10 – Fica limitado o acesso de pessoas a velórios e afins a 30% (trinta por
cento) da capacidade máxima prevista no alvará de funcionamento ou PPCI.

O que na primeira leitura causou estranheza foi resolvido com uma simples pesquisa no Google pela exata redação do parágrafo. Veja que a Prefeitura que está tão preocupada com as pessoas foi INCAPAZ de escrever uma redação especificamente voltada para o município de Passo Fundo – ou, no MÍNIMO, foi feito às pressas.

4) Ficar preso em casa pode não frear a doença

É o que afirma o Deputado Osmar Terra, gestor público responsável pelo enfrentamento durante a epidemia do vírus H1N1.

“Tem uma campanha na internet, dizendo ‘fique em casa, não saia de casa’. Eu quero dizer que isso não vai interferir na evolução da epidemia. Suspender aula não muda a evolução da epidemia. Eu tenho trabalhos publicados, são cinco trabalhos se não me engano, em todas as pandemias que ocorreram, principalmente nas últimas, sobre suspensão de aulas e resultado da evolução da pandemia. Não adianta nada. Isso é muito mais para o gestor dizer que está fazendo alguma coisa, do que para ajudar a população” (Osmar terra, em discurso na câmara)

E está errada a decisão do Prefeito?

“A chuva está vindo aí, você vai se molhar, agora se você botar uma capinha aqui passa, agora se você entrar em parafuso, você vai morrer afogado em baixo da chuva.” (Bolsonaro, em entrevista)

Em 20 de março todas as pessoas já falavam sobre o vírus, estavam preocupadas, em grande parte tomando medidas de higiene, já bastante assustadas pelo noticiário. Quem podia, já buscava parar de trabalhar por conta própria. As pessoas que seguiam trabalhando precisavam trabalhar. O que sobra para quem agora é proibido de trabalhar por conta do decreto da Prefeitura?

A ânsia de fazer algo sem estratégia e inteligência só para manter as aparências políticas, trará sem dúvidas consequências graves para o Município – e em especial para a sua população. É como quando o remédio é pior do que a doença.

  • Quem são os maiores prejudicados por uma parada dessas? Pessoas mais ricas ou pessoas mais pobres?
  • Você acha que as empresas que irão falir nesse período de parada total não são compostas de pessoas?
  • Quantos funcionários serão demitidos?
  • Quantos aluguéis que são renda de outras famílias serão cancelados?
  • Quantos brasileiros tem reserva de emergência ou dinheiro guardado para aguentar semanas ou meses sem trabalhar?

Enquanto trabalhava-se no campo da orientação, conscientização e organização, as ações da Prefeitura eram legítimas. Mas agora, ao proibir as pessoas de trabalhar e parte do comércio de funcionar, a Prefeitura certamente cruzou uma linha sem volta.

Qual o próximo passo? Proibir e multar as pessoas ao sair na rua?

A Itália já está atuando nesse sentido. Os governantes já perderam a noção do que tem direito de fazer e do que não tem. Como o próprio Bolsonaro disse, fechar igrejas já é inconstitucional, mas foi feito mesmo assim. Estamos a um passo de sermos proibidos de sair de casa, perdendo uma das liberdades civís mais fundamentais que temos. Matheus Wesp, um destacado político local, já está preparando o próximo passo:

 

Agir solidariamente de forma compulsória. O novo método está lançado.

 

 

Nós nos acostumamos com tudo

“Eu vou lhe dar um exemplo. Quando Luiz XIV quis formar o seu exército, ele teve que ir pessoalmente de cidade em cidade, pedindo pelo amor de Deus para que se alistassem. E conseguiu criar um exército de 144 mil pessoas, que era o maior da Europa. Quando veio a Revolução Francesa, então se criou o recrutamento militar obrigatório, e em questão de algumas semanas você tinha um exército de um milhão de pessoas. [..] Hoje o serviço militar obrigatório nos parece uma coisa inteiramente normal, nós nos acostumamos com esse privilégio da autoridade, então já não nos parece opressivo. Porque nós nos acostumamos com tudo.”

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