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Covid-19

Relatório afirma que vacinação em massa irá retomar a economia. Será?

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O Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do mês de março, divulgado nesta segunda-feira (22) pela Instituição Fiscal Independente (IFI), afirma que a demora na vacinação traz maior impacto econômico. O trabalho, no entanto, soa mais como discurso político do que relatório técnico

“Quanto mais tempo o governo demorar a vacinar a população, maior será o impacto econômico”, é como alerta o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do mês de março, divulgado nesta segunda-feira (22) pela Instituição Fiscal Independente (IFI). São 74 páginas que apontam que cada mês de isolamento social necessário para conter o avanço pandemia significa um ponto percentual a menos no crescimento do produto interno bruto (PIB).

Para o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto, as perspectivas de recuperação da economia (e das receitas, consequentemente) estão diretamente associadas ao sucesso no combate à pandemia. “A vacina é o passo zero ainda não dado para valer”, apontou.

Esse também foi o discurso de Paulo Guedes recentemente. A vacinação em massa, como forma de retomar a confiança no Brasil, foi defendida no último domingo pelo ministro da Economia. Em uma live na internet, admitiu que a vacinação é a melhor política fiscal, a mais barata e a de maior impacto sobre a oferta.

O relatório do IFI aponta risco de recessão técnica no primeiro semestre. O texto diz que, caso o PIB registrasse variação nula em todos os trimestres de 2021, a atividade econômica ainda apresentaria crescimento de 3,6% no ano, graças à “forte herança estatística positiva” do último trimestre de 2020. Mesmo assim, segundo o RAF, a projeção atual é menor e está em 3%.

Como o primeiro semestre do ano deve ter desempenho fraco, a estimativa depende de uma recuperação no segundo semestre, que, por sua vez, depende da vacinação. O recrudescimento da crise sanitária, segundo o IFI, pode provocar rodada de revisões baixistas para o PIB.

O recuo do PIB em 2020 foi de 4,1% em 2020, com desaceleração no quarto trimestre influenciada pela redução do auxílio emergencial. Segundo o relatório, a aceleração da inflação e o avanço da pandemia contribuíram a diminuição do consumo. O resultado ficou acima da estimativa apresentada no RAF de fevereiro, de -4,5%, e poderia ter sido pior sem o auxílio emergencial.

O relatório também trata da elevação da taxa Selic em 0,75 ponto percentual em 17 de março, de 2% para 2,75% ao ano. Segundo o texto, a redução da percepção do risco fiscal, a condução responsável do país na pandemia e a aceleração da imunização da população poderiam contribuir para atenuar as pressões sobre a taxa de câmbio e a elevação dos juros.

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 13,9% da força de trabalho no quarto trimestre de 2020, três pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Esse resultado, segundo o IFI, reflete o declínio da força de trabalho e da população ocupada. A taxa só não foi maior, como aponta o relatório, porque parte das pessoas que perderam o emprego deixaram a força de trabalho.

É certo que o impacto econômico gerado com as medidas adotadas contra a pandemia afetaram significativamente o crescimento econômico e os índices correlatos. De qualquer forma, o discurso de que a vacinação irá condicionar a retomada do crescimento econômico não parece satisfatório, isso porque governadores e prefeitos precisam fazer a sua parte e dar condições (leia-se “não proibir”) para que as pessoas trabalhem e a economia local volte a funcionar como antes.

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Lei pra inglês ver: Na Câmara, norma de visitação é violada no mesmo dia

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Conforme noticiado por vias oficiais, o vereador Evandro Meireles (PTB) reassumiu a presidência da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (24), coordenando mais uma reunião da Comissão Representativa, que atua no período de recesso parlamentar. Na oportunidade, foi editado e assinado um novo Projeto de Resolução, nº 10/2022, intensificando as medidas de prevenção a Covid-19, especialmente através do controle de circulação do público nas dependências do Legislativo. A principal mudança é a limitação de um visitante por vez, em cada gabinete.

Conforme Meireles, a medida se faz necessária para que a Câmara siga com suas portas abertas, mantendo o atendimento à população, porém com todos os cuidados necessários frente a Covid-19:

“Desde o início da pandemia, a Câmara vem mantendo todos os cuidados, todas as pessoas que chegam precisam fazer a higienização e usar a máscara e, agora, diante do recente aumento nos casos de contaminação, juntamente com a Mesa, decidimos editar essa nova resolução, limitando a quantidade de pessoas visitando os gabinetes, garantindo que não haja aglomeração nas dependências da Casa”.

No entanto, parece que a norma foi violada em seguida. Também noticiado pela Comunicação da Casa, Meireles recebeu, na tarde da mesma segunda-feira (24), a visita do Rotary Club de Passo Fundo Planalto Médio, através do seu presidente, Zilmar Bastos Junior e da coordenadora do banco de cadeira de rodas do clube, Reialda Almeida. Na oportunidade, Zilmar e Reialda apresentaram os trabalhos realizados pela instituição, todos projetos sociais, sem fins lucrativos.

E a regra de “um visitante por vez”?

Evandro Meireles (PTB) recebendo a visita do Rotary Club de Passo Fundo Planalto Médio, através do seu presidente, Zilmar Bastos Junior e da coordenadora do banco de cadeira de rodas do clube, Reialda Almeida. E a regra de “uma pessoa por gabinete”? (Foto: Comunicação Digital/CMPF)

 

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Em busca da autonomia médica em tempos de pandemia

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Interessante manifestação em apoio à decisão do senhor Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Dr. Hélio Angotti Neto, foi criada recentemente. Trata-se de abaixo-assinado pela rejeição das DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA O TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA COVID-19 (HOSPITALAR E AMBULATORIAL), que funcionariam como um recurso para proibição e restrição da autonomia dos médicos e dos pacientes, ferindo, portanto, preceitos fundamentais da liberdade do indivíduo. O visou garantir a liberdade do médico, em conjunto com seu paciente, para receitar os medicamentos que entender serem os melhores e mais adequados.

A decisão, publicada por meio da Nota Técnica SCTIE/MS nº 04/2022, está disponível em: http://conitec.gov.br/images/Audiencias_Publicas/Nota_tecnica_n2_2022_SCTIE-MS.pdf. O documento possui 45 páginas.

De acordo com a manifestação, o documento assinado pelo Dr. Hélio Angotti Neto expõe que critérios adotados para decidir contrária ou favoravelmente às recomendações para diferentes abordagens profiláticas e terapêuticas não foram uniformes, além de apontar para potenciais conflitos de interesse de parte dos membros que propuseram as diretrizes (conflitos esses que merecem a devida apuração e investigação).

Segundo manifestantes, aqueles que são contrários ao uso de medicamentos reposicionados nessas condições se esquecem que essa conduta é comum na prática clínica e querer interferir indevidamente no ato médico é ilegal e sem amparo jurídico. Ao contrário, os médicos que utilizam esses tratamentos são respaldados pelo CFM através da resolução 04/2020.

De forma agressiva, destemperada e organizada com a qual reagiram algumas sociedades de especialidades e a Associação Médica Brasileira, que mantém estreito relacionamento com as indústrias farmacêuticas, é uma evidência incontestável da relevância da decisão tomada, de maneira séria, imparcial e corajosa, pelo gestor do Ministério da Saúde. 

A Nota Técnica SCTIE/MS nº 04/2022 implica a garantia para que estudos adequados prossigam normalmente, de forma descentralizada, sem demonização e politização de determinados tratamentos ou supressão da autonomia de escolha entre médicos e pacientes.

A manifestação pode ser apoiada no link a seguir, que já possui, no momento desta publicação, mais de 5 mil assinaturas: ABAIXO-ASSINADO.

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Cinema

Não olhe jamais para os lados.  Um conto jamais visto na Netflix.

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Talvez seja oportuno assistir a “Não Olhe Para Cima”, filme novo com Leonardo Di Caprio e Jennifer Lawrence, disponível na Netflix, antes de ler este texto.

Ao que parece, os telescópios em 2019 não encontraram nenhum asteroide vindo em direção da Terra.  Ainda bem, porque microscópios identificaram um vírus.  Desde o começo sabíamos que não dizimaria a vida na Terra; desde o começo relatos de sobreviventes, mesmo que ainda não tivéssemos a real percentagem, em poucos dias vimos que a letalidade era seguramente menor que 5%.

Escolhemos mesmo assim viver o filme, a imprensa amou!  Sentiram-se os donos do espetáculo, conseguiram a atenção e editaram aquilo que deveria ser conhecido (daquele momento em diante) como ciência. Somente seus especialistas e convidados eram os entendidos sobre o novo coronavírus.  Apelaram! O governo teve de enviar aviões intercontinentais para regatar alguns brasileiros que poderiam se infectar na China, de onde veio esse vírus.

Cenas fortes de ruas completamente vazias eram televisionadas diuturnamente com enormes caminhões despejando líquidos nelas.  Logo após a Itália começou a apresentar a peste e de lá imagens de caixões empilhados nas igrejas eram divulgadas ao mundo.

Optamos, graças à coragem dos governos do Rio de Janeiro e São Paulo, em continuarmos a fazer o nosso melhor: pular carnaval!  Como aquele médico disse na Globo, “nada a se preocupar”.  Mas Bolsonaro levou centenas de milhares às ruas, quando os governadores 2 dias depois fecharam o Brasil com o amparo de 11 jogadores de preto.

Não era um meteoro, nem mesmo uma guerra com soldados. Mas nos fizeram acreditar que devíamos nos trancar sob quatro paredes para “achatar” a curva, acreditamos que era por duas semanas de março. Em Passo Fundo, por exemplo, o então prefeito Luciano Azevedo pedia “só mais 15 dias de paciência”, renovados quinzenalmente. Vimos o sol em outubro para votar: isso podia, era seguro, diziam.

Enquanto isso aqueles negacionistas, nos quais me incluo, começaram a estudar, ler e aprender. Remédios baratos e seguros foram apontados como a possibilidade de tratamento, obviamente como um ônibus espacial velho com a solução barata e, a seu tempo, eles foram desprezados, afinal, até aquele ponto, com uma situação favorável, apenas a China tinha lucrado com máscaras, aventais e respiradores, além, é claro, de alguns consórcios de compras.  A indústria farmacêutica não queria vender testes para a doença ser depois tratada com medicamentos já sem patente.

Bolsonaro, Trump, Osmar Terra, Nise Yamaguchi, Ricardo Zimmermann, entre outros capitães e soldados como eu, como tantos ficaram muito bem no papel do louco que falava palavrões ao tentar cumprir sua missão.  Não a ciência era mais charmosa… Renata Vasconcelos, Amanda Klein, William Bonner e, claro, Maju Coutinho com seus especialistas de plantão (que só faltavam perguntar: é pro Fantástico?) saberiam muito mais dessa ciência com eficácia comprovada. Sim, classes de recomendação e níveis de evidência foram temporariamente substituídos por com eficácia ou sem eficácia comprovada.

Ali, como um cientista deslumbrado com a fama, traidores pularam fora do esforço de manter a nação e passaram a atormentar, como Mandetta, aquele do “só procure atendimento se tiver falta de ar” ou o Morno, desculpe, Moro, que resolveu preservar biografia no meio da pandemia, tentando salvar sua imagem em vez de vidas.

E veio 21 e aí, assim como as lindas naves de drone das empresas Bash, vieram as vacinas potentes de micropartículas de mRNA da Pfizer Bio’nTech, entre outras, a preços exorbitantes. Uma corrida feita por governos, que para garantir o contrato tiveram de comprar muito mais doses que usariam, sem poder reclamar da eficácia ou segurança nestes casos, afinal o foguete era lindo!

Mas o meteoro era malvado e mudou de nome. Agora era Delta e matava muito mais. As potentes naves da Pfizer, digo vacinas, dariam conta, né?  Passaportes vacinais foram criados e direitos fundamentais ignorados, como a liberdade de ir e vir, o direito ao emprego e ao lazer. Aqueles que se esqueciam e olhavam para cima, digo, que não traziam as máscaras, poderiam ser agredidos por seguranças e até mesmo pela polícia.  Deveríamos seguir as regras, usar máscaras, falar mal do tratamento precoce, se vacinar, odiar o genocida Bolsonaro, jamais olhando para o lado e percebendo que a fome, o desemprego, a obesidade, o stress, a educação, tudo desandava, olhando sempre pra frente, na telinha da Globo.  Como diziam, “a economia a gente vê depois”.

O depois chegou. A economia piorou, a inflação voltou, a gasolina subiu – por culpa do genocida, claro! A CPI muito bem conduzida pelos assessores da Merryl Streep, digo, pelos ilustríssimos senadores, confirmou.

Não olhe para o lado. Não veja que lá na terra do Biden a inflação chegando a 7,5%. Em alguns países, milhares de pessoas detidas por reclamar dos combustíveis. Olhe para frente, veja o esquálido César Tralli.

E o meteoro ignorou a revisão por pares – o que tampouco no filme ou na realidade foi feita. A vacina dobrou-se a Omicron, ignorou uma, duas, três, até quatro doses.  Dinheiro posto fora, caos criado, para onde embarcarão todos aqueles cientistas?!? Ondes se criopreservarão até a próxima eleição?

Mas a Globo teima. Não olhe para o lado, olhe para a telinha. Vejam: começou o Big Brother!

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