Estudantes realizam ato em defesa de Bolsonaro na UPF

Defesa de Bolsonaro

A manifestação em defesa de Bolsonaro foi programada em poucas horas através do WhatsApp e levou dezenas de alunos da Agronomia, da Medicina Veterinária e da Engenharia para a UPF

Um evento de Facebook apoiado pelo DCE da UPF, chamado “Estudantes pela democracia”, e marcado para as 18h desta quarta (10), divulgava o seguinte texto convocando os estudantes para uma “plenária”:

Evento do Facebook, disponível neste link.

A resistência ao fascismo se organiza, e nós, estudantes devemos debater o retrocesso que esse avanço representa.

Devemos tomar a posição política contra o preconceito, o machismo, a Lgbtfobia, o racismo, a discriminação contra pobres e trabalhadores, contra o discurso de defesa da tortura e de torturadores.
Diversas iniciativas estão sendo criadas para resistir aos ataques que a educação tem sofrido.

Por tudo isso, não podemos deixar o Fascismo e os retrocessos que ele representa tenham qualquer tipo de espaço na sociedade, pois temos que estar contra quem é a favor da reforma trabalhista que retira direitos de milhões de trabalhadores e da emenda constitucional 95, que congela investimento público em saúde e educação nos próximos 20 anos, que tem se refletido hoje no nosso dia a dia dentro da Universidade

Convocamos todos/todas a participarem no próximo dia 10 de Outubro, às 18h, na sede do DCE-UPF, de uma plenária aberta pra debater o futuro do nosso país.

A esperança não decepciona!
É tempo de coragem!

O texto completa todas as cartelas de bingo possíveis para o jogo do trololó esquerdista, tão na moda nestes tempos de eleição e manipulação de jovens nas universidades brasileiras. Mas houve resistência…

Um grupo de alunos da UPF organizou em tempo recorde, através do WhatsApp, uma espécie de ofensiva pacífica para equilibrar as forças dentro do campus. No mesmo horário do evento esquerdista, dezenas de alunos desfilaram pelas ruas da UPF com bandeiras do Brasil e camisetas do candidato Bolsonaro. Dos subliminarmente chamados de fascistas, os esquerdistas (dizem que em número menor) só ouviram gritos de ordem com humor e símbolos nacionais.

 

O esquenta dos manifestantes em frente ao prédio da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UPF.

 

Parece que a representação estudantil da maior universidade do norte gaúcho vai precisar lidar com uma nova realidade: os alunos cansaram da esquerdonormatividade dos DCEs e recusaram a defesa de ideologias que não são a da maioria. Para melhorar, só usando o mesmo entusiasmo aplicado aqui para o candidato do PSL em uma próxima eleição, com chapa bem definida e vitória garantida. E que venha 2019.

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