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Acesso a armas: o Senado está ignorando uma vontade popular

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Já publicamos uma série de artigos no nosso site sobre a situação dos projetos de lei e decretos presidenciais sobre a posse de armas em geral. Jair Bolsonaro se elegeu tendo o assunto como uma de suas principais metas de mandato, mas o Congresso, sobretudo o Senado, está fazendo o possível para esfriar o debate.

Em audiência pública nesta quinta-feira (4) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou ter ficado evidente que a posse — ou seja, a manutenção de arma para proteção da residência — é mais tolerada pela sociedade do que o porte (direito de circular com armas). Sinceramente, não se sabe de onde ele tirou essa informação.

Ainda, na mesma sessão, Vieira ressaltou que é preciso avaliar a inclusão de critérios mais rígidos para acesso a armamentos e munições. O senador também estuda medidas que tornem mais eficaz o rastreamento de armas e balas. Isto quer dizer que, de algum modo, os parlamentares terão que atender a demanda da população, mas vão criar uma série de burocracias para cansar e tirar a vontade daqueles que tanto desejam defender a sua propriedade e a sua família. 

Para os parlamentares em geral, é muito fácil impor uma série de restrições para uma população que é refém da violência. Se for necessário, podem requerer segurança armada para garantir a integridade física, custeada pelo dinheiro público. Do outro lado, estão cidadãos que mal conseguem pagar as suas contas no final do mês, imagine poder se dar o luxo de contratar segurança particular. 

Após rejeitar o decreto das armas do governo, o Senado trabalha em um projeto de revisão do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003). Mas o processo legislativo é longo, tirando cada vez mais as esperanças daqueles que ainda apostam na promessa de campanha de Bolsonaro. É preciso afirmar que não se trata de uma má vontade do Presidente. Certamente, se tivesse poderes para num canetaço resolver o assunto, isso já estaria valendo. 

Nessa discussão toda há, de um lado, sujeitos com bom senso que estão lutando pela liberdade individual; do outro, aquela leva de indivíduos que ainda confia na capacidade do Estado em proteger a população (mas não explicam como chegamos a números assombrosos de assassinatos anuais).

O senador Major Olímpio (PSL-SP), para citar um exemplo, avalia que o Estatuto do Desarmamento, de 2003, foi em parte responsável pelo aumento da violência nos últimos anos. Para o parlamentar, o estatuto “deu ao criminoso a certeza de que não seria molestado”. Por isso, para Olímpio, é fundamental reforçar o direito à legítima defesa. Já o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) tem entendimento diferente, citando dados do Mapa da Violência que apontam que a legislação que restringiu a  posse e o porte de armas ajudou a salvar mais de 120 mil vidas. Na avaliação do senador, é um risco grande para o cidadão andar armado.

Na audiência, o senador Alessandro Vieira anunciou que abriu uma consulta online para colher sugestões e opiniões da sociedade brasileira a respeito do tema. Para participar e enviar uma contribuição, basta acessar https://pldasarmas.com.br/. Como toda consulta popular, envia-se sugestão para ser prontamente ignorada. 

Portanto, parece que o assunto ainda está longe de um consenso parlamentar, embora a sociedade já tenha dado o aval para que o Estatuto do Desarmamento fosse revogado. Certamente, isso prova que uma demanda popular não está sendo prontamente atendida. O assunto já foi decidido. Um presidente foi eleito para isso. O cidadão de bem já está farto de andar com medo e não saber se vai voltar para casa quando sair. Esta é a situação que está sendo ignorada no Senado. O Governo falhou na promessa de garantir a segurança do povo: o Estatuto do Desarmamento foi uma das maiores mentiras impostas aos brasileiros. Bolsonaro sabe que uma população desarmada é uma população sujeita a regimes totalitários, mas parece que o Senado não fez o dever de casa. 

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A instabilidade emocional é o custo imediato da democracia

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Dom Beltrand, numa palestra em Caçapava/SP, em 1992, à Fundação Nacional do Tropeirismo, falou de estudos que mostram os efeitos nocivos da democracia para a população têm o mesmo efeito daqueles sobre os filhos que são criados em núcleos familiares instáveis, com brigas, insultos, violência. A alternância democrática, a cada quatro anos, causa feridas que, logo quando sanadas, voltam a se formar.

Quando assisti ao vídeo acima, poucos anos atrás, esse argumento pareceu bastante sensato. Em 2018, por exemplo, quantos foram aqueles que, aos prantos, ficaram horrorizados com a vitória de Bolsonaro: homossexuais diziam que seriam perseguidos, feministas temiam o recrudescimento da violência contra a mulher, corruptos apavorados com presas. Por todos os lados, uma choradeira democrática sem precedentes. Todos esses temores, obviamente, não se confirmaram.

Agora, o cenário é outro. Lula candidato é como aquele sujeito que vai a uma festa somente para importunar aqueles que querem se divertir. Sua presença nas eleições é sinônimo de algazarra. A esquerda gosta dessa bagunça, da agitação, da insegurança, do terror. Lula visita traficantes, justifica pequenos furtos de delinquentes, promete abertamente caçar os seus opositores, se restar vitorioso. A direita e os conservadores que se preparem.

Numa recente entrevista de Leonardo Boff, um esquerdista da velha guarda que se posta como líder espiritual, afirmou com todas as letras que conversa seguidamente com Lula e que o discurso do descondenado é moderado. Sim, “moderado”. Se ele vencer, de acordo com Boff, o bicho vai pegar. Eles falam isso abertamente e muita gente custa acreditar.

A democracia nos custa, a cada dois anos (levando em consideração as eleições municipais), muitas noites de sono. Ponto para Dom Beltrand. Mesmo que Lula perca, a dor de cabeça foi muito grande.

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Eva Lorenzato: “No Brasil e no mundo, as pessoas reconhecem o trabalho do PT”. Tchequinho não poupa

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Já se passou o tempo em que defender ex-presidiários era sinal de imoralidade. Eva Lorenzato é uma amostra destes tempos

Lula esteve na Europa recentemente. A agenda incluiu o presidente da França, Emmanuel Macron, o futuro chanceler alemão Olaf Schulz, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, que disputará as eleições presidenciais francesas, o ex-premiê da Espanha José Luís Zapatero e o prêmio Nobel de Economia em 2001, Joseph Stiglitz. Na Espanha,  com o atual premiê espanhol, Pedro Sánchez.

Em Madri, Lula participou na quinta, 18, da abertura de um seminário de cooperação multilateral e recuperação em um cenário pós-Covid-19. Na ocasião, defendeu a quebra de patentes de vacinas para ampliar a igualdade no acesso aos imunizantes.

Em Paris, o ex-presidente foi recebido no Palácio do Eliseu com honras de chefe de Estado por Macron, um desafeto de Bolsonaro. Ao francês, Lula defendeu uma nova governança global e discutiu ameaças à democracia e aos direitos humanos. E por aí vai…

Eva Lorenzato (PT) não perdeu a oportunidade de enaltecer a participação do ex-presidente no cenário europeu. Para ela, o mundo inteiro reconhece o trabalho do Partido dos Trabalhadores e do PT: “Muito orgulho nós temos do estadista que Lula está sendo”. Veja:

Tchequinho (PSC), que não poupa críticas para se referir ao ex-presidente: “Ficou 16 anos saqueando o Brasil, e agora fica dando palestra dizendo que vai resolver os problemas do país”. Veja:

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Candeia critica fala de Toffoli sobre Poder Moderador e semipresidencialismo no Brasil

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Durante o 9.º Fórum Jurídico de Lisboa, o ex-presidente do Supremo afirmou que hoje o Brasil vive um “semipresidencialismo com um controle de poder moderador que hoje é exercido pelo Supremo Tribunal Federal. Basta verificar todo esse período da pandemia”. O evento foi organizado pelo supremo magistrado Gilmar Mendes.

Para Candeia, essa afirmação é o mesmo que dizer que houve uma mudança constitucional sem a participação do Congresso Nacional. Veja:

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