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Passo Fundo

Não é Havana, em Cuba; é o Hospital Municipal Dr. César Santos, em Passo Fundo

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Imagens da parte interna do Hospital Municipal publicadas nas redes sociais desafiam o discurso da atual administração sobre as reformas no prédio

O Hospital Municipal Dr Cesar Santos vem passando por reformas nos últimos anos, divulgadas periodicamente pela Prefeitura em seus canais oficiais. Com orgulho, o Prefeito chega a endossar em seu perfil pessoal a afirmação da campanha de Pedro Almeida, seu candidato nas eleições municipais: “Hospital Municipal totalmente recuperado”, publicada em 28 de Setembro.


Hospital Municipal Totalmente Recuperado. Fonte: Facebook do Prefeito.

Em 27 de Agosto, chegou a destacar “calçadas e paisagismo” das obras.

Em Julho, mais comedido: entrega da primeira etapa da reforma e promessa de conclusão das obras até o final do ano. No mesmo dia, postagem similar foi realizada no Facebook da Prefeitura.

 

As coisas, como são

No dia 31 de outubro, um vídeo mostrando goteiras e um pequeno alagamento nos corredores do hospital viralizou nas redes sociais e foi repercutido em parte da imprensa local.

Já em 4 de novembro, acompanhantes de uma paciente internada na instituição fizeram fotos e vídeos das instalações. É possível ver leitos e banheiros em estado precário, instalação elétrica com gambiarras, piso velho e acabamentos nas portas descascando, sendo que todos estes locais estão em uso. AS fotos foram enviadas pelos próprios autores para a Lócus.

 

 

Não é Havana: é Passo Fundo. Banheiro e leito em estado deplorável no Hospital Municipal.

A obra do Hospital Municipal nos últimos quatro anos, vista pelo Google Earth.

É verdade que o prédio do hospital recebeu uma reforma na parte externa (fachada) e pelo menos uma ala e salas auxiliares foram reformadas, além de receberem equipamentos. Já a realidade é bem diferente do que tenta “dar a entender” a comunicação oficial do município, com reflexos evidentes (e endossados pelo prefeito) na propaganda de seu candidato. É preciso restabelecer a verdade, para o bem da democracia.

Passo Fundo

Passo Fundo precisa agora de um Conselho Municipal de Habitação Popular?

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Proposta dos vereadores Luizinho Valendorf (PSDB) e Wilson Lill (PSB) quer reativar o Conselho Municipal de Habitação Popular. Na prática, sabemos o que vem pela frente…

 

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Passo Fundo

Vereadores aprovam projeto de inclusão que vai onerar empresários e setor público

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Projeto de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT) estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município

As pautas de inclusão sempre aparecem travestidas de “movimento democrático”, no sentido de ampliar os direitos e garantias para a parcela da população. No entanto, é preciso estar atento: na maior parte das vezes, os projetos pouco modificam a realidade desses grupos, pois não passam de ativismo político travestido de políticas públicas. O projeto recentemente aprovado por unanimidade entre os parlamentares na Câmara de Vereadores de Passo Fundo é uma amostra disso.

O Projeto de Lei nº 105/2021, de autoria da vereadora Regina dos Santos (PDT), estabelece a inserção de senhas sonoras, letras ampliadas e impressão em braile simultaneamente às senhas eletrônicas utilizadas para atendimento ao público nos estabelecimentos públicos e privados do município.

De acordo com a justificativa, a proposta foi construída pela “necessidade de tornar a cidade mais inclusiva e atender aos direitos das pessoas com deficiência”. Nota-se, na própria justificativa do projeto, que os termos utilizados uníssonos nas pautas inclusivas, mas demasiadamente generalista. Quando se quer resolver tudo, na prática não ocorre – ou muito pouco.

O texto da matéria ainda determina para os estabelecimentos públicos e privados que não optarem pela impressão de senhas em braile deverão implantar a senha com aviso sonoro por voz ou identificar, além de disponibilizar um atendente exclusivo enquanto a pessoa com deficiência ou limitação visual estiver no recinto. Parece que os parlamentares desconhecem o comércio da própria cidade, possivelmente a maior parte sendo gerida pelo dono – ou por poucos funcionários. A obrigação, portanto, está fora da realidade.

Embora alguns tenham se posicionado contrário a uma possível oneração do setor empresarial, sobretudo numa economia em fase de recuperação, no voto os parlamentares acabam cedendo: pautas inclusivas ganham um sim até mesmo quando o vereador é, no fundo, contra.

Segundo previsto na redação do art. 3º, o descumprimento ao que dispõe a presente Lei pelos estabelecimentos sujeitará aos infratores às seguintes sanções: I – advertência, em caso de primeira notificação; II – multa de 100 (cem) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de segunda notificação; III – multa de 200 (duzentas) UFMs (Unidades Fiscais Municipal) em caso de reincidência. As sanções pecuniárias decorrentes desta Lei serão aplicadas em favor de políticas públicas para as pessoas com deficiência.

Se o prefeito não vetar a proposta, a proposição entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias contados da data de sua publicação.

A discussão pode ser acompanhada no vídeo a seguir (11:53-28:25):

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Passo Fundo

A narrativa da fome: até quando a esquerda vai alimentar pautas com dados dissimulados

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Se por muito tempo a dinâmica de luta de classes foi o eixo do pensamento esquerdista, a forma agora aparece em diferentes contornos. Direitos de minorias, invasões urbanas e outras aparecem com frequência nas pautas. No entanto, uma delas tem aparecido com forma nos últimos tempos: a fome.

No artigo “O golpe petista da fome em Passo Fundo“, o articulista da Lócus Jesael Duarte da Silva mostrou como o discurso da fome vem ganhando espaço aqui mesmo em Passo Fundo. recentemente, foi criada a Frente Parlamentar de Combate à Fome na Câmara de Vereadores de Passo Fundo.

Contrastando a informação fornecida pelo vereador petista de que, no Brasil, 119 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, Rodinei Candeia (PL) buscou a fonte dessa narrativa, já que vem sendo reverberada pela imprensa de uma maneira geral. Veja:

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