Apoiadores da exposição “Santificados” encorajam agressões contra católicos

Em 28 de janeiro de 2019, o Portal Lócus Online publicou a matéria “Novos crimes contra cristãos: a exposição ‘Santificados’ chega a Porto Alegre”. Segundo consta na página do evento do Facebook, a exposição SANTIFICADOS, de Rafael Dambros, foi o resultado de uma pesquisa autônoma de 4 anos sobre a iconografia católica e a sua importância dentro da educação cultural.

 

O artista plástico Rafael Dambros (Imagem: Camila Domingues/ Facebook do Evento)

A exposição, ainda aberta, reúne cerca de 15 obras, em sua grande maioria desenhos de diversos tamanhos variando do papel à tela, com técnicas mistas de pintura e desenho tendo a caneta esferográfica como base. Embora a exposição seja inédita, algumas das obras, como o desenho de “São João Batista”, já participou de exposições coletivas em Porto Alegre em editais da Casa Chico Lisboa, incluindo a BIENAL C, que expôs as obras em pontos como o Atelier Livre, Câmara de Vereadores de Porto Alegre entre outros. Segundo informado, a obra circulou pelo Estado em exposições diversas, inclusive recebendo visitas de escolas.

No dia 10 de fevereiro de 2019, um grupo de católicos que integram o Centro São Miguel Arcanjo se reuniu para rezar o terço e oferecer o ato em reparação pela exposição “Santificados”. Os integrantes informaram que a oração não foi um protesto, mas um ato de reparação: “Toda ofensa pública necessita de reparação pública, e qualquer um pode oferecer a Deus algum sacrifício pessoal como reparação pelas ofensas dos pecadores”. O terço público é um ato de fé suscetível a riscos de perseguição, agressão e humilhação; portanto é comum que seja oferecido pelos fiéis como sacrifício a Deus para reparar os pecados da humanidade e converter os pecadores, conforme explicado por um dos integrantes.

Conforme relatado, os donos do Espaço 900 saíram para simular que rezavam junto, mas na maior parte do tempo estavam em silêncio, expressando raiva pelo olhar: “Thiago Braga, Jairo Silveira Reus e Franciana von Wurmb simularam participar do terço. Jairo saiu logo no início. Siliane Vieira filmou a ação da sacada”.

Na página do Facebook do Espaço 900 foi publicado a seguinte postagem:

Rafael Dambros, artista responsável pelas obras, fez a seguinte publicação irônica na sua página do Facebook, curtindo até comentário de seguidor que sugeriu que se jogasse água quente sobre os católicos que rezavam em frente ao Espaço 900:  

Em outra postagem vergonhosa, um simpatizante da exposição sugere que alguém da esquerda apareça para “descer a porrada” no grupo de católicos, conduta tipificada no Código Penal Brasileiro no art. 286 (Art. 286 – Incitar, publicamente, a prática de crime), para a qual está prevista pena de detenção (de três a seis meses) ou multa. A postagem, conforme imagem abaixo, foi curtida pelo Espaço 900:

Teve até pessoas que chamaram de fanáticos aqueles que rezaram no local:

Ao final da oração, os donos do estabelecimento questionaram se os católicos podiam falar em nome de Deus. “É claro que podemos falar em nome de Deus. Falamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, que são três pessoas, mas um só Deus. Fazemos isso quando fazemos o sinal da cruz”, respondeu um dos participantes, fazendo o sinal da cruz diante deles.

Espera-se que, a partir deste ano, ações movidas no campo da arte comecem a ser contidas, sobretudo quando há crimes tipificados no evento. A extrema esquerda cada vez mais mostra sua cara, deixando claro quem são aqueles que realmente promovem o “discurso de ódio”.

Em matéria recente publicada na Lócus foi mostrado que tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 9000/17, do agora Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM/RS), que criminaliza o uso de recursos públicos para a realização de projetos artísticos que promovam a sexualização precoce de crianças e adolescentes ou façam apologia a crimes ou atividades criminosas.

Há também o PL 10583/2018, de autoria da deputada federal Mariana Carvalho (PSDB/RO), quer a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate à erotização infantil (sexualização precoce) nas escolas públicas do Brasil. O Projeto está aguardando Designação de Relator na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados. 

Embora seja um momento de esperança, nada será resolvido se as autoridades competentes não cumprirem seu papel fiscalizatório, permitindo que eventos dessa natureza ganhem novos tentáculos sobre a cultura nacional. A arte deixa de cumprir o seu papel quando sua única função é deixar de enaltecer o belo para tão somente polemizar.

Previous ArticleNext Article

Responder