Mais um evento de esquerda para a comunidade: UPF traz a comunista Manuela D’Ávila para Passo Fundo

Ex-deputada do PCdoB e ex-candidata a vice-presidente na chapa petista tem algo de valor para ser dito e ouvido pela comunidade acadêmica, de acordo com os organizadores
Com promoção do curso de Jornalismo, a Universidade de Passo Fundo sediou o evento “Manuela em Passo Fundo” – Debate + lançamento do livro “Revolução Laura”. O encontro ocorreu no último dia 12 e lotou o auditório da Biblioteca Central. A própria UPF também assina a promoção na arte criada para a divulgação, juntamente com a ONG “E se Fosse Você”, da ex-deputada.

A mesma arte (divulgada pela FAC e pela Nexjor nas redes sociais) é usada para anunciar palestras similares pelo Rio Grande do Sul. É uma espécie de caravana literária para promover o livro em questão e a agenda da comunista, desta vez batendo forte na narrativa das fakenews e do “discurso de ódio”.
E aí, Faquianxs?

Não erramos a grafia. É assim que começa o texto de divulgação do post na página da FAC UPF no Facebook. Segue o convite com “Fiquem ligados que nesta quinta (12/09) a Manuela D’Ávila estará aqui na UPF para um bate-papo sobre discursos de ódio e fake news. Manuela é jornalista e criou recentemente o Instituto E Se Fosse Você?, uma ONG que visa à criação de conteúdos de combate às fake news e discursos de ódio. Vai ser no auditório da Biblioteca Central às 19h20min. Esperamos vocês lá!”.

 

 

Confusão na porta do evento

Houve seleção na porta do auditório. Alguns opositores da comunista foram proibidos de entrar na palestra. Segundo Fabiano Oliveira, um dos barrados pelos seguranças, o grupo foi identificado por integrantes do PCdoB local e uma solicitação foi feita por parte dos mesmos para que a segurança da UPF não permitisse a entrada. Sendo verdade esta versão, é fato grave e a instituição – que é comunitária – deve muitas explicações. Após a abordagem, um Boletim de Ocorrência foi registrado na delegacia pelas vítimas.

 

Posted by Fabiano Oliveira on Thursday, September 12, 2019

 

Vídeo do grupo barrado na porta do evento. Os amigos Fabiano Oliveira, Ervino Cesar Pess, Tiago Alexandre Santos, Roni Bressan e Franco Muniz ficaram no saguão e foram proibidos de entrar no auditório da biblioteca.

 

Em 2016, em um evento com Marcel Van Hattem promovido por alunos e que ocupou o mesmo espaço, foi “invadido” por militantes de esquerda munidos de faixas e bandeiras. Aos berros, os esquerdistas tentaram tumultuar, mas foram contidos verbalmente pelos organizadores e acabaram por fazer pequenas participações no espaço dedicado a perguntas. Entrou para a história do debate político passo-fundense a declaração de um dos esquerdistas sobre União Soviética ser um exemplo de país onde o Comunismo deu certo.

Evento de 2016 com Marcel Van Hattem: todo mundo entra, todo mundo fala.

 

Este é mais um evento entre tantos realizados dentro da instituição que revela o atual espírito da UPF. Ainda que defensores ferrenhos aproveitem todas as oportunidades para fortalecer a tese do “espaço plural de ideias”, o escândalo do evento fantasma com Bolsonaro caricaturado de nazista e a esquerdíssima Jornada de Literatura teimam em demonstrar o contrário. Já o que se ensina dentro da sala de aula é motivo para outra discussão e já podemos dar até spoiler: tem muita coisa na mesma linha.

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