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Governo Eduardo Leite: Dinheiro público para financiar ideologia de gênero no RS

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É oficial. Conforme divulgado no site do Governo do estado do Rio Grande do Sul, ideologia de gênero está sendo financiada com dinheiro público. Diversas secretarias se reuniram para para celebrar o Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro), promovendo atividades que seguem até a próxima sexta-feira (31/1)  e que abordam o universo trans.

Leia também: Eduardo Leite: um político refém das próprias mentiras contadas na campanha eleitoral

De acordo com a divulgação oficial, nesta segunda-feira (27/1), foi implantada na Secretaria da Cultura (Sedac), localizada no 10º andar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), a primeira etapa do projeto “Banheiros sem preconceito: respeitando a diversidade”, uma iniciativa da Sedac, da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). O projeto consiste na sinalização dos banheiros, com adesivos afixados em portas, paredes e espelhos contendo informações e mensagens que despertam reflexões sobre a diversidade. Além dos banheiros masculino e feminino, a Sedac passa a contar com um unissex. Foram adesivados também os banheiros do andar térreo do Caff, da Seplag (2º e 19º andar) e da SJCDH (11º andar).

A secretária da Cultura, Beatriz Araujo, apoiadora e defensora do QueerMuseu, pontuou que: “É uma iniciativa pensada para proteger o direito de ir e vir das pessoas, garantindo o acesso a estes espaços de uso comum e reafirmando o compromisso da secretaria na construção de uma cultura de paz e respeito às diferenças e no combate ao preconceito e à discriminação”.

Muito embora o PSDB tenha se colocado ao longo do período democrático como um partido de oposição ao PT, essa tese tem caído por terra nos últimos anos. Conforme divulgado em artigo da Lócus, as teses-guias dos tucanos comprovam que o PSDB é sim de esquerda. Conforme consta no texto: “O partido, que fez milhões de votos na época do antipetismo, agora ajusta o seu curso cada vez mais voltado para a esquerda e pede mais maconha e menos armas para o Brasil”.

Teses-guias

Turma tucana da “Nova Política”: embora custem acreditar, FHC foi um dos maiores comunistas em ação na política brasileira. Em seu Congresso Nacional do Partido, ocorrido no dia 7 de dezembro em Brasília, as “Teses-guias”, que nortearam os debates, sugeriram a liberação da maconha para uso medicinal, manutenção da política de cotas, defesa do Acordo de Paris, maior regulação e controle sobre porte e posse de armas de fogo e adoção de políticas de renda universal. Esta última, da boca do nosso próprio governador, Eduardo Leite.

Leia também: Teses-guias comprovam que o PSDB é sim de esquerda

O presidente da Diversidade Tucana, Edgard de Souza (que também é prefeito na cidade de Lins, SP), disse em vídeo oficial: “Nós precisamos avançar na educação, pra derrubar os falsos mitos. Das grandes mentiras que existem hoje no debate não só nacional, mas internacional, que envolve a nossa comunidade, é a tal ideologia de gênero. Quando você diz você vai quer o que você quer, você vai ser o que a sua existência, o seu interior mais profundo é, não é ideologia, isso é liberdade. Isso é democracia. Isso é acolhimento. Como você faz este enfrentamento? Com educação. Desmascarando as falsas polêmicas, mostrando o que a ciência tem a dizer sobre isso.”

Eduardo Leite tem feito sua parte no estado do Rio Grande do Sul. Carregando a bandeira da “tolerância”, o atual governador tem imposto um processo gradual e contínuo de difusão da ideologia de gênero em todos os espaços possíveis, sem respeito à própria cultura tradicionalista do Estado que o elegeu e utilizando a identidade sexual passa a ser um instrumento para obtenção de poder político. Desta vez, entretanto, num dos Estados com maiores problemas financeiros do País, financiam-se políticas de gênero com dinheiro público.

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Eduardo Leite deixa o Rio Grande do Sul de portas abertas para a sexualização da infância

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Roda Bixa

Governador ficou indignado com o veto de prefeitura catarinense contra a realização do projeto Ações para Existir e o Criança Viada Show

Como se não bastassem todos os problemas do Rio Grande do Sul e o caos provocado pela pandemia, Eduardo Leite continua na busca de outras brigas para aparecer no cenário nacional, misturando seus desejos pessoais com o trabalho que aceitou em 2018: governar o Rio Grande.

Entenda o caso

Um projeto artístico com o título “Criança viada show – vídeo e podcast”, do proponente Daniel Olivetto, foi selecionado no edital 011/2020 da Prefeitura de Itajaí e contemplado com o valor de R$ 10 mil, recurso da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. O documento com o resultado do certame foi publicado em 4 de dezembro de 2020.

roda bixa

Com o início da divulgação da live por parte dos organizadores , as redes sociais reagiram negativamente ao conteúdo. Vários políticos usaram o Twitter para falar sobre o projeto, sendo o ápice uma sequência de tweets do Secretário Especial de Cultura do Governo Federal, Mário Frias:

“É lamentável que os recursos, repassados devido a imposição da Lei Aldir Blanc, sejam usados para fins políticos/ideológicos, e não para seu real motivo, o financiamento da cultura.”

“A lei não me permite controlar os editais lançados pelos estados e municípios, mas, para mim, há um claro desvio de objeto, e a aplicação do recurso com conteúdo que não tem a ver com as manifestações culturais.”

“Roda bixa, roda hétero ou roda alienígena não tem relação com os aspectos e manifestações da nossa cultura. Verificarei mais a fundo essa questão, para ver como será juridicamente possível garantir que os recursos da cultura não sejam aplicados para outros fins.”

Com toda a repercussão do caso, o prefeito de Itajaí determinou a suspensão da exibição da live do projeto cultural “Ações Para Reexistir” e destituiu os membros da comissão responsável pela seleção.

Verdade seja dita, o prefeito levou mais de 5 meses para saber da existência do projeto ou pelo menos considerar ruim o conteúdo.

O projeto

Segundo o próprio site:

Primeira ação do projeto “Ações para Reexistir – Pesquisa e Criação Interdisciplinar”, desenvolvido pelo ator Daniel Olivetto desde 2019, “Criança Viada Show” é um podcast/webserie que reflete de forma divertida e sensível sobre traumas de infância, resistência LGBTQIA+ e sobre uma possível reconstrução do passado.

Nesta série, destinada ao público adulto, Daniel Olivetto, artista e produtor cultural gay, busca estreitar laços com outros artistas gays de diferentes linguagens que em sua produção são atravessados por temáticas de gênero e sexualidade e/ou pela pesquisa sobre memória e representatividade LGBTQIA+. O podcast/webserie foi criado por Olivetto em parceria com a musicista, sound designer e iluminadora Hedra Rockenbach, que assina ainda a ambientação sonora e a finalização de áudio e vídeos dos episódios.

Integram a programação como convidados os atores Jônata Gonçalves e Renato Turnes, o artista visual Osmar Domingos, os atores-dançarinos Mauro Filho e Leandro Cardoso (Karma Coletivo) e o ator Arthur Gomes, também conhecido como Drag Suzaninha.

Ou seja, o “Criança Viada” é apenas a primeira ação de algo maior, já em desenvolvimento desde muito tempo. O domínio do projeto foi registrado na internet em novembro de 2019. A transmissão cancelada seria no sábado, 15 de maio.

A reação do organizador

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Comunicado oficial – Criança Viada Show. Acesse neste link.

Daniel Olivetto postou um longo desabafo em vídeo no Facebook. Explica o que é o projeto e reclama de distorções sobre o termo “Criança Viada”, originado em um Tumbler criado pelo artista Iran de Jesus Giusti em 2012, o qual – segundo ele –  “diferentes adultos, de diferentes partes do país, postavam fotos divertidas suas de crianças em poses afeminadas, com trejeitos afeminados, fazendo uma brincadeira com o processo que é altamente traumático para nós artistas e pessoas homossexuais”. Daniel segue com considerações sobre a infância e relembra a censura da Queermuseu no Santander Cultural. “A gente vira alvo fácil de grupos conservadores que querem distorcer esta noção”, adicionou o artista e ativista, que trabalha com teatro para crianças e afirma que o “Criança Viada” foi feito por adultos para adultos”, com muito cuidado.

nota

Nota de esclareciemto do projeto: “Somos artistas, somos gays, somos pesquisadores, somos produtores, somos resistência”.

O projeto é ideológico

Por trás desta simples live, uma forte camada ideológica explícita em todos os canais, próprios ou endossados, relacionados ao trabalho. Ainda no site oficial, o Criança Viada lembra que o título é um termo polêmico e distorcido em tempos de fascismo. Para o site Diversar, Daniel disse que “A gente mergulhou nessas memórias e percebemos que tivemos a chance de reconstruir nossas vidas. Isto por si só representa muito. Vivemos no país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo. Chegar à vida adulta e poder falar sobre isto é um privilégio e um dever”. O mantra dos ativistas e até mesmo da Rede Globo que repete eternamente que o Brasil é o país que mais mata LGBTs já foi desmentido até por agências de checagem (aquelas agências que dizem o que é certo ou errado nas redes sociais).

 

Eduardo Leite não gostou

O lamento da distante Itajaí ecoou no Palácio Piratini. Eduardo Leite deu uma pausa nos seus afazeres para dedicar solidariedade aos ativistas gays de Santa Catarina e publicou no Twitter que lamenta a “censura” e vai colocar os órgãos culturais do estado à disposição do projeto.

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O lamento de Eduardo Leite e a promessa do uso dos nossos recursos para fazer justiça ao projeto. Incrível.

Resumindo

É notório que os ativistas estão colocando suas crenças e visão de mundo na arte, e não há qualquer problema nisso. Todo dia somos bombardeados por opiniões divergentes, estúpidas ou que valem uma discussão, dentro do ambiente democrático. O problema está na forma ambígua da apresentação (ainda que os responsáveis se desdobrem na retórica) ao misturar com deboche os temas infância e sexualidade, dentro de um contexto onde o fechamento da Queermuseu – aquela proposta de exposição sexual e profanação de símbolos religiosos com porteira aberta para o público infantil – por exemplo, é condenado.  É impossível dar o benefício da dúvida.

E, por falar em dúvida, toda esta discussão surgiu por conta do uso de R$ 10 mil em dinheiro público? Se fosse dinheiro privado, tudo estaria ok? É hora de fazer uma reflexão sobre a vigilância e a defesa de pautas conservadoras (no real sentido da palavra) que só aparecem quando alguém fala na rede social.

Bônus especial

Wesp, preocupado com as crianças em novembro de 2018. Fonte: Instagram.

Devemos esperar sentados o pronunciamento do “deputado por Passo Fundo” Mateus Wesp condenando o posicionamento do governador e colega de partido? Wesp fez carreira na defesa da família, contra a ideologia de gênero e assuntos correlatos, em apaixonados discursos pelas tribunas locais. Quem viveu, lembra.

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Eduardo Leite lamenta a morte de bandidos em confronto com a polícia no Rio de Janeiro

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Eduardo Leite Lamenta

Nosso governador usou as redes sociais para dizer que este é um retrato do Brasil que não podemos mais aceitar

O nosso governador Eduardo Leite tem mostrado crescente preocupação com temas nacionais. Por interesse genuíno ou pela condição de presidenciável, desta feita manifestou repúdio contra a operação da PM do Rio que matou um grande número de bandidos na Favela do Jacarezinho.

No Twitter e no Facebook – em horário de expediente – o governador escreveu:

“A operação no Jacarezinho é o retrato de um Brasil que não podemos mais aceitar. Quando o estado extrapola no uso da força ele se iguala ao que diz combater. Que uma investigação justa e transparente esclareça as mortes. Que a dor da comunidade mobilize as autoridades.”

O governador pede uma investigação justa e transparente que esclareça as mortes, ao mesmo tempo em que condena a ação que caracterizou como exagerada e análoga ao crime.

O que de fato aconteceu, segundo a polícia, via site oficial:

Policiais civis realizam, nesta quinta-feira (06/05), a Operação “Exceptis” contra a organização criminosa de traficantes que atua na comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. A ação é coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

A investigação teve início a partir de notícias recebidas pela DPCA de que traficantes vêm aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção que domina o território. Esses criminosos exploram práticas como o tráfico de drogas, roubo de cargas, assaltos a pedestres, homicídios e sequestros de trens da SuperVia, dentre outros crimes praticados na região. [grifo nosso]

Com base em informações preliminares, foi deflagrado um trabalho de inteligência pelo Setor de Busca Eletrônica da DPCA, onde, após a quebra dos dados telemáticos autorizados pela Justiça, foram identificados 21 integrantes da quadrilha, todos responsáveis por garantir o domínio territorial da região com utilização de armas de fogo. Foi possível caracterizar a associação dessas pessoas com a organização criminosa que domina a região, onde foi montada uma estrutura típica de guerra provida de centenas de “soldados” munidos com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e todo tipo de acessórios militares. [grifo nosso]

A região do Jacarezinho é considerada um dos quartéis-generais da facção Comando Vermelho na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em razão da dificuldade de se operar no terreno, por conta das barricadas e das táticas de guerrilha realizadas pelos marginais, o local abriga uma quantidade relevante de armamentos, que seriam utilizados nas retomadas de territórios perdidos para facções rivais ou para se reforçar de possíveis investidas policiais.

Além do uso das mencionadas práticas típicas de guerra, em dezembro de 2020 e abril de 2021, os criminosos do Jacarezinho sequestraram trens da SuperVia, demonstrando que a sua forma de atuação se assemelha àquelas empregadas por grupos terroristas.

Mídia em transe

Os telejornais brasileiros deram imenso destaque para o acontecido, sempre com chamadas que denominam a “ação mais violenta da polícia do Rio na história”. Programas de TV dão vários minutos para especialistas em segurança pública darem seu diagnóstico, quase sempre demonizando a polícia.

Há muito o que se descobrir em uma operação deste tipo. Por ora, só quem esteve entre o bandido e o fuzil sabe de todos os detalhes.

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Troca de farpas: o duelo entre Onyx Lorenzoni e Eduardo Leite que viralizou na Internet

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Onyx Lorenzoni

O bate e rebate entre o ministro e o governador foi indireto, através de entrevistas e vídeos na internet. O motivo da briga é a distribuição das vacinas no Estado

Até o momento da edição deste artigo, um vídeo do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Onyx Lorenzoni publicado no Facebook e direcionado ao governador gaúcho Eduardo Leite contava com mais de 20 mil reações, 2,3 mil comentários e 16 mil compartilhamentos.

A declaração feita na quinta, 8 de abril, é uma resposta ao governador por conta de uma entrevista dada no mesmo dia para a Rádio Gaúcha, falando sobre abertura do comércio, aulas presenciais e fakenews das vacinas.

Eduardo Leite, no final do programa, pede para tratar de “ataques mentirosos”, prontamente atendido pela co-apresentadora Rosane Oliveira:

RO. Eu queria ouvir do senhor o óbvio, porque a gente sabe que o governo não está estocando vacina mas estes ataques se repetem. Para onde vão as vacinas, como elas são distribuídas e por que é boato a história de que o governo estoca vacina?

EL. Olha Rosane, eu ontem ao assistir até a entrevista da minha querida secretária Arita Bergmann, na… em um canal de televisão, na Pampa, dando uma entrevista por que um dos comentaristas que atacou esta questão do estoque de vacinas foi daquela emissora, eu assisti e mandei uma mensagem a ela porque é uma guerreira a nossa secretária de saúde. Ela foi minha secretária em Pelotas, é minha secretária de estado da saúde, faz um belíssimo trabalho com muita dedicação, na idade em que está a nossa secretária, disposição e energia que muito jovem não tem.

E ao lado dela, outros profissionais capacitados, que vocês entrevistam a todo momento, a Cíntia que é a nossa diretora do centro de vigilância, a Tani, que também é a nossa responsável na área da vigilância e distribuição das vacinas, técnicos respeitados e servidores dedicados que quando chega a vacina no estado, assim que chega a pauta como é chamado pelo Ministério da Saúde, do que que virá de vacinas, saem trabalhando enlouquecidamente, rapidamente, pra poder garantir que em menos de 24 horas toda a vacina que chega no estado esteja em cada uma das regiões a disposição de cada um dos municípios e com transparência, a gente disponibiliza lá no site tudo, no vacina.rs, a gente tem vacina.saúde.rs.gov.br, pode conferir tudo. Tudo que o estado recebeu de doses, dois milhões, oitocentos e sessenta e uma mil doses, dois milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, novecentos e noventa e nove doses distribuídas aos municípios.

E aí, o que acontece? O Ministério da Saúde, ele disponibiliza, agora foi a décima-primeira pauta de distribuição, a gente fica sabendo dois dias antes afinal porque ainda está este problema de produção, vai produzir, vai entregar, a Fiocruz, o Butantan, então não tem um cronograma certo de entregas. Tem uma expectativa, mas não tem uma certeza. Então a gente fica sabendo 24 horas antes de receber. Recebemos a pauta com o aviso oficial do Ministério e partimos pra trabalhar sobre ela. E nesta última pauta, a décima-primeira pauta, o Ministério alerta lá: da Astrazeneca Oxford D2, que é segunda dose né? Ele mesmo diz lá: estas doses que estamos encaminhando é para segunda dose dos profissionais que foram vacinados há doze semanas atrás, então reservem parte destas doses para esta imunização. Por que? Porque vai vencer agora no próximo dia 25 de abril, o dia que eles têm que receber a segunda dose.

E a gente não tem segurança de que virá, até o dia 25 de abril, doses suficientes para assegurar a imunização da segunda dose de todos estes profissionais de saúde que receberam há dozes semanas, quase três meses portanto, a primeira dose. Então a gente faz uma pequena reserva. De 0,5% do total de vacinas que a gente recebeu, são cerca de 10 mil doses que essa sim é feita uma reserva por que quando chegar o dia da segunda dose, tem que ter segunda dose. E só pra lembrar, em março a Fiocruz disse que ia entregar cerca de 15 milhões de doses e entregou menos de 3 milhões de doses. Tem tido uma constante frustração no cronograma de entregas por parte do Ministério da Saúde. Do que se esperava ter em março, 50 milhões de doses, vieram menos de 25 milhões de doses. Vieram menos da metade.

Então é responsabilidade na gestão, a gente distribui rapidamente, com técnicos que estão trabalhando sobre isso… olha, o bolsonarismo, infelizmente aqui representado pelo ministro Onyx Lorenzoni, fazem ataques com fakenews. E o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro também com fakenews, com mentiras pra tentar confundir a população e criar esta cortina de fumaça para que as pessoas não enxerguem a única verdade existente: o presidente combateu a vacinação. O presidente da república Jair Bolsonaro disse ele, de viva voz que ele não se vacinaria. Foi inúmeras vezes, estão lá as frases, pode procurar no Youtube ele dizendo “eu não entendo a pressa com a vacina”. Foi o presidente, falando isso. Não entendo essa pressa com a vacina. Não comprou vacinas quando foram ofertadas no ano passado pela Moderna, pela Pfizer, o Brasil poderia estar vacinando muito mais e agora querem dizer que os governadores e que eu esteja retendo vacinas? Bom, pra quem não quer acreditar em tudo isso que eu tô falando aqui, basta ver o seguinte: tá lá, público, nos veículos de comunicação. O Rio Grande do Sul foi sempre um dos 5 estados que mais vacinou no Brasil. Tá sempre entre os top 5, top 3, ontem tava talvez na segunda posição entre os estados que mais vacinou.

Que mágica é essa que o Rio Grande do Sul faz, que esconde vacina, que estoca vacina, que retém vacina, segundo estes mentirosos, e mesmo assim é um dos que mais vacina? Eu vi um comentário de um bolsonarista nas redes dizendo “não, é que vocês estão em um complô, uma gangue, os 27 governadores pra derrubar o presidente, estão juntos nessa de não vacinar.”. Uma maluquice geral, não seriam só os 27 governadores, seriam 27 governadores, 5000 prefeitos, todo mundo num complô, numa gangue pra derrubar o presidente? Que que é isso? Isso não é justo, não é comigo, como governador. Não é justo com os profissionais da área da saúde que estão suando sangue pra poder rapidamente disponibilizar essa vacina no braço de cada gaúcho e de cada gaúcha, um desrespeito com estes profissionais e com todos que estão virando noites pra poder garantir que as vacinas cheguem rapidamente a todos que precisem. Presidente e a sua tropa devem colocar energia não em atacar quem está trabalhando mas sim em buscar internacionalmente que o Brasil seja priorizado nos cronogramas de entregas, para que a gente receba as vacinas mais rápido e leve esta vacina à população.

A origem da raiva (de Eduardo Leite)

onyx lorenzoni

De fato, Onyx Lorenzoni postou nas redes sociais no dia 7 de abril que o governo gaúcho estaria desobedecendo instrução do Ministério da Saúde sobre o uso das vacinas. No twitter, colocou lado a lado um um print do site Valor Econômico e outro de um documento do governo gaúcho emitido em 1/4/2021 e assinado pela secretária Arita Bergmann, orientando a retenção de 10% das doses para uso futuro como segunda aplicação. Outras postagens sugerem a retenção de vacinas por estados, mostrando uma grande diferença entre vacinas enviadas e realmente administradas em todo o Brasil. Há compartilhamentos destas postagens nos perfis de diversos representantes ou apoiadores do governo. Entre eles, Eduardo Bolsonaro e o próprio presidente.

Onyx não gostou

No vídeo, Onyx dispara:

Na manhã desta quinta-feira, o governador do Rio Grande do Sul foi a uma rádio, que é uma incondicional apoiadora do governador, pra fazer ataques generalizados e fazer agrassões a mim e a outras pessoas. Eu venho aqui, governador, lhe dizer e ao povo gaúcho, que eu sempre lhe tratei com respeito. E exijo respeito. Aliás, ao longo da minha já longa vida pública, eu sempre tratei as pessoas com muito respeito independente da sua condição. Agora, governador, o que que foi o post? O posto foi um questionamento sobre um documento do seu governo. Eu respeito escolhas políticas. E eu vou exemplificar aqui para os gaúchos entenderem: o ano passado o governo federal lhe mandou, exclusivamente para o estado do Rio Grande do Sul, assim como para os demais estados, 2 bilhões de reais, para que de maneira discricionária, o senhor poderia escolher, se aplicar na saúde ou aplicar em outras coisas. O senhor escolheu aplicar em outras coisas. Eu discordo disso. Por que que o senhor não fez como o governador do Pará, que conseguiu ter 5 vezes menos mortes que o Amazonas, na mesma condição, atacado pela mesma variante, a tal da P1? Ele cuidou da estrutura de assistência básica. Ele cuidou dos hospitais. Ele deu condições a que os médicos do estado do Pará tivessem todos os medicamentos possíveis para livremente o médico escolher o que tratar e o que não tratar. Não ficou usando parte da imprensa ou trabalhando em comunhão com parte da imprensa para dizer que isso não serve, aquilo não serve. Quem entende de remédio não é jornalista, não é juiz, não é político. Quem entende é médico. E é ele que tem que fazer a escolha.

Governador, o senhor vem a mais de um ano abrindo e fechando, abrindo e fechando. Governador, a Angela Merkel acabou de pedir desculpas aos alemães por que ela estava fazendo um lockdown que não era racional, era um equívoco e ela reconheceu o seu erro. Governador, reconhecer erros não é uma coisa ruim. Demonstra grandeza. Eu posso entender que o senhor está mais sensível. Tá olhando para o Brasil todo e não resolveu o problema do Rio Grande do Sul. Governador, questionar faz parte da democracia. Ofender e agredir mostra desequilíbrio e despreparo. Esta sua secretária da saúde, foi ela que mandou reter vacinas. Foi isto que eu questionei, governador. Bastava uma explicação. Ou o senhor não pode dar explicação, ou o senhor não concorda com o que ela fez ou o senhor não teve coragem para defender a sua subordinada. Agora, de tudo o que o senhor falou hoje de manhã, tirando as agressões totalmente desnecessárias, tem uma coisa que eu concordo: o senhor falou que é preciso cuidar das pessoas que estão passando dificuldade. Governador, nós aqui, o presidente Jair Bolsonaro, a quem o senhor agrediu, a quem o senhor ofendeu hoje de manhã, o presidente Jair Bolsonaro foi o primeiro líder mundial a falar em equilíbrio, proteger a vida e proteger os empregos. Proteger a saúde das famílias. E para que as famílias tenham saúde, elas precisam de emprego e renda, governador. Elas precisam botar comida na mesa para os seus filhos. Não é fechando lojas, não é fechando cidades, não é pintando de colorido o estado que isso vai ser resolvido, governador. Quantos milhares de gaúchos perderam o seu emprego por decisões tomadas em gabinete, governador? De gente que tem o salário pago no final do mês? A nossa luta é para todos, governador. Já distribuímos 43 milhões de vacinas ao Brasil e só 23 milhões de brasileiros foram vacinados até hoje, governador. Dinheiro a rodo para estados e municípios, todo mundo pagou décimo-terceiro em dia, governador. E as pessoas, governador? Elas precisam trabalhar. Então, governador, não se preocupe comigo. Eu tenho couro duro, eu sei me defender, eu tô nessa luta política há muito tempo. E junto com o presidente Bolsonaro, nós temos uma única missão: em nome do Deus que nós acreditamos, que é servir o povo brasileiro. Governador, um pouco mais de humildade. Um pouco mais de respeito. Vá servir o Rio Grande.

Leite foi atrás

Ainda na quinta, Eduardo Leite publicou um vídeo onde está reunido com o próprio ministro da saúde, dizendo estar esclarecendo a mentira de que o RS estaria estocando vacinas.

 

Do episódio, fica a máxima: a política é a arte de falar sem dizer, para depois dizer que não falou. Além de ser um teste de resistência para quem consegue esticar a corda por mais tempo. Neste caso, Onyx ganha de lavada. Quando Eduardo era só um piá brincando no playground da Praça Coronel Pedro Osório, Lorenzoni já tomava café em Brasília.

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