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Retrospectiva 2017 – Nacionais (Parte 4)

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Edição: Cesar Augusto Cavazzola Junior

Conteúdo: Guilherme Macalossi, Cesar Augusto Cavazzola Junior, Felipe Pedri, Jesael Duarte da Silva

 

O caso Aécio Neves: o moralismo como alimento do baguncismo – Guilherme Macalossi

A Lava Jato poderia ter sido o antídoto ao ambiente público nocivo do país. Nas condições atuais, que não foram modificadas desde o advento da investigação em curso, o que temos são enormes estruturas estatais repletas de burocratas e uma elite econômica que se escora no governo para não correr os riscos do capitalismo de livre mercado.

Como a grande mídia defende o que há de pior – Cesar Augusto Cavazzola Junior

A Lócus Online realizou uma pequena síntese de como a mídia tratou a questão da QueerMuseu. A defesa da mostra foi geral, sendo pouco os veículos de mídia que se posicionaram contrariamente ao que estava sendo exposto.

A frustração de Chico Pinheiro com os pobres – Guilherme Macalossi

O jornalista Chico Pinheiro, o maior concorrente do Louro José nas manhãs da Rede Globo, usou sua conta no Twitter para sentenciar: “Pobre de direita é burro”.

A tal Portaria que modifica o conceito de “trabalho escravo” – Cesar Augusto Cavazzola Junior

Os jornais têm publicado uma série de notas acerca da Portaria MTB Nº 1129, de 13/10/2017, publicado no Diário Oficial em 16/10/2017, que dispõe sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas à de escravo para fins de concessão de seguro-desemprego ao trabalhador que vier a ser resgatado em fiscalização do Ministério do Trabalho, nos termos do artigo 2-C da Lei nº 7998, de 11 de janeiro de 1990, dentre outras alterações.

O caso Aécio é diferente do de Delcídio, e tratá-lo assim não é ter bandido de estimação – Guilherme Macalossi

No primeiro artigo que escrevi sobre o caso Aécio Neves, afirmei que o eleitorado do tucano, formado por muitos conservadores e liberais, era continuamente desafiado a reafirmar sua defesa intrínseca da ética, já que era esse conjunto de pessoas que cobrava a punição dos líderes do PT envolvidos na Lava Jato. Desta maneira, sendo Aécio alvo de denúncias por parte do Ministério Público Federal, o tratamento que eles deveriam dar para o tucano só poderia ser o mesmo.

Luciano Huck já é cotado para disputar presidência em 2018 – Cesar Augusto Cavazzola Junior

Luciano Huck vem sendo cotado como um possível candidato à Presidência da República do Brasil. Luciano nega a possibilidade de concorrer em 2018. Isso é muito óbvio, Luciano: como você espera sair de programas de palco e ir assumir o cargo mais importante de uma República?

A pré-candidatura de Manuela D’Àvilla é uma não-notícia – Guilherme Macalossi

Leitores do blog e ouvintes do meu programa de rádio pedem que eu comente sobre a pré-candidatura de Manuela D’Àvilla para Presidente da República. Para quê? Trata-se de uma não-notícia. O PCdoB, partido do qual ela é integrante, é um apenas um satélite do PT. Não há a menor chance de ganhar autonomia e lançar um nome por conta própria. Assim como nas eleições anteriores, quando apoiou Lula e depois Dilma, o partido comunista se contentará com o mesmo espaço subalterno em 2018.

William Waack foi mais burro do que racista, mas isso não importa – Guilherme Macalossi

William Waack, apresentador do Jornal da Globo, foi flagrado em um vídeo de bastidores cometendo o que se pode caracterizar como injúria racial. Incomodado com um motorista de carro que passava buzinando próximo ao local onde seria gravado um comentário para a TV, o jornalista disse: “Ta buzinando por quê? Seu merda do cacete. Deve ser um, com certeza, não vou nem falar de quem, eu sei quem é, sabe o que é”. Em seguida, se inclinando para falar ao interlocutor que estava no seu lado, murmurou: “Preto, né? Preto”.

O Governo Temer tem méritos sim – Guilherme Macalossi

A deposição Dilma foi fator importante para criar otimismo no mercado. Mesmo assim, os efeitos do impeachment jamais seriam de médio e longo prazo. A substituição do trágico governo anterior por outro que não tivesse disposição política de fazer o que precisava ser feito, resultaria no continuísmo da depressão econômica. Se os indicadores vêm melhorando ao longo deste ano e meio, é em virtude dos contínuos esforços realizados.

Bolsonaro é o novo Collor? – Guilherme Macalossi

Meu amigo Paulo Cruz, a quem entrevistei no Podcast Lócus, fez uma provocação interessante no Facebook: falou que Jair Bolsonaro é o novo Fernando Collor. Foi o suficiente para atiçar os leitores, que se manifestaram na postagem com comentários favoráveis e contrários à afirmativa.

Luciano Huck, o não político que é amigo de todos os políticos – Guilherme Macalossi

Luciano Huck poderá ser candidato a presidente do Brasil, ainda que, em conversas privadas, negue ter essa pretensão. Caso se viabilize como opção eleitoral, entretanto, cabe desmistificar aquilo que começa a ser criado no seu entorno: a imagem de outsider. Ainda que nunca tenha tido filiação ou militância, Huck é próximo de inúmeras lideranças partidárias tradicionais, de modo que ele não pode ser considerado uma figura de fora do ambiente político brasileiro.

Katia Abreu, a traidora de seu eleitorado, finalmente é expulsa do PMDB – Guilherme Macalossi

A senadora Kátia Abreu é um legítimo caso de auto desperdício. Voluntariamente, ela se atirou na lata do lixo da história. Poucas vezes se viu uma personagem do mundo político trair de forma tão ostensiva e obstinada o eleitorado que a elegeu, trocando o voto liberal-conservador por um cargo no governo de Dilma Rousseff.

O PSDB em 2018: esquerdista pra valer e sem voto – Guilherme Macalossi

O PSDB nunca escondeu sua linha doutrinária esquerdista. Quem o botou artificialmente na “direita” foi o PT, que sempre foi eficiente em vender suas narrativas políticas. Na oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso, Lula e seus companheiros souberam pespegar no tucanato a pecha de “neoliberal”, aquela palavrinha desprovida de sentido prático mas que está na boca de todo professor de sociologia.

A covardia está no DNA do tucanato e ela é o maior ativo que o PT possui para inviabilizar o país – Guilherme Macalossi

Quantos anos o PSDB escondeu os feitos positivos do governo Fernando Henrique Cardoso? tudo por covardia de enfrentar o petismo em temas como privatização e responsabilidade fiscal. O tucanato permitiu que Lula e seus aliados se apropriassem da estabilidade econômica, obtida mesmo que com a oposição radical do PT. Quem não se lembra da patética cena de Geraldo Alckmin em 2006 vestindo um macacão com emblemas de estatais para tentar fugir da pecha de privatista?

São Paulo não está mais linda com João Doria – Guilherme Macalossi

Quem diria que um dia eu concordaria com Alberto Goldman, uma das figuras mais esquerdistas do PSDB? Tudo porque fui passear na cidade de São Paulo. O objetivo da viagem era turístico, mas não pude deixar de avaliar, mesmo que superficialmente, a quantas anda a maior capital do país.

Sem Meirelles, Lula teria sido a Dilma – Guilherme Macalossi

Ainda que os números do IBGE sobre a pobreza no Brasil sejam impressionantes e revelem o tamanho da fraude intelectual que consistia o discurso de Lula sobre a ascensão social supostamente promovida durante o seu governo, persiste o senso comum de que o mandato do ex-presidente proveu bonança aos pobres. Despida do contexto e dos condicionantes, trata-se apenas de uma mistificação petista assentada no baixo nível de informação da maioria da população.

Bono Vox e os mortadeleiros VIPs – Guilherme Macalossi

O senador Roberto Requião, aquele que costumava bajular Lula comendo mamonas, anunciou que o cantor Bono Vox, da banda U2, virá ao Brasil para acompanhar o julgamento do ex-presidente. Segundo Requião, também foi convidado o senador americano Bernie Sanders.  A ideia é que eles e outras celebridades participem de um “Fórum Social Mundial Extraordinário” e promovam “atos pela defesa da democracia” enquanto o Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF4) trabalha.

A batalha da linguagem, o partido da imprensa e a nova hegemonia – Felipe Pedri

Desde a redemocratização, passamos por um pequeno período de liberdade de circulação de ideias. No entanto, os atores que acenderam ao cenário político cultural, logo construíram o que chamamos de hegemonia. Este cenário – que propiciou um projeto totalitário muito mais perverso que o anterior – foi colocado em xeque a partir da disrupção de 2013. Ocorre que, mesmo após esse rompante, estamos diante da tentativa de reedificar a mordaça cultural.

Que saudades de quando Maluf era o maior corrupto do país – Guilherme Macalossi

Talvez o leitor mais jovem não lembre, mas já houve tempo, tempo nem tão antigo assim, no qual a corrupção brasileira tinha ares românticos. Os assaltantes do erário público não buscavam o poder eterno, a consolidação do partido como ente superior de razão ou a reforma da sociedade tendo como parâmetro a ideologia. Queriam apenas tirar uns caraminguás por fora, vendendo facilidades que ofertavam a partir dos postos que ocupavam. O roubo tinha uma finalidade particular, não se tratava de uma ação coletiva nem de um plano de governo.

Mesmo cassado e condenado, José Dirceu receberá uma aposentadoria gorda da Câmara Federal – Guilherme Macalossi

Cassado em 2005, condenado por corrupção ativa no Mensalão e por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Petrolão, José Dirceu receberá uma aposentadoria fixa de R$ 9.646 da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, um trabalhador comum recebe em média R$ 1.200 do INSS. O Brasil é ou não o paraíso dos vigaristas? A Reforma da Previdência impediria Dirceu de receber esse valor. Mas não, é preciso manter a coisa como está, para o bem do trabalhador.

Por que a Globo não aplica para José de Abreu, Fábio Assunção e José Mayer o critério de demissão usado com William Waack? – Guilherme Macalossi

Depois de afastado provisoriamente da bancada do Jornal da Globo, William Waack teve seu contrato finalmente reincidido. O fato se deu depois do vazamento de um vídeo de bastidores no qual o jornalista fez uma suposta injúria racial contra um motorista que passava buzinando próximo ao estúdio da Rede Globo em Washington.  Era obvio que, desde que Renata Lo Prete leu o duro comunicado da emissora sobre o episódio, ele não voltaria para o noticiário da casa.

O Datafolha mostra que os brasileiros não apenas gostam dos elefantes do governo como amam carregá-los nas costas – Guilherme Macalossi

Não adianta desacreditar os números do Datafolha sobre a opinião dos brasileiros em relação à privatização de empresas públicas. O levantamento feito pelo instituto apenas comprova um fato histórico: nosso povo é profundamente apaixonado pelo Estado, ainda que seja ele o causador de todas as nossas mazelas.

Em quem os assaltantes de Maria do Rosário vão votar para deputado federal em 2018? – Guilherme Macalossi

A deputada petista Maria do Rosário foi assaltada diante de sua casa na tarde desta última quarta-feira. De acordo com a polícia, ela e seu marido, Eliezer Pacheco, haviam acabado de chegar de uma viagem quando foram abordados por três criminosos que chegaram em um veículo vermelho. Eles levaram o carro da parlamentar bem como seus pertences pessoais. Não é a primeira vez que Maria do Rosário passa por uma situação como essa. Em 2006, ela foi vítima de um assalto na frente da casa de sua mãe.

Meirelles e o comparativo da economia entre 2016 e 2017: o Brasil vai saindo da fossa das Marianas do PT – Guilherme Macalossi

O esforço do governo para tirar o país da crise, uma verdadeira fossa das Marianas fiscal produzida por Dilma e por Lula, é tão grande quanto o esforço da esquerda em inviabilizá-lo. As medidas econômicas saneadoras adotadas tiveram radical oposição do PT e de seus satélites radicais. 2018 tem tudo para ser até pior, visto que a votação da Reforma da Previdência ficou para o próximo mês de fevereiro.

O autoritarismo da campanha “Segunda sem Carne” à brasileira – Jesael Duarte da Silva

O movimento Segunda sem Carne foi criado nos EUA pelo marqueteiro Sid Lerner, em 2003. O meatless monday visava alertar a população sobre os malefícios do consumo de carne em excesso, como pressão alta, obesidade e câncer do intestino. No método, algo simples: deixar de comer carne nas segundas, diminuindo o consumo total do indivíduo e melhorando a saúde daqueles que comem em excesso. Em suma: uma campanha de saúde com um ótimo gancho de marketing (começar na segunda) e de cunho informativo.

Nacionais

Eva Lorenzato: “No Brasil e no mundo, as pessoas reconhecem o trabalho do PT”. Tchequinho não poupa

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Já se passou o tempo em que defender ex-presidiários era sinal de imoralidade. Eva Lorenzato é uma amostra destes tempos

Lula esteve na Europa recentemente. A agenda incluiu o presidente da França, Emmanuel Macron, o futuro chanceler alemão Olaf Schulz, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, que disputará as eleições presidenciais francesas, o ex-premiê da Espanha José Luís Zapatero e o prêmio Nobel de Economia em 2001, Joseph Stiglitz. Na Espanha,  com o atual premiê espanhol, Pedro Sánchez.

Em Madri, Lula participou na quinta, 18, da abertura de um seminário de cooperação multilateral e recuperação em um cenário pós-Covid-19. Na ocasião, defendeu a quebra de patentes de vacinas para ampliar a igualdade no acesso aos imunizantes.

Em Paris, o ex-presidente foi recebido no Palácio do Eliseu com honras de chefe de Estado por Macron, um desafeto de Bolsonaro. Ao francês, Lula defendeu uma nova governança global e discutiu ameaças à democracia e aos direitos humanos. E por aí vai…

Eva Lorenzato (PT) não perdeu a oportunidade de enaltecer a participação do ex-presidente no cenário europeu. Para ela, o mundo inteiro reconhece o trabalho do Partido dos Trabalhadores e do PT: “Muito orgulho nós temos do estadista que Lula está sendo”. Veja:

Tchequinho (PSC), que não poupa críticas para se referir ao ex-presidente: “Ficou 16 anos saqueando o Brasil, e agora fica dando palestra dizendo que vai resolver os problemas do país”. Veja:

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Nacionais

Candeia critica fala de Toffoli sobre Poder Moderador e semipresidencialismo no Brasil

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Durante o 9.º Fórum Jurídico de Lisboa, o ex-presidente do Supremo afirmou que hoje o Brasil vive um “semipresidencialismo com um controle de poder moderador que hoje é exercido pelo Supremo Tribunal Federal. Basta verificar todo esse período da pandemia”. O evento foi organizado pelo supremo magistrado Gilmar Mendes.

Para Candeia, essa afirmação é o mesmo que dizer que houve uma mudança constitucional sem a participação do Congresso Nacional. Veja:

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Covid-19

Seis meses depois, a CPI dos Horrores é encerrada com indiciamento até do Presidente da República

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Durante seis meses, os brasileiros acompanharam bestializados o espetáculo midiático liderado por “três patetas”: Renan Calheiros (MDB-AL), que já pagou pensão à amante com dinheiro público e até usou jatinho da FAB para fazer implante de cabelo, com processos que podem deixar uma banca de advogados trabalhando por anos; Omar Aziz (PSD-AM), talvez o mais desconhecido dos três, mas acusado de corrupção e desvio de dinheiro público até o  último fio de cabelo; e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um cão pinscher que late a ponto de espantar todas as pombas dum parque, mas incapaz de matar uma formiga, e não por seu um sujeito decente, mas fraco. Dá para fazer uma menção honrosa a Humberto Costa (PT-CE), um dos fiéis escudeiros de Lula, com o único papel de inviabilizar qualquer proposta que leve a assinatura de Bolsonaro.

Na véspera de completar seis meses de atividades, a CPI da Pandemia aprovou, nesta terça-feira (26), seu relatório final, em que prevaleceu o texto do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O documento recebeu sete votos favoráveis e quatro contrários (os votos em separado apresentados por outros parlamentares não chegaram a ser analisados).

Votaram a favor do documento os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Otto Alencar (PSD-BA). Votaram contra os senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

O parecer da comissão parlamentar de inquérito agora será encaminhado a diferentes órgãos públicos, de acordo com a competência de cada um. Será enviado à Câmara dos Deputados, à Polícia Federal, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), a ministérios públicos estaduais, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

A versão final do parecer, que tem 1.279 páginas, recomenda o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pela prática de nove infrações. Os três filhos do presidente também não foram poupados pelo relator, que os acusou da prática de incitação ao crime: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Além deles, Renan Calheiros identificou infrações penais cometidas por duas empresas, a Precisa Medicamentos e a VTCLog, e por outras 74 pessoas. Entre elas, deputados, empresários, jornalistas, médicos, servidores públicos, ministros e ex-ministros de Estado.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu ao relator Renan Calheiros a inclusão do nome de Heinze na lista com as propostas de indiciamento por disseminação de fake news, pedido que foi inicialmente aceito pelo relator. Nas palavras de Vieira:

Essa CPI teve a coragem de pedir o indiciamento do presidente da República, de outros parlamentares e do líder do governo na Câmara [deputado Ricardo Barros], e não pode fechar os olhos ao comportamento do senador [Heinze], que reiteradamente repete mentiras para desinformar o cidadão.

Parlamentares governistas saíram em defesa de Heinze e apelaram ao relator para que ele reavaliasse a decisão. O senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que Renan, desde o início da CPI, trabalhou para tentar incriminar o presidente Bolsonaro e deveria também estar na lista. No início da noite, o próprio Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu a retirada do nome de Heinze da lista. Ele alegou motivos formais e materiais para o recuo.

Ele manifestou os desvarios usando a tribuna da comissão. Formalmente, me rendo ao argumento de que a imunidade parlamentar teria percepção alargada, embora pessoalmente não concorde com isso. Pelo mérito, uso o dito popular: ‘”não se se gasta vela boa com defunto ruim”. Não posso colocar em risco o bom trabalho da CPI por conta de mais um parlamentar irresponsável.

O último grande debate realizado na CPI repetiu o que foi visto ao longo dos seis meses de comissão. Demonstrando apoio ao relatório de Renan Calheiros (MDB-AL), os oposicionistas não pouparam críticas à atuação do governo federal na pandemia e acusaram o presidente Jair Bolsonaro de ter contribuído para o elevado número de mortes no país.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a CPI conseguiu chamar a atenção da população, trouxe luzes sobre os fatos e conseguiu provar que a estratégia do governo federal foi a busca pela imunidade coletiva sem vacinação (a chamada imunidade de rebanho), o que representa um crime doloso.

Senadores destacaram que, mesmo com o término da CPI, não vão encerrar seus esforços. Para isso, defenderam a criação da Frente Parlamentar de Observatório da Pandemia e prometeram entrar em contato com o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Tribunal Penal Internacional de Haia. Os senadores governistas, por sua vez, continuaram criticando o que eles chamam de investigação seletiva da comissão, que, segundo eles, preocupou-se somente em desgastar o governo. Além disso, para eles, a CPI se omitiu ao não investigar o destino das verbas federais enviadas a estados e municípios.

Marcos Rogério disse que a CPI se revelou um estelionato político; e o relatório final, uma fake news processual. Segundo ele, a comissão protegeu acusados de corrupção. Para Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), a comissão é o maior atestado de idoneidade do governo federal, pois, de acordo com ele, o maior escândalo levantado foi o de uma vacina não adquirida e que não custou um real aos cofres públicos. O relatório, segundo Para ele, é um “relatório político e sem base jurídica”.

E os absurdos não param por aí. Antes da votação do relatório, a CPI da Pandemia aprovou seus últimos dois requerimentos. O primeiro, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pede a quebra de sigilo telemático das redes sociais do presidente Jair Bolsonaro e a suspensão de acesso aos seus perfis — o pedido foi feito após declarações que o presidente fez em uma live associando a vacina contra a covid-19 ao desenvolvimento do vírus da aids.

É certo que o encerramento da CPI não pode ser comemorado pelos governistas. Não haverá brecha para respirar. Calheiros, Aziz, Randolfe e demais queriam a cabeça de Bolsonaro numa bandeja. No entanto, poucos levaram esse trabalho a sério. Como num tribunal do crime, onde bandidos assumem o papel inquisitório, a CPI dos Horrores nada fez pelo Brasil a não ser expor ainda mais o nível da classe de políticos que a população é obrigada a sustentar.

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