Scheis: “Videomonitoramento não pode ser mais um instrumento de arrecadação”

Na Sessão Plenária desta segunda-feira (20)Luiz Miguel Scheis (PDT) questionou a verdadeira finalidade do videomonitoramento em Passo Fundo. Para o parlamentar, o que se vendeu como uma medida para aprimorar o sistema de segurança pública, está sendo utilizado para aprimorar uma indústria da multa no Município. “Nós não queremos que seja um outro instrumento de arrecadação”, destacou.

No dia 11 de maio, o site da Lócus Online publicou a matéria “Prefeitura gasta 500 mil em câmeras de videomonitoramento. Vão multar?“, de Jesael Duarte, que apresenta em detalhes a aquisição das câmeras de videomonitoramento que serão espalhadas em Passo Fundo para “dar mais segurança”. O que no início era vendido como medida de controle da criminalidade, está claro que integrará também medidas para aprimorar a conhecida “indústria da multa” no Município, pois será possível monitorar infrações de trânsito como falta de uso do cinto de segurança, uso de celular e outras condutas proibidas aos motoristas.

Tchequinho (PSL) havia usado a tribuna da Sessão do dia 13 de maio para criticar a medida. De acordo com o parlamentar, foi repassado mais de R$ 2,5 milhões para o videomonitoramento. A maior parte será destinada à região central da cidade. Para ele, o videomonitoramento será utilizado pelo Poder Executivo Municipal para saquear a população de Passo Fundo com a aplicação de multas. “Isso vai se tornar um verdadeiro caça-níquel, totalmente ao contrário das medidas que estão sendo realizadas pelo Governo Bolsonaro”, destacou. 

Abaixo, é possível acompanhar o trecho do discurso de Luiz Miguel Scheis na Tribuna:

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