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Política

Mesmo com resultado sob suspeita de fraudes, senadores brasileiros correm para bater continência a Biden

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O recente resultado das eleições dos Estados Unidos, embora provisório e com muitos indícios de fraude, tem levado a uma verdadeira corrida de simpatizantes dos democratas, de pessoas anti-Trump e sem contar do suporte diário da grande mídia internacional para garantir a legitimidade do pleito e colocar outro agente do globalismo no comando dos Estados Unidos, o ex-vice-presidente Joe Biden. No Brasil, inúmeras figuras públicas tomaram semelhante atitude, como é o caso dos senadores.

Em recente publicação da agência de notícias do Senado Federal, foram elencadas mensagens de apoio proferidas pelos parlamentares:

“Joe Biden disse que será o presidente de todos americanos. Espero que também seja de todos os países com os quais os EUA mantêm relações diplomáticas e comerciais. E que a relação comercial entre Brasil e EUA, mantida há décadas, possa se fortalecer, principalmente neste momento de retomada do desenvolvimento econômico pós-pandemia que os nossos países vão atravessar, em que é preciso, mais do que tudo, união” (senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE))

“Democracia não sou eu, somos nós. EUA votou e decidiu legitimamente. Aceitar regras e resultado é o que diferencia democratas de autocratas. Trump não admite descer do altar. Biden prepara e chama todos para a mesa de comunhão”(Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a senadora Simone Tebet (MDB-MS))

“Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias das Américas. Estou confiante que o presidente Jair Bolsonaro vai aprofundar nossa relação bilateral, em benefício dos nossos povos e região. Parabéns a Joe Biden e Kamala Harris, aos quais faço votos de uma gestão de êxito e conciliação” (senador Fernando Collor, ex-presidente da CRE)

“O povo norte-americano fez sua escolha soberana. Joe Biden e Kamala Harris têm a missão de levar os Estados Unidos de volta ao seu lugar entre as democracias do mundo. Há um sentimento de alívio no ar, e os brasileiros compartilham essa esperança” (senador Renan Calheiros (MDB-AL))

“Desejo que o presidente eleito Joe Biden faça bom governo e se relacione bem com o Brasil. E torço para que lidere o país no propósito de um convívio harmonioso entre as nações do mundo inteiro” (senador Lasier Martins (Podemos-RS))

“Como membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal eu não poderia deixar de cumprimentar o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, por sua vitória. Desejo que faça um bom governo nestes anos difíceis que estamos vivendo” (senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO))

“Felicito o presidente eleito Joe Biden: sua vitória renova as esperanças em um mundo com mais diálogo entre os diferentes e na retomada do multilateralismo, da defesa dos Direitos Humanos e de uma agenda ambiental ambiciosa” (senador Fabiano Contarato (Rede-ES), presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA))

“Que a vitória de Joe Biden marque o início de um tempo de mais tolerância, de menos ódio e radicalismo mundo afora. E que nossos laços com os EUA tenham como único compromisso os interesses do Brasil e dos brasileiros” (senador Eduardo Braga (MDB-AM))

“Parabenizo o presidente eleito dos EUA, Joe Biden. Que o novo presidente traga união ao povo americano e que sua eleição signifique um novo contexto político mundial com mais respeito ao regime, tolerância e menos beligerância internacional” (senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA))

“A vitória de Biden traz expectativa de tempos menos conflituosos na política da maior potência mundial. Como membro da CRE, espero que continue a boa relação com o Brasil, sobretudo no comércio e na diplomacia, longe do personalismo da relação Trump/Bolsonaro, e sem arroubos autoritários” (Angelo Coronel (PSD-BA))

“Venceu o diálogo. A grande potência mundial será liderada por Biden. Temos agora a oportunidade de nos tornarmos nações menos polarizadas, com mais fluxo de comércio, diplomacia, tolerância e democracia. Temos muito a ganhar com essa vitória” (senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP))

“A vitória de Joe Biden traz alívio para um mundo submetido à dupla ameaça da pandemia e da competição hegemônica. Seu compromisso com a democracia, com instituições e acordos internacionais, será bem-vindo por aliados e adversários. Um perfil conciliador e longa experiência de missões diplomáticas limitam riscos de impulsos belicosos, com ameaças à paz mundial. O Brasil só tem a ganhar reiterando sua tradição de cooperação independente com o futuro governo Biden” (senador José Serra (PSDB-SP))

“Os ventos da democracia avançam pelo continente americano, trazendo novos ares, respeito às diversidades e aos direitos humanos. Com a democracia, se corrigem rumos, caminhos são reconstruídos, os olhos da esperança se alegram. Com a democracia, tudo! Sem a democracia, nada!” (senador Paulo Paim (PT-RS))

“A vitória de Joe Biden e Kamala Harris é um sopro de esperança para a democracia, sistema onde a população decide os rumos e tem também a oportunidade de corrigir suas escolhas. Desejo sabedoria e sucesso na missão de governar para todos, como o próprio Biden se propôs. Torço ainda para que o novo governo dos EUA construa uma relação harmoniosa com todas as nações” (senadora Leila Barros (PSB-DF))

“Os tempos atuais dão um ensinamento: quem defende o ódio e a divisão não prosperará” (senador Jaques Wagner (PT-BA))

“Trump foi derrotado. Bolsonaro vai entregar a coleira pra quem? Que a vitória de Joe Biden sobre Trump abra a possibilidade de enterrar tudo o que esse atual governo dos EUA tem representado de nefasto ao Brasil e ao mundo. Eu o felicito pela vitória. E não vejo a hora de que, em 2022, possamos derrotar Bolsonaro, a cópia malfeita de Trump. O Brasil precisa voltar a ter uma relação com os EUA pautada em um debate político elevado, de ideias e, sobretudo, que respeite os ideais de civilização, algo impossível de se ter com duas figuras como Trump e Bolsonaro. Parabéns, EUA, pela escolha! Parabéns, Joe Biden!” (senador Humberto Costa (PT-PE))

“Mesmo em meio à campanha não poderia deixar de passar aqui e registrar meus parabéns ao 46º presidente eleito dos EUA, Joe Biden e sua vice, Kamala Harris. Grande feito com grandes consequências, inclusive para nós. O Partido Democrata demonstrou maturidade, contrapôs o candidato com a verdade quando ele mentiu, com a esperança quando ele semeou o medo, com a união quando ele ameaçou dividir o país. Uma conquista de equipe. Desejo ao presidente-eleito sucesso, e que ele contribua com sua experiência para conduzir os Estados Unidos nos mares bravios adiante, especialmente afetados pelas crises sanitária, ambiental, e de injustiça econômica e racial. Da nossa parte ficam os votos de que aprendamos a lição e façamos nossa parte para defenestrar em 2022 o preconceito, o autoritarismo e a beligerância que pairam sobre nós. Façamos nossa parte para repensar nossos caminhos, e abraçar a mudança” (senador Jean Paul Prates (PT-RN))

“Clinton, Bush e Obama, últimos três presidentes norte-americanos, antes de Donald Trump, comandaram o país por dois mandatos consecutivos. Dos 25 presidentes dos Estados Unidos que tentaram reeleição, 16 conseguiram levar a melhor na disputa eleitoral. A não reeleição de Trump é uma resposta à sua gestão autoritária, arrogante e prepotente. O comando do republicano foi marcado pelo desrespeito aos direitos do povo e aos direitos constituídos de outros países. A humildade é necessária, independente do cargo que se ocupe” (senador Telmário Mota (Pros-RR))

“Testemunhamos não só uma vitória da democracia estadunidense, mas da democracia mundial. A maioria do povo da maior potência econômica deu o seu recado nas urnas. E ele é muito claro: não haverá segunda chance para quem governa movido pela vaidade, egoísmo e intolerância, pelo desrespeito às mulheres, aos negros, aos indígenas, aos imigrantes, refugiados e estrangeiros; para quem despreza o meio ambiente e acordos ambientais; quem quer armar a população e usar a boa fé religiosa para dissimular preconceitos, quem despreza a ciência e dá mau exemplo na prevenção à covid e no combate à pandemia. Ao fim e ao cabo, o desejo e a esperança de um futuro com mais respeito à vida venceram” (senadora Zenaide Maia (Pros-RN))

“A vitória de Biden nos EUA pode não trazer grandes alterações nas relações com o Brasil, mas é um indicativo de que a onda de ultraconservadorismo no mundo pode ter vida curta. Motivo mais que forte para comemorar” (senador Weverton (PDT-MA))

“A queda da direita populista nos Estados Unidos é um alento para toda a América Latina. Novos ventos sopram a favor da democracia e do meio ambiente até mesmo no Brasil. Parabéns ao povo americano e a Joe Biden”, afirmou Paulo Rocha (PT-PA).O mundo se alegra e aplaude a mudança ocorrida nos EUA. Viva Biden! Que seja uma inspiração para a próxima eleição presidencial. Chega de retrocesso civilizatório e turbulência” (Maria do Carmo Alves (DEM-SE))

“Um rápido intervalo nas informações aqui sobre a crise no Amapá, para compartilhar uma boa notícia para o planeta. Vitória da democracia e de nosso pacto civilizatório. A derrota de Trump é uma vitória da humanidade, põe freio ao populismo fascista, devolvem os EUA para o acordo de Paris, restabelecem a convivência civilizatória e aumenta a pressão por um novo modelo de desenvolvimento no planeta. Que os ventos do norte cheguem ao Brasil. Bolívia, Chile e agora EUA, ao que parece o tsunami fascista não passava de marolinha”(senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP))

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Passo Fundo

Discussão sobre liberdade de expressão centraliza críticas a Tchequinho

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De acordo com o vereador, a Rádio Uirapuru está agindo politicamente, e não difundindo as notícias como deveria: “Eles não estão preocupados em entregar notícias, mas em formar opiniões”. Parlamentares criticam postura do colega. Alberi Grando cobrou inteligência emocional de Tchequinho

Não é de agora que o vereador Tchequinho vem expondo, na tribuna da Câmara de Vereadores de Passo Fundo, os ataques que recebe dos meios de comunicação locais. Em muitas oportunidades, o parlamentar pediu medidas da Câmara, fazendo até mesmo coro para retratação.

Num debate específico envolvendo recentes investimentos no estado do Rio Grande do Sul, Tchequinho (PSC) havia dito, na Sessão Plenária do dia 21/06, que o anúncio de investimentos nas rodovias por parte do governador Eduardo Leite vai ser utilizado como campanha antecipada para muitos parlamentares. Segundo o parlamentar, as rádios de Passo Fundo se omitem na hora de expor esses fatos, optando por aplaudir e elogiar essas atitudes.

Na sessão do dia 14 de julho de 2021, colocou na tribuna um áudio de três jornalistas da Rádio Uirapuru, que fazem o programa Repórter do Povo, apontando que os comunicadores estavam querendo intervir nos trabalhos do legislativo local.

Houve uma sugestão para que a Comissão de Ética começasse a punir os parlamentares por mentiras contadas na tribuna. Para Tchequinho, a sugestão é ótima, isso porque, conforme mesmo disse, trazer mentiras para a comunidade não é papel dele. Se os radialistas estão se referindo especificamente a alguém, ele disse, deveriam informar e provar o que estão afirmando.

Tchequinho cobrou transparência da Rádio, questionando quanto é que recebem do poder público para publicidade e propaganda: “Digam vocês quanto é que receberam nesses últimos oito anos”. Lembrou ainda que o ex-prefeito Luciano Azevedo agora tem programa na emissora.

A equipe da Lócus pediu cópia do discurso ao parlamentar, que prontamente nos atendeu.

Ainda, se valeu de um conjunto de fatos para divergir falas dos comentaristas. Veja, a seguir, o trecho com a exposição do vereador Renato Orlando Tiecher:

Na Sessão Plenária do dia 10 de agosto de 2021, foi rejeitada a MOÇÃO Nº 41/2021, de repúdio aos comentários feitos no programa Repórter do Povo, exibido dia 13 de julho de 2021 pela Rádio Uirapuru, no qual seus participantes “insinuam que os vereadores de Passo Fundo faltam com a verdade, querendo calar e tirar os direitos dados a eles, com fundamento no art.29 da Constituição Federal”.

Antes da votação, ao abrir o tempo de fala dos parlamentares inscritos para discutir o projeto, Tchequinho disse não estar confortável em ter que dar andamento a uma moção de repúdio contra uma rádio ou mesmo contra um grupo de radialistas. No entanto, afirmou que, desde que assumiu a cadeira de vereador pela primeira vez em 2012, que prometeu a si mesmo que não serviria a interesses obscuros e nem mesmo iria aguentar desaforo de ninguém: “A verdade sempre prevalecerá; por isso, jamais vou aceitar mentiras, de quem quer que seja”. Para ele, a moção é para que a moral e a dignidade de nenhum dos parlamentares da Câmara veja atacada. De acordo com Tchequinho, a Rádio Uirapuru está agindo politicamente, e não difundindo as notícias como deveria: “Eles não estão preocupados em entregar notícias, mas em formar opiniões”.

Evandro Meireles (PTB), fazendo uso da tribuna, criticou o teor da proposição: “Embora seja um prerrogativa que compete aos vereadores, nós temos tantas coisas importantes para discutir em prol da nossa comunidade…” Chamando Tchequinho de “imbecil”, disse que a Rádio Uirapuru tem um papel social bastante importante na cidade, deixando sempre “os microfones abertos a qualquer cidadão”. Para Meireles, muitos atendimentos a demandas da população foram feitos pela Rádio, o que reforça a sua importância: “É uma rádio de confiança da nossa comunidade”. De acordo com Meireles, a Uirapuru cede o direito de resposta a todos aqueles que quiserem, o que não foi feito por Tchequinho: “Isso [a moção] é um desrespeito com uma empresa que ajuda quem precisa”. Finalizou dizendo: “Nós não estamos no tempo da ditadura, e hoje nós temos a liberdade da imprensa. Meu voto é totalmente contrário a esta moção”.

Eva Lorenzatto (PT) cobrou respeito à democracia. Para ela, é inadequada a forma como Tchequinho costuma ir à tribuna para falar de jornalistas.: “No mundo todo, a liberdade de imprensa é o que salva a democracia”. De acordo com a parlamentar, há outros instrumentos legais, como ação por dano moral, para que o vereador que se sentir lesado possa procurar a Justiça. Disse ainda que, se Tchequinho tivesse anexado à moção um pedido de resposta negado pela Rádio, certamente ela estaria ao lado dele, mas não foi o que aconteceu: “Meu voto é contrário. Para mim, trata-se de uma moção sem pé nem cabeça”.

Rafael Colussi (DEM) apontou que os áudios encaminhados à Mesa Diretora por Tchequinho não indicam que a Rádio tenha mencionado algum vereador e que tenha chamado algum vereador de mentiroso, mas que, se porventura algum parlamentar mentisse, que fosse julgado pela Comissão de Ética da Casa. “Temos que nos atermos às nossas funções. Olha o tempo que vamos demorar discutindo esta moção”, pontuou. Para Colussi, o respeito é a palavra-chave da democracia, porquanto é normal a contrariedade de posicionamentos. Destacou que não se deve levar para a tribuna, portanto, questões de caráter pessoal.

Alberi Grando (MDB) reforçou que o vereador possui o direito de fazer uso da moção, mas que o instituto está sendo desgastado pelo uso desnecessário. Vale destacar que a equipe da Lócus já havia alertado sobre o uso excessivo de moções que a Câmara estava fazendo em matéria. Ainda, lembrou que os regimes totalitários do mundo começam com ataques à imprensa, o que não deve ser incentivado pela Casa: “Se eu pedir que a imprensa se cale, estarei sendo totalitário”. Para finalizar, cobrou inteligência emocional do Tchequinho.

Nharam Carvalho (DEM) saiu em defesa da Rádio, garantindo que sempre houve respeito a posicionamentos contrários, seja a linha ideológica que for. Por experiência pessoal, assegurou que sempre recebeu elogios nos acertos e críticas nos erros, mas nunca se sentiu desrespeitado pelas opiniões.

Rodinei Candeia (PSL) sustentou que, ao ouvir os áudios encaminhados com a fala dos radialistas, foram infelizes e ofensivos nos comentários, querendo condicionar uma linha de pensamento aos parlamentares. Mencionando o posicionamento da Rádio em relação à pandemia, disse que achou bastante tendencioso a maneira como abordaram a questão, excluindo, por exemplo, o debate sobre o tratamento precoce, aliando-se ao discurso de que isso era fake news. No entanto, asseverou que, embora a Rádio tenha um posicionamento político, isso não lhe dá o direito de cercear a liberdade de expressão: “Para muitos, isso passa uma mensagem negativa, pois a liberdade de expressão é um valor fundamental da estrutura democrática de qualquer país civilizado. Este é o preço da coerência: garantir a liberdade de expressão até para os nossos adversários”.

Na Sessão seguinte, do dia 11 de agosto, Tchequinho usou a tribuna para comentar as críticas recebidas dos seus colegas, isso porque, na anterior, já não tinha mais tempo de tribuna para falar: “Fizeram com que a minha moção fosse a última coisa que eu deveria ter protocolado no mundo, como se eu estivesse fora da legalidade”. Para ele, os demais vereadores pessoalizaram excessivamente a sua proposta. Ao ser acusado de ditador, rebateu dizendo que “ditador é esse novo governador, que fechou e quebrou o nosso comércio, não deixando as pessoas trabalhar para garantir o seu sustento”. Veja o trecho da sua fala a seguir:

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Eleições 2022

“Incrivelmente, quem está no poder quer que o voto seja verificável, enquanto quem está fora não quer”

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Rodinei Candeia apontou inconsistências na discussão acerca do voto impresso. Para ele, o debate está marcado ideologicamente, como se as urnas tivessem um valor em si próprio, e não um mero instrumento para se realizar o pleito eleitoral

Na Sessão Plenária desta segunda-feira (05), o vereador Rodinei Candeia (PSL) usou a tribuna para falar da discussão em curso na Câmara dos Deputados sobre o voto impresso. Há, inclusive, Comissão Especial para o Voto Auditável. Para ele, o que se criou hoje foi uma questão política que está muito além da questão administrativa. “Incrivelmente, quem está no poder quer que o voto seja verificável, enquanto quem está fora não quer”, apontou. Afirmou ainda que a questão ideológica está sobressaindo, como se as urnas tivessem um valor em si próprio, e não um mero instrumento para se realizar o pleito eleitoral.

De acordo com Candeia, o STF e o TSE têm realizado mobilização política com líderes partidários para defender esta questão – também de maneira ideológica. Lembrou ainda que, no último teste público realizado em 2017, vários grupos conseguiram hackear as urnas:

Senado Federal: TSE aponta risco de fraude, enquanto senadores falam em ‘insegurança’

Em sessão temática no Plenário realizada nesta segunda-feira (5) para debater ajustes na legislação eleitoral, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, falou aos senadores sobre o risco de fraudes e judicialização da eleição de 2022 com a volta do voto impresso. Alguns dos senadores que participaram da sessão apontaram que a aprovação da PEC 135/2019 para exigir a impressão do voto pode trazer insegurança ao processo eleitoral.

Aos senadores, Barroso reforçou que nunca foi registrada qualquer fraude nas urnas eletrônicas desde a implantação do sistema eletrônico de votação há 25 anos. Conforme o texto em discussão na Câmara, a ideia é que as cédulas poderão ser conferidas pelo eleitor e deverão ser depositadas em urnas para fins de auditoria. Mas Barroso considera que a medida representa um risco ao processo eleitoral. De acordo com o ministro:

Se o candidato a presidente da República pedir recontagem, nós vamos ter 150 milhões de votos contados manualmente, aquelas mesas apuradoras que faziam o terror da vida brasileira antes das urnas eletrônicas. Vai criar dificuldade administrativa, oferece risco para o sigilo, risco grande de fraude e risco de judicialização, porque a contagem manual vai dar diferença em relação a contagem eletrônica. Até em caixa de banco ou caixa de empresa, no final do dia, você tem que fazer uma reconciliação.

E é um paradoxo: o voto impresso seria imprimido pela mesma urna eletrônica que estaria sob suspeita. Portanto, se fraudar o eletrônico, frauda-se o impresso. De modo que nós vamos gastar R$ 2 bilhões, criar um inferno administrativo para essa licitação com um risco imenso de fraude e, pior, quebra de sigilo. Portanto, o voto impresso não é um mecanismo a mais de auditoria, ele é um risco para o processo eleitoral, porque nós abolimos o contato manual.

(Voto impresso é um risco para o processo eleitoral, diz Luís Roberto Barroso)

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a aprovação do projeto que quer implementar um “voto auditável” – com a impressão de uma cédula física após votação na urna eletrônica – e criticou o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, por ser contrário à proposta:

Para lembrar: moção aprovada

A Câmara dos Deputados instalou em maio uma comissão especial para analisar um projeto que quer tornar o voto impresso obrigatório no país. De autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), a PEC 135/19 não estabelece que o voto seja feito em cédulas de papel, mas propõe que uma cédula seja impressa após a votação eletrônica.

No dia 7 de junho, na Câmara de Vereadores de Passo Fundo, os parlamentares aprovaram a MOÇÃO Nº 29/2021, de autoria do gabinete da vereadora Ada Munaretto (PL), de apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que exige VOTO IMPRESSO AUDITÁVEL nas eleições, plebiscitos e referendos no Brasil.

De acordo com a justificativa da proposição, o art. 14 da Constituição Federal dispõe que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. O fundamento principal do estado Democrático de Direito é a soberania popular. Portanto, no exercício dessa soberania, não pode de forma alguma restar qualquer dúvida ao eleitor ou a qualquer parte da sociedade, sob pena de não permitirmos o exercício da soberania popular, elemento fundamental da DEMOCRACIA. A previsão vigora desde 2015, com o artigo 59-A da lei 13.165:

Art. 59-A. No processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado.
Parágrafo único. O processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna eletrônica.

Alegando alto custo que seria gerado pela necessidade de adaptação das urnas eletrônicas de todo o país para o atendimento das novas regras de impressão dos votos, previsto em algo em torno de dois bilhões de reais, a presidente Dilma Rousseff vetou os dispositivos. Em 18 de novembro de 2015, contudo, em sessão conjunta do Congresso Nacional, o veto presidencial terminou sendo derrubado por ampla maioria, fazendo com que a regra da impressão do voto passasse a valer, a partir das eleições gerais de 2018.

Em 25 de novembro de 2015, foi publicada no Diário Oficial da União a promulgação dos novos artigos de lei pela presidente da república, em conformidade com o art. 66, § 5º da Constituição Federal de 1988. Ocorre que a Justiça Eleitoral, constituída por membros do STF, de forma autoritária e sem qualquer amparo técnico ou jurídico, vem negando ao eleitor o direito constitucionalmente adquirido. Os argumentos do STF, se baseiam principalmente no custo e na suposta violabilidade do segredo do voto. Argumentos que por si só se destroem, quando a necessidade tem origem da vontade popular e na garantia de auditar uma votação.

A justificativa finaliza com o seguinte ponto: “Um Estado denominado DEMOCRÁTICO, tem o dever de garantir a soberania popular, de outra forma negar a impressão dos votos só deve interessar a quem pretende esconder ou dissimular ou ainda fraudar uma eleição. Assim sendo, esta vereadora apoia incondicionalmente o VOTO IMPRESSO AUDITÁVEL, em 100% das urnas de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil, pois acredita ser isso prerrogativa para a verdadeira democracia.”

Resultado da votação

Na discussão da proposição, houve um bate-boca entre os vereadores Rodinei e Eva Lorenzatto. Enquanto Rodinei pontuou que ”já foi comprovado que as urnas eletrônicas não são seguras”, Eva disse que não havia uma única prova de fraude eleitoral.

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Política

Eva Lorenzatto: “Hoje, Lula é inocente”

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Na Sessão Plenária desta quarta-feira (05) da Câmara de Vereadores de Passo Fundo, a vereadora Eva Lorenzatto (PT) fez uso do aparte para dizer, em alto e bom som, que Lula é inocente, pois teve sua inocência atestada pelo STF. Disse ainda aos vereadores que chamam Lula de ladrão que precisam apresentar provas disso.

Veja, a seguir, o trecho com a fala da parlamentar:

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